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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Nada de novo, portanto

por josé simões, em 20.12.15

 

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Nada de novo em o FMI vir, mais uma vez, assumir falhas no programa da troika e não se fala mais nisso o que lá vai lá vai, FMI, subtítulo "Chover no Molhado".. Nada de novo nos partidos do "não podemos diabolizar o FMI", "não precisamos de programa de Governo para nada porque o nosso programa é o programa da troika", "o Governo pode surpreender e ir mais além que as metas acordadas com a troika", "é impensável sequer pensar em colocar em cima da mesa a hipótese de uma reestruturação da dívida pública sem primeiro dar um sinal de boa-fé e empenho aos nossos credores" continuarem a papaguear que foi feito o que devia ser feito e que muito ficou por fazer mas que, apesar de tudo, correu tudo bem, que foi um sucesso e não se fala mais nisso o que lá vai lá vai. Nada de novo, portanto.


"Expectativas demasiado elevadas em relação ao efeito imediato das reformas estruturais, consolidações orçamentais feitas de forma excessivamente rápida, expectativas irrealistas em relação a uma estratégia de curto prazo de desvalorização interna e cedências no princípio de reestruturar logo à cabeça dívidas públicas pouco sustentáveis."


"As falhas dos programas da troika assumidas pelo próprio FMI"


[Imagem]

 

 

 

 

||| #MitoUrbano

por josé simões, em 15.07.15

 

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"FMI existe para ajudar os países a superar crises de pagamentos". [...] "não vale a pena estamos a diabolizar o FMI".


[Na imagem Jack Nicholson em The Shining]

 

 

 

 

||| #PorAcasoFoiIdeiaMinha

por josé simões, em 14.07.15

 

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"As contas estavam mal feitas e não fui eu que as fiz"


«[...] a negociação do programa de ajuda externa a Portugal "foi essencialmente influenciada" pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV»

 

 

 

 

||| Já não percebo nada

por josé simões, em 14.12.14

 

Photograph for Ad Lib Studios1.JPG

 

 

Eu era capaz de jurar que a troika tinha sido despedida e que até tinha havido um Conselho de Ministros especial de corrida para o assinalar com direito a discurso do Moedas que o Dono Disto Tudo punha “a funcionar” e tudo e ainda tinha havido em final countdown no Largo do Caldas com o apóstolo-soberano e os escudeiros e garrafas de espumante e tudo e afinal não passou tudo de uma pantominice porque é preciso privatizar a TAP porque estava escrito no memorando de entendimento assinado pelo Eduardo Catroga em nome do PSD e registado para a posterioridade num BlackBerry que era o último grito em telecoises e que agora já ninguém usa nem o Obama e pela delegação do CDS todos lampeiros e engravatados e penteados pelo mesmo cabeleleireiro com Paulo Portas à cabeça a dar vivas a Portugal e a a D. João IV e a Deuladeu Martins e afinal não passou tudo de uma pantominice mais outra porque afinal de contas é preciso privatizar a TAP porque vem escrito no memorando com a troika que já cá não está porque foi despedida e celebrada num Conselho de Ministros especial de corrida com discurso do Moedas e tudo e num rendez-vous no Largo do Caldas com relógios a andar para trás e rolhas de espumante a andar pelos ares.


Já não percebo nada.


«Memorando da troika estabelece apenas a “venda” da TAP

Documento não pormenoriza se a venda é parcial ou total, ao invés do que sucede com a REN e EDP. Polémica abriu nova frente de confronto entre Governo e PS.»


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 10.12.13

 

 

 

Destruiu um e nunca cumpriu o outro:

 

«"O programa de ajustamento estava bem desenhado mas mal calibrado em alguns domínios" [por isso] explica que quando falou em ser mais "ambicioso" que a Troika estava a referir-se "ao objectivo estrutural e não ao orçamental"». Também disse qualquer coisa sobre "credibilidade", blah-blah-blah, mas nestes 2 anos e meio o povo já aprendeu a dar o desconto que é entrar por uma orelha a 100 e sair pela outra a 200.

 

 

 

 

 

 

|| A troika tem as costas largas

por josé simões, em 05.11.13

 

 

 

Ainda assim não tão largas quanto isso.

 

Se dúvidas houvessem sobre a agenda deste Governo, as suas reais intenções – empobrecer os portugueses económica e intelectualmente, para quem governa e a cobardia em assumir os actos políticos escudado no álibi troika, o papel da troika nestes 3 anos e quem diz à troika o que a troika deve dizer:

 

Sobre o aumento do salário mínimo, medida consensual entre patrões e sindicatos onde o papel do Governo se limita ao de legislador:

 

«não há aumento do salário mínimo enquanto a "troika" estiver em Portugal»,

 

e não fomos nós [eles] quem assinou o memorando:

 

«"quando acabar o programa de assistência, Portugal deixa de ter um constrangimento que foi inserido no memorando de entendimento original, assinado pelo anterior Governo, que não permite um aumento do salário mínimo sem antes essa matéria ser discutida com a própria 'troika'»,

 

e além disso a troika ainda queria ir mais além que a troika:

 

«O ministro relembrou que a "troika", tal como já tinha sido noticiado, queria descer ainda mais o "salário mínimo para os mais jovens"»

 

O governo, esse grande amigalhaço, é que não deixou.

 

 

Sobre o financiamento ao ensino privado, medida que depende única e exclusivamente do Governo, e já agora, do dinheiro dos contribuintes [e não há dinheiro para nada]:

 

«O novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, que entra hoje em vigor, flexibiliza as regras para este tipo de acordos, que deixam de estar dependentes da oferta pública existente na mesma região, por exemplo.

O Governo mostra também intenção de alargar "progressivamente" os apoios de acção social escolar de que os alunos das escolas privadas com contrato de associação já beneficiam aos alunos das restantes escolas do ensino particular e cooperativo»

 

Isto apesar de no memorando de entendimento constar precisamente o contrário:

 

«and reducing and rationalising transfers to private schools in association»

 

Mas como não fomos nós [eles] quem assinou o memorando não nos vemos na obrigação de cumprir o memorando que cumprimos sem ter assinado. Confusos?

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Já não há a puta da vergonha!

por josé simões, em 20.03.13

 

 

 

Primeiro foi Miguel Frasquilho, o representante do Banco Espírito Santo na bancada parlamentar do PSD, a dar o mote à saída do plenário da Assembleia da República, que o programa "foi mal desenhado", "mal concebido"; depois foi o alucinado administrador-delegado da frau Merkel para a Lusitânia com a mesma conversa, não tive culpa de nada, não foi nada comigo, o buraco em que nos encontramos não foi fruto da minha alucinação, e tal; à noite levámos com Eduardo 'o pai da criança' Catroga na TVI 24 a reescrever a História recente de Portugal, perante um balbuciante e complacente entrevistador a quem deram o papel de jornalista, que o PSD não foi tido nem achado e quase que foi obrigado a assinar de cruz o tal do infame memorando.

 

«O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que a negociação do programa de ajuda externa a Portugal "foi essencialmente influenciada" pelo PSD e resultou em medidas melhores e que vão mais fundo do que o chamado PEC IV»


«O economista Eduardo Catroga afirmou hoje que o PSD terá autonomia, se for Governo, para substituir eventuais "medidas penalizadoras para os portugueses" do programa de ajuda externa a Portugal por outras que cumpram os mesmos objetivos.»


«Questionado sobre se isso estará a ser negociado com a "troika", Eduardo Catroga respondeu que não acredita que "a 'troika' se meta nisso", que "é da esfera essencialmente empresarial".»

 

«O líder do PSD disse que não se trata de "um programa cor-de-rosa construído na estratosfera" […]. Prometendo "respeitar" o programa de ajuda externa, deixou um aviso: "Este programa está muito além do memorando" da 'troika'»

 

Já não há a puta da vergonha!

 

 

 

 

 

 

|| Somos todos gregos ou vamos continuar a fingir que não é nada connosco?

por josé simões, em 28.01.12

 

 

 

"elementos de inovação institucional"

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| A “suspensão da Democracia” (upgrade)

por josé simões, em 06.06.11

 

 

|| Vai doer a valer

por josé simões, em 03.06.11

 

 

 

O memorando de entendimento andou arredado da campanha e ninguém explicou como é que vamos fazer em 6 meses, e a toque de caixa, o que não fizemos em 6 anos pelo voto popular.

 

(Imagem)