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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Agora pençem

por josé simões, em 20.02.20

 

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"Deixem-os". Isto é imprecionante. Agora pençem.

 

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Academia de Polícia, O Regresso. Ou da qualidade intelectual dos "zeros".

por josé simões, em 21.01.20

 

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Escudado num nariz de palhaço, pergunta um polícia na manif de Faro a quem lhe devia fazer as perguntas, o repórter da SIC Notícias: "se o senhor tivesse um filho deixava-o ir para a PSP por 789 €?". Vinte e um de Janeiro do Ano da Graça de 2020, o dia em que ficámos todos a saber que para ir para a PSP é preciso autorização dos pais.

 

 

 

 

Para o que é que serve o Serviço de Informações de Segurança?

por josé simões, em 21.11.19

 

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O movimento que se define como espontâneo, inorgânico, independente de partidos políticos e sindicatos, sem direcção conhecida ou membros filiados identificados, dos que se queixam de nem com gratificados o dinheiro lhes chegar até ao final do mês para pagar as contas e ainda comprar fardas e material de trabalho, aparece uma manif com centenas de t-shirts produzidas e com logo criado e desenhado por profissional, a empunhar faixas todas xpto com dizeres e palavras de ordem impressos "à la partido político", coisa barata ou como se houvesse um poço de petróleo debaixo de uma qualquer esquadra de polícia, enquanto desfila a fazer o símbolo da nova extrema-direita 'amaricana', o polegar em circulo com o indicador, em P de "Power", e a libertar o médio, anelar e mínimo num W de "White", White Power, prontamente adoptado pelos neo-fascistas europeus. Para o que é que serve o Serviço de Informações de Segurança?

 

[Na imagem]

 

 

 

 

Na próxima legislatura depois a gente fala, Capítulo IV

por josé simões, em 21.11.19

 

 

 

Enquanto Telmo Correia descia a escadaria de S. Bento para falar com os manifestantes debaixo de uma assobiadela e de uma vaia monumental, nos Passos Perdidos André Ventura falava para a imprensa com uma t-shirt do Movimento Zero vestida antes de fazer o mesmo trajecto, minutos antes feito pelo deputado do CDS, aplaudido pelos manifestantes e aos gritos de "Ventura! Ventura!", para um mini-comício sobre insegurança e autoridade do Estado a pretexto das perguntas dos jornalistas.

 

[Imagem]

 

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo I

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo II

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo III

 

 

 

 

Em dia de manif das polícias

por josé simões, em 21.11.19

 

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Em dia de manif das polícias, com o neo-fascismo populista do Chega sentado no Parlamento a levar a direita tradicional, CDS-PP, e os novos neo-liberais, Iniciativa Liberal, a reboque, ao invés de serem os próprios a demarcar território e a separar as águas, convém [re]lembrar os dois grandes perigos para a democracia e o Estado de direito neste início de século XXI: a judicialização da política e a autonomização das polícias.

 

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Na próxima legislatura depois a gente fala, Capítulo III

por josé simões, em 21.11.19

 

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               João Cotrim Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberaln no Twitter.

 

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo I

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo II

 

 

 

 

The Funniest Protest Signs From Trump’s Visit To The UK

por josé simões, em 05.06.19

 

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[Daqui]

 

 

 

 

As ratazanas de esgoto

por josé simões, em 27.04.19

 

 

 

Um ex juiz, activista político, sem respeito pelo Estado de direito e pela presunção da inocência até à condenação em tribunal e trânsito em julgado, vem ao país dos bardamerdas, como ministro da Justiça de um país estrangeiro, fazer comentários e tecer considerações sobre o sistema judicial e de justiça de um país soberano sem que as ratazanas de esgoto, que são, mostrem grandes sintomas de urticária. Já o bloco do Bloco de Esquerda na manif do 25 de Abril a cantar que o lugar de Bolsonaro é ao lado de Salazar, o que, em abono da verdade, até o próprio não deve desdenhar, isso é que não pode ser, isso é que é sintoma grave de anti-democracia e desrespeito por um país soberano.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Libertem o tunning!

por josé simões, em 21.12.18

 

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Uma manif de palermas inventada pelas televisões, com directos intermináveis, dois jornalistas por manifestante, drones com câmaras de filmar, cavalgada pela direita populista do CDS antes que os fascistas do PNR, ou outros dissidentes do sentido de Estado PSD/ CDS, que perderam definitivamente a vergonha, se cheguem à frente e ocupem o lugar, é "o povo na rua farto do socialismo", segundo a direita radical de plantão nas redes.

Uma avenida cheia de gente, desde o Marquês ao Rossio, enquadrados pela CGTP, com um caderno reivindicativo definido e propostas concretas, merece meio minuto no telejornal a seguir ao intervalo e é só funcionários públicos, manhosos, sem nada que fazer, dispensados pelas câmaras municipais e juntas de freguesia, que não perdem o dia de trabalho e só atrapalham a vida aqueles que querem fazer o país andar para a frente.

 

A comunicação social anda a brincar com coisas sérias, um dia mais tarde também vai levar por tabela.

 

[Imagem encontrada no Twitter]

 

 

 

 

Gillettes amarelas*

por josé simões, em 20.12.18

 

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A verdade é que se as televisões não tivessem passado as duas últimas semanas, a todas as horas certas em todos os telejornais, a falar no protesto dos coletes amarelos, "convocado pelas redes sociais" [sic], entremeado pelos debates de "opinião pública" com convidados especialistas em protestos de coletes amarelos, ninguém dava pelo protesto dos coletes amarelos, "convocado pelas redes sociais" [sic] que fazem as agendas das televisões e do jornalismo miserável, mal pago, feito por estagiários.

 

[Imagem]

 

*Tentativa de trocadilho com "gilets jaunes"

 

 

 

 

The Funniest Signs From Anti-Brexit March #PeoplesVoteMarch

por josé simões, em 22.10.18

 

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An estimated 670,000 people took to the streets of London to call for a referendum on the final Brexit deal. And as expected from any large-scale march, they brought their A-game when it came to illustrative and puntastic picket signs.

 

 

 

 

25 de Abril de 2018

por josé simões, em 25.04.18

 

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[Daqui]

 

 

 

 

Nicho de mercado

por josé simões, em 18.11.16

 

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Diz que os funcionários públicos têm a progressão na carreira e os salários congelados desde 2009.


[O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em trabalho voluntário na Festa do Avante! na imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

E o problema é precisamente esse

por josé simões, em 19.06.16

 

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Ainda sou do tempo em que o que vinha nos jornais era letra de lei, papel de Bíblia, "como é que podes afiançar semelhante coisa? Vinha no jornal". Ponto. Pronto. E pronto, não se falava mais nisso, e as costas das mãos a baterem sincopadamente nas páginas abertas do jornal em cima da notícia, a prova provada, as tábuas do Moisés. Depois veio a net, e vieram os newsgroups e veio o hi5, e vieram os blogs, e veio o Facebook, e veio o Twitter, e veio o Google e o contraditório em milésimos de segundo, e os jornais e os jornalistas não vieram, ficaram lá atrás, no tempo do "veio no jornal", palavra do Senhor. E o problema, para os jornais, é precisamente esse.


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E os espertalhões chutam para canto

por josé simões, em 19.06.16

 

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Fingindo não perceber que o que está em causa não são os 2 000 iniciais, nem os 15 000 da polícia nem tampouco os 80 000 da Fenprof, mas os 40 000, "não desmentidos pela polícia", metidos num Rossio metido dentro da Rua da Betesga, num milagre dos tempos modernos do jornalismo engagé, a chutar depois para canto à espera que o tempo passe.


[Imagem de Geoff Cordner]