Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O intriguista-mor da República

por josé simões, em 14.10.21

 

David Billet.jpg

 

 

Ver Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, com genuíno prazer a comentar em tempo real as declarações e tomadas de posição dos partidos à esquerda do PS que suportam o Governo no Parlamento, a antecipar cenários a semanas e meses de distância, a certa altura completamente desligado de tudo o que o rodeava, olhar perdido no vazio, a ouvir-se a si próprio, quiçá deslumbrado com o seu brilhantismo, sem que nenhum pé de microfone tenha iniciativa de lhe dizer "senhor Presidente, quando chegar a casa vá à box e faça rewind". É o que há.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Se isto é um Presidente...

por josé simões, em 15.07.21

 

Wile E. Coyote and the Road Runner.jpg

 

 

É discutível, juridicamente certamente perdi, politicamente acho que ganhei

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

O recruta Zero e o sargento Taínha

por josé simões, em 15.06.21

 

1.jpg

 

 

Por definição o Presidente nunca é desautorizado pelo primeiro-ministro. Quem nomeia o primeiro-ministro é o Presidente, não é o primeiro-ministro que nomeia o Presidente

 

 

 

 

Dia de Portugal

por josé simões, em 11.06.21

 

cavaco-silva-dias-loureiro-duarte-lima.jpg

 

 

[...] é necessário ter nestes anos um apelo à convergência para aproveitar recursos, recriar espírito novo de futuro para todos e não uma chuva de benesses para alguns, que se veja com olhos de interesse colectivo e não com olhos de egoísmo pessoais ou de grupo.

 

[...]

 

interpela-nos a não desperdiçarmos o acicate dos fundos que nos podem ajudar evitando deles fazer em pequeno e por curtos anos o que fizemos tantas vezes na nossa história [...] mais perto de nós com alguns dos dinheiros comunitários [...]

 

 

 

 

A fragmentação da direita

por josé simões, em 13.05.21

 

legião portuguesa.jpg

 

 

A dada altura Marcelo comentou [lamentou?] a fragmentação da direita:

 

a) como óbice à ida ao pote;

b) à alternância no poder;

c) como alternativa de governo

d) todas as anteriores

 

Nunca se lhe ouviu, em 40 anos, uma constatação, um lamento, por em 40 anos de democracia a esquerda ter estado afastada da solução  e/ ou influência governativa, quando a diferença entre a esquerda e a direita "fragmentadas" é, por exemplo, a primeira reivindicar aumento do salário mínimo, investimento no Serviço Nacional de Saúde e na escola pública, redução da carga horária, direitos iguais para iguais deveres, contra o desmantelamento do Estado social, a privatização da saúde e da educação, a desregulação do mercado laboral, a ausência de direitos e garantias pelos segundos.

 

Marcelo não engana quem quer ser enganado, Marcelo não engana ninguém, Marcelo sobrevive na iliteracia política portuguesa.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

 

Para bom entendedor

por josé simões, em 06.05.21

 

ventura.jpeg

 

 

Não é apenas explorar a mão de obra imigrante, é tratá-la em termos humanos, tratá-la com a dignidade que vem na Constituição. É muito bonito dizer-se que "não, imigrantes não!" e depois descobrir-se que "imigrantes sim!" quando dão jeito para trabalhar a fazer aquilo que os portugueses não fazem, mas já não dão jeito para terem os direitos que lhes deviam corresponder.

 

Para bom entendedor, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, aos cinco dias do mês de Maio do Ano da Graça de 2021.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 06.04.21

 

Kristian Jones.jpg

Na véspera o moço de recados da Presidência tinha aparecido na avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1 a acusar António Costa de afrontar e tentar condicionar o Presidente da República, no dia a seguir "Marcelo ouve especialistas sobre aplicação da “bazuca” europeia". "Condicionar", dizem eles.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Quando o Presidente católico tira o Sábado de Aleluia para gozar com os portugueses

por josé simões, em 03.04.21

 

Rooney Mara As Mary Magdalene Smoking A Cigarette

 

 

"Salvação preventiva de orçamentos". Quando o Presidente católico tira o Sábado de Aleluia para gozar com os portugueses.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

É o que temos

por josé simões, em 01.04.21

 

Marcelo.jpg

 

 

Acordamos com as primeiras páginas "Costa enfrenta Marcelo", "Costa desafia Marcelo", lá dentro, no Público, "Costa não obedece a Marcelo" [verdade] quando, independentemente da urgência e da justeza dos apoios por que esperam 130 mil desesperados compatriotas nossos com a corda na garganta e um túnel ao fundo da luz, isso será julgado no dia das eleições, a verdade é que "Marcelo enfrentou a Constituição", "Marcelo desafiou a Constituição", "Marcelo não obedece à Constituição" que juro defender e fazer cumprir. Estas seriam as letras gordas, verdadeiras, a ilustrar primeiras páginas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Livro de Leitura para a 3a Classe

por josé simões, em 12.03.21

 

livro 3ª classe.jpg

 

 

O presidente vitalício da Fundação Casa de Bragança, reeleito Rei de Todos os Portugueses, de gravata azul vai ao Vaticano prestar vassalagem e ver a sua autoridade reconhecida pelo Papa. Cumprir e fazer cumprir a Constituição da República no Estado laico.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

 

Enquanto o pau vai e vem folgam as costas

por josé simões, em 11.03.21

 

x.jpg

 

 

Marcelo, que não perde uma oportunidade para se meter à frente, nem que para isso a tenha de a criar, e não estamos propriamente a falar em meter-se à frente da câmara do telemóvel, desta vez não perorou ao país. Como diz o povo, entrou mudo e saiu calado. O pau já foi, mas há-de voltar. António Costa que se prepare.

 

[Na imagem, com link, a próxima apresentação de António Costa depois da volta do pau]

 

 

 

 

O "érre"

por josé simões, em 10.03.21

 

pcp centenario porto.jpg

 

 

Depois dos comunistas terem tomado todas as cidades, de norte a sul do país, Marcelo, no decreto presidencial que renova o estado de emergência e antecipando a inevitável queda do muro de Berlim e derrocada da RDA, fala na "reunificação das famílias" [a partir do minuto 09:53].

À saída da audiência com o Presidente da República, Rui Rio diz não saber porque é que o R está outra vez a subir. Faz-lhe falta sair do Mercedes de serviço atribuído pelo partido, da bolha do Pê Pê Dê, e começar a andar a pé pelos sítios onde moram pessoas de carne e osso. Ou então estar atento às televisões e ver Marcelo, qual barata tonta, de máscara abaixo do nariz, em performance circense no bairro do Cerco, perante a estupefacção dos moradores confinados.

 

[Na imagem, de autor desconhecido, o centenário do PCP na Av. dos Aliados, Porto]

 

 

 

 

O regresso da barata tonta

por josé simões, em 09.03.21

 

nicolasbruno.jpg

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa, que auto-confinou por vontade presidencial em Março de 2020, havia meia centena de casos e menos de uma mão de mortos, e que logo no desconfinamento andou de norte a sul do país a ver se a água das praias estava boa de sal, enquanto bebia imperais em alegres cavaqueiras grupais e partilhava bolas de Berlim com putos que lhe apareciam pela frente, depois de ter salvo duas jovens de morrerem afogadas com água pelo joelho; Marcelo Rebelo de Sousa que "não é especialista em regras sanitárias", depois de ter apelado a muitos milhares na Feira do Livro de Lisboa e na Fórmula 1 no Algarve, enquanto perorava sobre a "percepção negativa" que as pessoas têm da Festa do Avante!, Marcelo Rebelo de Sousa que explicou a todos os portugueses como haviam de contornar as restrições do Natal, que tanto se "empenhara" em salvar, para logo a seguir fazer uma visita de campanha eleitoral a um lar de idosos, sem saber o resultado de um dos milhentos testes Covid que já fez desde que a pandemia deu à costa, com as televisões a passarem imagens da urgência do hospital de Setúbal a rebentar pelas costuras, com doentes arrumados pelo chão onde havia espaço, e do hospital de Torres Vedras, com ambulâncias com cinco horas de fila de espera, enquanto aproveitava para passar um ralhete aos portugueses por não levarem o confinamento a sério; Marcelo Rebelo de Sousa, depois de toda a pressão que fez sobre o Governo para um segundo confinamento, com encerramento das escolas, no dia em que toma posse para novo mandato presidencial vai a assapar para o Porto para um passeio pelo bairro do Cerco, perante a estupefacção os portugueses confinados, incrédulos nas janelas e varandas, rodeado por uma multidão de jornalistas e por outros mais afoitos que viram aqui o sinal de partida para o que aí vem. A seguir vamos todos salvar a Páscoa.

 

[Link na imagem]   

 

 

 

 

100 anos do PCP

por josé simões, em 06.03.21

 

1.jpg

 

 

No dia em que o PCP assinala o seu centésimo aniversário o jornal do militante n.º 1 faz primeira página com um fascista nascido, criado e engordado dentro de portas - o PSD.

 

A Cristina na imagem é o quadradinho que Marcelo não arranjou no sítio da Presidência para parabenizar o PCP, nem o minuto que não usou para telefonar a Jerónimo de Sousa, e a prova provada de que qualquer cata-vento pode ir à Festa do Avante! desde que compre o bilhete.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Coragem

por josé simões, em 10.02.21

 

take courage.jpg

 

 

Se as pessoas não circularem o vírus não circula, parece ser dado por todos adquirido. Parece. E como é que se consegue que as pessoas não circulem? Fechamos a ilha, como fizeram australianos e neo-zelandeses - para nós não dá; impomos a lei do chicote sem dó nem piedade - como fizeram os chineses, mas suspender a democracia está fora de questão; forçamos um confinamento recorrendo à figura do "estado de emergência", consagrada na Constituição da República do Estado de direito democrático, e vamos gerindo a coisa. Por isso a necessidade de "reabrir a economia" à cultura, ao desporto e às escolas, tudo actividades que movimentam milhares de pessoas a horas certas em locais fechados - o vírus a circular, soa a desculpa para não se dizer que se vota contra só por se ser do contra.

 

[Imagem]