Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Honestidade e transparência

por josé simões, em 20.08.18

 

 

 

Corria o ano de 1979 e o PPD, com Marcelo Rebelo de Sousa como deputado, votava contra a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde que daria lugar à lei 56/79 que criou o Serviço Nacional de Saúde.

 

Corre o ano de 2018 e o PPD/ PSD de Rui Rio mete Rui Raposo, administrador do Mello Saúde, grupo privado que gere os hospitais CUF, num grupo de trabalho que propõe meter o Estado a pagar ao sector privado a prestação dos cuidados de saúde, a mesma lengalenga da "liberdade de escolha" usada nos idos de Passos Coelho para privatizar a educação.

 

O PS, todo muito de esquerda e sem se rir, saiu logo a terreiro a condenar e desmascarar a tramóia, depois de ter arrumado o relatório Arnaut/ Semedo para uma nova Lei de Bases da Saúde no fundo da gaveta mais funda e ter metido Maria de Belém Roseira, consultora do grupo privado Luz Saúde, um sucedâneo da Espírito Santo Saúde, e ex consultora da Euromedics e Merck a rever a Lei de Bases da Saúde.

 

Honestidade e transparência, há coisas que nunca mudam.

 

 

 

 

|| A estupidez humana não tem limites

por josé simões, em 13.12.12

 

 

 

Já nem indo pela estupidez e pelo desperdício que é monotorizar a rede, e as redes sociais, para perseguir e punir os cidadãos, no geral, e os próprios funcionários, no particular, ao invés da atitude inteligente que seria usar a monotorização da[s] rede[s] para, primeiro, corrigir erros e deficiências dos serviços e ir de encontro aos anseios e necessidades das populações com vista à prestação de um melhor serviço, e para, segundo, usar a rede como ferramenta de trabalho para melhor perceber a relação empregador-empregado e melhor proceder à optimização de desempenhos, com reflexos imediatos nos índices de produtividade, é a estupidez de não se aprender nada com o que a história nos conta e nos ensina, e não compreender que nunca em tempo algum, algum governo ou regime conseguiu suprimir a opinião crítica, e que, mais tarde ou mais cedo, o dique rebenta e a enxurrada que se lhe segue tem efeitos devastadores, como o demonstrou, por exemplo, o caudal de excessos nos dois anos seguintes à revolução de 25 de Abril de 1974 após 48 anos de ditadura.

 

Bem podem questionar o ministro da tutela, este ou outro qualquer, com outra qualquer tutela, que a resposta vai ser sempre a mesma, no mesmo jo go do empurra. O Governo das empresas e das marcas defende as empresas e as marcas contra os perigosos e subversivos cidadãos que o elegeram. E o exemplo parte do próprio Governo. A Direita no poder.

 

[Imagem de autor desconhecido]