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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Sai mais uma selfie

por josé simões, em 10.09.18

 

 

 

Marcelo está muito preocupado com quem dorme na rua. Marcelo não só está muito preocupado com quem dorme na rua como também quer ver o problema dos sem-abrigo resolvido até 2023. Marcelo para mostrar que está muito preocupado com quem dorme na rua e quer ver o problema resolvido até 2023 faz-se filmar, pelas televisões todas, à noite nas ruas de Lisboa em acção de voluntariado a atender os desvalidos desta vida.

 

Marcelo está muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, com quem ficou sem casa no incêndio de Pedrógão. Marcelo não só está muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, ficou sem casa no incêndio de Pedrógão, como também está muito preocupado com quem teve a mesma sorte nos incêndios de Outubro de 2017 em Leiria e Oliveira do Hospital. Marcelo, além de estar muito preocupado com quem ficou sem tudo e, principalmente, sem a casa nos incêndios de Pedrógão, Leiria e Oliveira do Hospital, também quer ver rapidamente esclarecidos os zunzuns e as denúncias feitas  sobre a má utilização do dinheiro dos donativos do bom coração dos portugueses, usado para segundas habitações e casas há muito abandonadas, com suspeita de compadrio com o poder autárquico eleito.

 

Marcelo, assessorado por sócio de firma que presta serviço a fundos imobiliários, vetou o diploma que dava direito de preferência aos arrendatários. "A seguradora Fidelidade já está a vender imóveis em bloco por 425 milhões. Entre os inquilinos, já há quem dê a casa por perdida depois do veto de Marcelo que travou o diploma que assegura o direito de preferência."

 

Voltemos ao princípio, Marcelo está muito preocupado com quem ficou sem casa nos incêndios e com quem vive na rua, que é outra maneira de ficar sem casa por causa de "incêndios" diversos. E Marcelo não só está muito preocupado com quem ficou sem casa nos incêndios e com quem vive na rua como até convoca as televisões e os jornais para se mostrar a distribuir beijinhos, abraços e selfies com os desvalidos desta vida.

 

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Marcelo Redux

por josé simões, em 30.08.18

 

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[Marcelo Rebelo de Sousa por Paulo Novais/ Lusa]

 

 

 

 

Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo. Capítulo II

por josé simões, em 19.06.18

 

 

 

A sugestão que deixava ao senhor Presidente da República é a seguinte: tire uma selfie com os empresários do PSI 20, que têm as suas holdings na Holanda para pagarem menos impostos, e convença-os a abandonar essas práticas e a investir no Interior do país. Uma selfie importante

 

["Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo". Capítulo I]

 

 

 

 

Marcelo a banhos nas termas do Cartaxo

por josé simões, em 18.06.18

 

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Depois de no discurso do 25 de Abril ter alertado, sem ninguém perceber porquê, para os riscos do "messianismo salvífico" e do "populismo", Marcelo Rebelo de Sousa anuncia que nestas férias vai a banhos para as "Termas do Cartaxo".

 

[Termas do Cartaxo e imagem]

 

 

 

 

Acham isto normal?

por josé simões, em 13.06.18

 

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Bicha, que "fila" é paneleirice brasileira, na Feira do Livro ao Parque Eduardo VII em Lisboa, para tirar selfie com Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República portuguesa. O título do post é uma pergunta retórica.

 

[Imagens fanadas no Twitter]

 

 

 

 

O equívoco de António Costa

por josé simões, em 08.05.18

 

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O [grande] equívoco de António Costa é pensar que o Presidente lhe está a enviar recados por terceiros. Não. Marcelo está a enviar recados para o cidadão eleitor: estou aqui eu, que não tenho responsabilidades governativas directas nem a tutela de ministérios, que apenas usei semanas do meu mandato em acções de consolo, conforto e levantamento da moral e incentivo ao renascimento junto das populações e que me demito caso a tragédia se repita porque chego à conclusão de que foi em vão todos os quilómetros percorridos, todos os abraços dados, todo o português gasto.

Está ali o senhor primeiro-ministro, com responsabilidades governativas directas, responsável último sobre ministérios com tutelas que vão desde a protecção civil às forças de segurança passando pelas forças armadas, que só depois de empurrado e a muito custo apresentou desculpas aos portugueses pela tragédia que foi o Verão de 2017, e que não se demite caso o inferno se repita, mostrando que não aprendeu nada e que lhe entrou por um ouvido a 100 e saiu pelo outro a 200.

Estou aqui eu e está ali ele.

É este o recado que Marcelo está a enviar pelo jornal a quem vota em 2019. Como diz o povo, não queiras abrir a pestana, não...

 

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E isto é bom ou mau para a qualidade da democracia?

por josé simões, em 08.05.18

 

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Marcelo diz que não se recandidata se acontecer uma tragédia como a do Verão passado. Curiosamente a entrevista sai no dia em que há mexidas no comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil, um cargo que devia ser de carreira e não de boy a quem arranjam um job. A segunda mexida no período de um ano [a quarta demissão em seis meses], outra vez a poucos dias do calor começar a apertar, se calhar porque da última vez deu bons resultados. Se calhar. O anterior comandante diz que se vai embora por razões pessoais, curiosamente a seguir à vinda de três peritos espanhóis para ensinarem os portugueses a tratar do fogo...

 

Voltando ao princípio, alguém acredita mesmo que o Presidente só disse aquilo que disse, assim, da boca para fora, a chegar-se à frente, ou que o Presidente está a mandar um recado com destinatário certo, mal grado o primeiro-ministro se fazer de desentendido?

 

E o Presidente, ao mostrar-se desprendido ao povo e chegar-se à frente é bom ou mau para a qualidade da democracia?

 

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"Se é verdade que toda a acção política corre atrás do tempo"

por josé simões, em 20.04.18

 

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Quando o homem que, enquanto deputado, votou contra a criação do Serviço Nacional de Saúde vem anos depois, na pele de Presidente, mostrar preocupação com "a distância entre sistemas de saúde e expectativas da sociedade" e "se é verdade que toda a acção política corre atrás do tempo", para onde é que corre Marcelo, onde é que quer exactamente Marcelo chegar com esta pública preocupação, logo no dia a seguir à preocupação pública de um ministro com a "economia social"?

 

[Imagem de autor desconhecido] 

 

 

 

 

Homem rico, homem pobre

por josé simões, em 22.03.18

 

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Diz que o Marcelo, Presidente, diz que tem vergonha das desigualdades socias e da pobreza em Portugal, em 2018, no século XXI.

 

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E andamos nisto...

por josé simões, em 27.02.18

 

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Marques Mendes, Conselheiro de Estado e moço de recados, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de Governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, aparece na homilia semanal que tem na televisão do militante n.º 1 mui imbuído de "sentido de Estado" a dar uma dica a Rui Rio, líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospiutais, tribunais, repartições do Estado no interior do país: que deve trazer para a agenda a desertificação humana do interior país. Mais, que Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente-comentador, ex-líder do PSD, o partido que durante décadas de governo fechou escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país, deve mover influências, mexer cordelinhos, juntar à mesa o actual líder do PSD e o primeiro-ministro, António Costa, líder do PS, o partido que durante décadas, no governo ou na oposição, implementou políticas ou assinou de cruz políticas implementadas pelo PSD, o chamado entendimento entre os partidos estruturantes da democracia para as reformas estruturais do Estado, que levaram ao fecho de escolas, postos de saúde e hospitais, tribunais, repartições do Estado no interior do país. E andamos nisto...

 

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Não tira selfies quem quer, tira quem pode

por josé simões, em 29.01.18

 

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Não se pedia a Marcelo, Presidente, que fosse mergulhar no Açude de Abrantes, mas pelo menos uma selfie com os desgraçados que andam a catar espuma para os camiões cisternas. Pelo menos isso.

 

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Reinvenção

por josé simões, em 01.01.18

 

 

 

Reinvenção "desses vários Portugais, esquecidos, porque distantes" e que por falta de presença cívica sempre deixaram no poder do voto dos outros a decisão do seu futuro.

 

Reinvenção "desses vários Portugais, esquecidos, porque distantes" e que durante décadas a fio, pelo voto, entregaram o seu destino e o destino dos seus nas mãos de quem, na administração do Estado, desinvestiu no território que habitam e que potenciou o abandono das populações, o abandono dos territórios, a desertificação, o Estado ausente.

 

Do que é que nos queixamos exactamente?

 

 

 

 

O Grande Líder

por josé simões, em 30.12.17

 

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O Senhor Presidente da República passou uma noite tranquila, tendo dormido "muito bem".

 

Está sem febre e com os parâmetros vitais completamente normais. Hoje de manhã já passeou pelo corredor da enfermaria, o intestino começa a dar sinais de funcionamento normal.

 

Fez o penso e a pequena cicatriz operatória não apresenta sinais de inflamação ou infecção.

 

Prevê-se que o intestino volte ao funcionamento normal entre os dias de hoje e amanhã, estando a sua alta condicionada por este facto. A alta será dada após visita médica específica.

 

O Senhor Presidente mostrou concordância com os seus médicos quanto a esta cronologia.

 

A passagem de ano, tudo leva a crer, vai ser passada no seu domicílio.

 

 

 

 

Justiça poética

por josé simões, em 28.12.17

 

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Corria o Ano da Graça de 1979 e Marcelo Rebelo de Sousa, deputado pelo PPD à Assembleia da República, votava contra a Lei de Bases do Serviço Nacional de Saúde, que daria lugar à lei 56/79 que criou o Serviço Nacional de Saúde.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, é operado de urgência pelo Serviço Nacional de Saúde a uma hérnia umbilical no dia 28 de Dezembro de 2017.

 

Bom ano de 2018 para o excelentíssimo senhor Presidente.

 

 

 

 

"O último a falar", reality show

por josé simões, em 09.12.17

 

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Marcelo Rebelo de Sousa foi fazer a barba ao Intendente e a comunicação social, que por acaso ia a passar por ali, cobriu o acontecimento.

Marcelo Rebelo de Sousa no Intendente, no remoço da cadeira do barbeiro, "ai Deus o valha", tenta mais uma vez, desde o dia em que foi eleito, condicionar a acção dos agentes políticos, sente saudades dos idos em que os Airbnb e os Hostels do largo, pejado de camiões e a cheirar a mijo, eram casa de putas nigerianas e guineenses, tatuadas na cara pela crendice que as mantinha subjugadas aos chulos da rede de tráfico, com temor pela família deixada, ainda adolescentes, lá no outro lado do Atlântico. Marcelo Rebelo de Sousa "só quando não calha, só quando não calha, na cadeira do barbeiro" e o prémio que, por direito, era de Teresa Guilherme, foi para Zeca Mendonça.