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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O dinheiro do contribuinte é um poço sem fundo

por josé simões, em 07.01.19

 

 

 

Qualquer cidadão com filhos paga propinas desde os primeiros dias de infantário até ao último dia de mestrado, sendo que as da faculdade são as mais baratas de todas. E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?!

 

Marcelo concorda com fim das propinas no ensino superior

 

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A mesma luta

por josé simões, em 26.12.18

 

groucho marx.png

 

 

Enquanto esperamos todos o Presidente, comentador e explicador, explicar e comentar por que cargas de água é que os portugueses, todos, que desde os idos de Sócras até ao fim dos anos da troika e do Governo da direita radical viram as carreiras congeladas e que depois disso não progridem só porque sim, que conheceram o desemprego e a emigração, que tiveram salários em atraso, apoios sociais cortados e sobretaxas em cima do pouco que recebiam, enquanto aguentavam os filhos na escola e na universidade e pagavam por fora explicações, sem recibo para o IRS, aos professores, tadinhos, que trabalham 25 horas por dia que ser professor não é ir só uma mão de horas à escola nem estar ao dia útil e em horário de trabalho na praia a postar fotos no Facebook do quão bom está o mar, vão ter eles de pagar os 9A 4M e 2D na badge ao peito do comissário Nogueira enquanto a vida deles retoma agora como se nada se tivesse passado, como se o hiato não tivesse existido, Rui Rio e Mário Nogueira, a mesma luta, vão explicar como é que a solução boa é a das ilhas, uma vez o dinheiro vai daqui, de "Cuba", para as ilhas, com os resultados que se conhecem que não é por Alberto soba Jardim se ter ido embora que a coisa mudou de figura, de onde é que vem o dinheiro para aqui para aguentar a solução ilhéu.

 

 

 

 

Um eléctrico chamado...

por josé simões, em 15.12.18

 

EscolaGerais.26. september 2010.Foto.Ole E. Malmstrom,.jpg

 

 

Marcelo Rebelo de Sousa, em directo para as televisões a comentar o descarrilamento de um eléctrico da Carris depois de ter chegado primeiro que os bombeiros à queda de um avião em Tires, não tem a noção do ridículo ou é só o resultado da educação na elite do regime onde o Presidente do Conselho tinha de saber os pormenores da vida de cada português?

 

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Cá calharás*

por josé simões, em 28.11.18

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da oficina de um velho fazedor de carroças. Parchal, 1978 (1).png

 

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na economia".

Alínea a) excepto quando é preciso recorrer a fundos públicos para recuperar empresas falidas.

Alínea b) Para sobrecarregar a Segurança Social com centenas de desempregados da excelência da gestão privada..

 

"É preciso aliviar o peso do Estado no sector financeiro".

Alínea a) excepto quando é preciso injectar milhões do contribuinte no sector bancário.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na educação".

Alínea a) excepto no financiamento com dinheiros públicos aos colégios privados.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na saúde".

Alínea a) excepto quando a saúde é um negócio financiado pelo dinheiro do contribuinte em PPP's

Alínea b) excepto quando a maleita é de tal forma grave e à qual só o Serviço Nacional de Saúde consegue responder.

 

"É preciso aliviar o peso do Estado na comunicação social". Adenda: só uma comunicação social livre das amarras do poder político é verdadeiramente independente.

 

Alínea a) excepto quando está em risco a qualidade da democracia, pela emergência dos populismos e pela crescente debilidade dos órgãos de comunicação social - jornais, rádios, televisões, propriedade de grandes grupos privados, os tais da gestão de excelência,, com agendas definidas, feitos por estagiários mal pagos e com vínculo laboral precário. Aí "o Estado não tem a obrigação de intervir nos media?"

 

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* Provérbio

 

 

 

 

Next level

por josé simões, em 05.11.18

 

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Antes eram perfis falsos com contas criadas para o efeito numa rede qualquer, agora são fake news com a chancela da carteira de jornalista em televisões ditas de referência.

Muito bem a televisão do militante n.º 1 com a sua conta no Twitter a fabricar fake news [em print screen para memória futura] num título que nada tem nada a ver, antes pelo contrário, com o que o primeiro-ministro diz. CLAP! CLAP! CLAP!

 

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Sai mais uma selfie

por josé simões, em 10.09.18

 

 

 

Marcelo está muito preocupado com quem dorme na rua. Marcelo não só está muito preocupado com quem dorme na rua como também quer ver o problema dos sem-abrigo resolvido até 2023. Marcelo para mostrar que está muito preocupado com quem dorme na rua e quer ver o problema resolvido até 2023 faz-se filmar, pelas televisões todas, à noite nas ruas de Lisboa em acção de voluntariado a atender os desvalidos desta vida.

 

Marcelo está muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, com quem ficou sem casa no incêndio de Pedrógão. Marcelo não só está muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, ficou sem casa no incêndio de Pedrógão, como também está muito preocupado com quem teve a mesma sorte nos incêndios de Outubro de 2017 em Leiria e Oliveira do Hospital. Marcelo, além de estar muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, sem a casa nos incêndios de Pedrógão, Leiria e Oliveira do Hospital, também quer ver rapidamente esclarecidos os zunzuns e as denúncias feitas  sobre a má utilização do dinheiro dos donativos do bom coração dos portugueses, usado para segundas habitações e casas há muito abandonadas, com suspeita de compadrio com o poder autárquico eleito.

 

Marcelo, assessorado por sócio de firma que presta serviço a fundos imobiliários, vetou o diploma que dava direito de preferência aos arrendatários. "A seguradora Fidelidade já está a vender imóveis em bloco por 425 milhões. Entre os inquilinos, já há quem dê a casa por perdida depois do veto de Marcelo que travou o diploma que assegura o direito de preferência."

 

Voltemos ao princípio, Marcelo está muito preocupado com quem ficou sem casa nos incêndios e com quem vive na rua, que é outra maneira de ficar sem casa por causa de "incêndios" diversos. E Marcelo não só está muito preocupado com quem ficou sem casa nos incêndios e com quem vive na rua como até convoca as televisões e os jornais para se mostrar a distribuir beijinhos, abraços e selfies com os desvalidos desta vida.

 

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Marcelo Redux

por josé simões, em 30.08.18

 

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[Marcelo Rebelo de Sousa por Paulo Novais/ Lusa]

 

 

 

 

Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo. Capítulo II

por josé simões, em 19.06.18

 

 

 

A sugestão que deixava ao senhor Presidente da República é a seguinte: tire uma selfie com os empresários do PSI 20, que têm as suas holdings na Holanda para pagarem menos impostos, e convença-os a abandonar essas práticas e a investir no Interior do país. Uma selfie importante

 

["Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo". Capítulo I]

 

 

 

 

Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo

por josé simões, em 18.06.18

 

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Depois de no discurso do 25 de Abril ter alertado, sem ninguém perceber porquê, para os riscos do "messianismo salvífico" e do "populismo", Marcelo Rebelo de Sousa anuncia que nestas férias vai a banhos para as "Termas do Cartaxo".

 

[Termas do Cartaxo e imagem]

 

 

 

 

Acham isto normal?

por josé simões, em 13.06.18

 

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Bicha, que "fila" é paneleirice brasileira, na Feira do Livro ao Parque Eduardo VII em Lisboa, para tirar selfie com Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República portuguesa. O título do post é uma pergunta retórica.

 

[Imagens fanadas no Twitter]

 

 

 

 

O equívoco de António Costa

por josé simões, em 08.05.18

 

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O [grande] equívoco de António Costa é pensar que o Presidente lhe está a enviar recados por terceiros. Não. Marcelo está a enviar recados para o cidadão eleitor: estou aqui eu, que não tenho responsabilidades governativas directas nem a tutela de ministérios, que apenas usei semanas do meu mandato em acções de consolo, conforto e levantamento da moral e incentivo ao renascimento junto das populações e que me demito caso a tragédia se repita porque chego à conclusão de que foi em vão todos os quilómetros percorridos, todos os abraços dados, todo o português gasto.

Está ali o senhor primeiro-ministro, com responsabilidades governativas directas, responsável último sobre ministérios com tutelas que vão desde a protecção civil às forças de segurança passando pelas forças armadas, que só depois de empurrado e a muito custo apresentou desculpas aos portugueses pela tragédia que foi o Verão de 2017, e que não se demite caso o inferno se repita, mostrando que não aprendeu nada e que lhe entrou por um ouvido a 100 e saiu pelo outro a 200.

Estou aqui eu e está ali ele.

É este o recado que Marcelo está a enviar pelo jornal a quem vota em 2019. Como diz o povo, não queiras abrir a pestana, não...

 

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E isto é bom ou mau para a qualidade da democracia?

por josé simões, em 08.05.18

 

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Marcelo diz que não se recandidata se acontecer uma tragédia como a do Verão passado. Curiosamente a entrevista sai no dia em que há mexidas no comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil, um cargo que devia ser de carreira e não de boy a quem arranjam um job. A segunda mexida no período de um ano [a quarta demissão em seis meses], outra vez a poucos dias do calor começar a apertar, se calhar porque da última vez deu bons resultados. Se calhar. O anterior comandante diz que se vai embora por razões pessoais, curiosamente a seguir à vinda de três peritos espanhóis para ensinarem os portugueses a tratar do fogo...

 

Voltando ao princípio, alguém acredita mesmo que o Presidente só disse aquilo que disse, assim, da boca para fora, a chegar-se à frente, ou que o Presidente está a mandar um recado com destinatário certo, mal grado o primeiro-ministro se fazer de desentendido?

 

E o Presidente, ao mostrar-se desprendido ao povo e chegar-se à frente é bom ou mau para a qualidade da democracia?

 

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"Se é verdade que toda a acção política corre atrás do tempo"

por josé simões, em 20.04.18

 

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Quando o homem que, enquanto deputado, votou contra a criação do Serviço Nacional de Saúde vem anos depois, na pele de Presidente, mostrar preocupação com "a distância entre sistemas de saúde e expectativas da sociedade" e "se é verdade que toda a acção política corre atrás do tempo", para onde é que corre Marcelo, onde é que quer exactamente Marcelo chegar com esta pública preocupação, logo no dia a seguir à preocupação pública de um ministro com a "economia social"?

 

[Imagem de autor desconhecido] 

 

 

 

 

Homem rico, homem pobre

por josé simões, em 22.03.18

 

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Diz que o Marcelo, Presidente, diz que tem vergonha das desigualdades socias e da pobreza em Portugal, em 2018, no século XXI.

 

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E andamos nisto...

por josé simões, em 27.02.18

 

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Marques Mendes, Conselheiro de Estado e moço de recados, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de Governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, aparece na homilia semanal que tem na televisão do militante n.º 1 mui imbuído de "sentido de Estado" a dar uma dica a Rui Rio, líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospiutais, tribunais, repartições do Estado no interior do país: que deve trazer para a agenda a desertificação humana do interior país. Mais, que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente-comentador, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, deve mover influências, mexer cordelinhos, juntar à mesa o actual líder do PSD e o primeiro-ministro, António Costa, líder do PS, o partido que durante décadas, no governo ou na oposição, implementou políticas ou assinou de cruz políticas implementadas pelo PSD, o chamado entendimento entre os partidos estruturantes da democracia para as reformas estruturais do Estado, que levaram ao fecho de escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país. E andamos nisto...

 

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