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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Um clássico

por josé simões, em 01.01.22

 

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Um clássico. De cada vez que Marcelo, o grande educador da Pátria, predica à Nação, ficarmos sempre na expectativa de ser o dia em que não há recurso ao Livro da 3.ª Classe, dos quase mil anos de história, do país do Minho a Timor, dos grandes feitos para o mundo, do Brasil, da África, da língua de Camões, os indígenas todas em tronco nu, de tanga e saias de capim, agradecidos pela evangelização. Em vão. Ainda não foi desta e tudo o resto é acessório quando os pormenores fazem a diferença.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.12.20

 

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Como se alguma coisa dita ou feita nestes trinta e poucos dias que faltam até ao dia das eleições fizesse a diferença, Marcelo Rebelo de Sousa, em campanha eleitoral desde o primeiro dia em que foi eleito para o primeiro mandato, ao mesmo tempo que menoriza a função de Presidente da República em favor da figura "candidato presidencial" passa um atestado de estupidez aos portugueses, sejam ou não seus eleitores.

 

O Presidente da República decidiu não dirigir a tradicional mensagem de Ano Novo aos portugueses por causa da campanha eleitoral para as presidenciais de 2021

 

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Reinvenção

por josé simões, em 01.01.18

 

 

 

Reinvenção "desses vários Portugais, esquecidos, porque distantes" e que por falta de presença cívica sempre deixaram no poder do voto dos outros a decisão do seu futuro.

 

Reinvenção "desses vários Portugais, esquecidos, porque distantes" e que durante décadas a fio, pelo voto, entregaram o seu destino e o destino dos seus nas mãos de quem, na administração do Estado, desinvestiu no território que habitam e que potenciou o abandono das populações, o abandono dos territórios, a desertificação, o Estado ausente.

 

Do que é que nos queixamos exactamente?

 

 

 

 

Visto da esquerda

por josé simões, em 02.01.17

 

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Imaginar a esquerda, toda, com o martelo de Thor com toda a força em cima de Cavaco Silva, Presidente da República do Estado laico, quando na mensagem de Ano Novo disse:


Aprendendo a lição de que, no essencial, tivemos sucesso quando nos unimos.
E assim será em 2017.
Ao recebermos o Papa Francisco.


Que não vai a Belém, à Assembleia da República, à residência oficial do primeiro-ministro como chefe de Estado do Vaticano, vem a Fátima como líder da Igreja Católica.


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Marcelo, Ano I

por josé simões, em 01.01.17

 

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Estreia de Marcelo nas mensagens de Ano Novo com homilia em modo miss Mundo, one size fits all, proporcionando a Porfírio Silva do PS o título de bullshitista de 2017 e ainda o primeiro dia do ano não chegou ao fim. De assinalar só o verde Legião Portuguesa no spot de entrada e saída, sem A Portuguesa, com uma música que podia muito bem ser a do sorteio da Factura da Sorte. Habituem-se.

 

 

 

 

|| O Presidente fez prova de vida

por josé simões, em 02.01.13

 

 

 

"Tomarei a decisão tendo em conta os pareceres jurídicos aprofundados que mandei fazer". Que pareceres jurídicos aprofundados? Como diz o povo, sabes tu, sei eu…

 

"O que suscita fundadas dúvidas na repartição dos sacrifícios". Quais as normas que vão ser enviadas para o Tribunal Constitucional? Como diz o povo, sabes tu, sei eu…

 

O Presidente fez prova de vida no primeiro dia de Janeiro depois de jantar. Pode voltar descansado para o Facebook, até ao Dia de Reis para receber os cantores das Janeiras. Paz à sua alma.

 

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|| O apagador

por josé simões, em 01.01.12

 

 

 

Vamos todos fazer de conta que lá para trás não houve nada, começa tudo a partir de agora. É só tempo presente.

 

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|| «Vivemos nesta terra há muitas centenas de anos»

por josé simões, em 02.01.11

 

 

 

 

 

A caridade e a caridadezinha e a União das Misericórdias, e a novidade que seria se nos tempos menos adversos os proveitos «fossem repartidos de uma forma justa por todos sem excepções ou privilégios», ou como até já vi anúncios do Pingo Doce com mais conteúdo político e como diria o outro “é a primeira vez que estou cá desde a última vez que cá estive”.

 

(Imagem de Gary Knight)

 

 

 

 

 

 

 

Também gostei desta parte:

por josé simões, em 02.01.08
“No quadro das minhas competências, tenho procurado incentivar uma nova geração de gente empreendedora e criativa, que não receia a concorrência.
 
Gente que, do Estado, não espera favores, mas apenas que não lhe crie dificuldades e seja justo nos impostos.” (Negrito meu)
(Link)
 
Esta vai dar pano para mangas. Como se usa por aqui: Afixe-se!
 
 

Gostei especialmente...

por josé simões, em 02.01.08
...daquela parte em que Cavaco Silva fez menção à desigualdade entre ricos e pobres. Seja bem-vindo ao país real senhor Presidente!
 
 
“Sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores” (Link)
 
Depois de ouvir as palavras do Presidente, e por mais que me esforce, não me sai da cabeça a reacção de determinada jota ao aumento do salário mínimo; a argumentação que usou para defender o não-aumento; as reticências de alguns donos de empresas – assim mesmo, donos de empresas, não empresários –; as pressões sobre o Governo; querer fazer depender o aumento do salário mínimo de contrapartidas ao nível dos despedimentos e das isenções fiscais.
 
Interessante, se atendermos ao facto de que quer os jotas, quer os donos das empresas que espernearam com os míseros 426 euros, se incluírem na base política de apoio ao Cavaco Silva candidato a Presidente de todos os portugueses.