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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 04.03.20

 

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Uma primeira página que nunca existiu.

Dos estudiantes crean una campaña que recuerda que el machismo mata más que el coronavirus en España

 

 

 

 

||| As aventuras de um imbecil como director de um jornal no Portugal do séc. XXI

por josé simões, em 13.03.15

 

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Outro argumento válido, e actual, seria o de escrever que a Marta teve quase tantos namorados quantos os portugueses abrangidos pelo programa dos retornados da emigração do Governo Adjunto, a cargo do Secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto, e ainda as inumeras possiblidades de tocadilhos manhosos-brejeiros-machistas com o nome da prova de vida de Pedro Lomba.


Adenda: Vou escrever uma carta ao director [old style] a contar da vez que fui com a Marta num elevador [fui mesmo, não é treta].

 

 

 

 

||| Talvez assim percebam

por josé simões, em 15.02.14

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

|| "Expresso, há 40 anos a fazer opinião"

por josé simões, em 13.06.12

 

 

 

Mulher decente obedece ao marido. Slut!

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Da vida intima de cada um

por josé simões, em 08.06.12

 

 

 

Dado o perfil dos personagens, estou mais virado para o kinky do que para o gótico. Pois é Ana…

 

[Dani Graves e Tasha Maltby na imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Diz que amanhã o Dia Internacional da Mulher

por josé simões, em 07.03.12

 

 

|| Tattoo you

por josé simões, em 25.09.11

 

 

 

Mais ponto menos vírgula, na SIC, diálogo entre Alberto João Jardim e uma transeunte numa rua numa qualquer localidade na Madeira: "Isso [tatuagem] fica-te mal rapariga, assim os rapazes não te querem". "Já sou casada". "Então tens autorização do teu marido".

 

"tens autorização do teu marido". "tens autorização do teu marido". "tens autorização do teu marido". "tens autorização do teu marido"

 

[Imagem]

 

Adenda: O diálogo a partir do minuto 10:50

 

 

 

 

 

 

|| Salazar rules!

por josé simões, em 30.03.11

 

 

 

 

«Ministro manda a mulher devolver 72 mil euros». Lá em casa manda ela, mas nela mando eu. «Mas ela pode recusar». Afinal sempre houve o 25 de Abril e a senhora até nem transporta Martins no nome…

 

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses ainda é do tempo dos tribunais plenários?

 

 

 

 

 

 

 

Semi-machista

por josé simões, em 28.01.09

 

 

Como dizem os nossos vizinhos de bombordo e condóminos de Saramago “da mãe é de certeza filha”. Mas o timoneiro da Jangada não vai tão longe ao ponto de dizer usem o nome da mãe. Por mais iberista que se seja, um português é um português e um espanhol é outra coisa completamente diferente. E em Portugal diz-se “nasceu no curral é filho do boi”.

 

(Imagem Kobal via The Guardian)

 

 

 

Mulheres e Esposas

por josé simões, em 14.03.08

(Foto via Hulton Getty)
 
 
 Vamos lá chamar os bois pelos nomes. Mau começo para o post. Vamos lá por os pontos nos is:
 
Quando se diz ou se escreve “a mulher de”, tem um sentido pejorativo; uma desconsideração à pessoa em questão e ao “de”; para o caso “o marido”. “Mulher” é aquela coisa que se tem ali à mão; submissa, sem vontade própria, e à qual se recorre para satisfazer as necessidades. Desde as mais básicas, às outras. Só não usa burka, aqui no Ocidente, porque pareceria mal; mas candidatos (no masculino) não faltam por aí.
 
 
(Foto via Ad Lib Studio)
 
 
 
 A “esposa de” é alguém com vontade própria, personalidade. Uma entidade autónoma, com quem, por razões que a razão desconhece, e por mútuo acordo, partilhamos o dia-a-dia.
 
É por isso que Fernanda Tadeu é esposa de António Costa. E se chama Fernanda Tadeu; não Fernanda Costa. E aparece na manif dos profs a gritar contra a ministra do Governo de Sócrates.
 
É por isso que Silda Alice Spitzer é a mulher de Eliot Spitzer. E se chama Silda Alice, com Spitzer no fim. E aparece ao lado do marido, com o ar mais desgraçado do mundo, na conferência de imprensa em que ele resigna ao cargo, depois de ter sido caçado a gastar balúrdios nas “meninas”.
 
Se tivessem olhado aos pormenores, teriam evitado polémicas parvas; que é só o mínimo que me ocorre para classificar o que por aqui tem acontecido.
 
(Esta era uma das razões que levava a minha avó, que nasceu no reinado de D. Manuel II, assistiu à implantação da República, aguentou o Estado Novo, e sobreviveu ao 25 de Abril, a passar-se completamente quando ouvia alguém falar na “mulher de”. “Mulheres são as putas!”; dizia.
 
Adenda: leitura aconselhada: A Política do Acasalamento
 
  

O “elo mais fraco”

por josé simões, em 27.01.08

 

Li nos jornais, logo pela manhãzinha, que tinham assaltado uma discoteca / bar; das “da moda”. Daquelas onde param as “galinhas” das capas das revistas. Daquelas que pagam à socialite para aparecer na esperança que os / as totós encham a casa, na esperança de também serem fotografados (as). Daquelas que passam música comercial, tipo RFM. Daquelas que quando o dj se estica um bocadinho mais vai invariavelmente parar ao house pimba. À vossa atenção putos, como dos sítios pouco recomendáveis. Adiante.
 
À hora do almoço vejo no telejornal um dos sócios da baiuca dizer que os bandidos acederam ao cofre porque pressionaram de forma extremamente brutal a única mulher presente durante o assalto. Nas suas palavras, pressionaram “o elo mais fraco”.
 
O elo mais fraco”?! E ninguém diz nada? Ninguém se indigna? Ninguém protesta? Sou eu, humilde macho latino que tenho de vir aqui para o blogue teclar contra esta manifestação do mais básico machismo; em directo, via televisão, ainda por cima sendo que o repórter era uma repórter!?
 
Para o sócio gerente da baiuca-galinheiro que dá pelo nome de BBC, aqui fica uma oferta minha, do fundo do coração.
 
(Foto roubada no Le Fígaro)