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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Jantares de negócios

por josé simões, em 08.06.14

 

 

 

«Presidente da antiga SLN [Sociedade Lusa de Negocios, a holding que controlava o BPN, e actualmente presidente da Galilei, SGPS] reeleito grão-mestre do GOL»

 

O senhor António podia ter acrescentado que não há jantares grátis: «pode acontecer é num jantar que antecede ou sucede a uma reunião maçónica».

 

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|| O Cozinheiro, o Ladrão, a sua Mulher e o Amante dela

por josé simões, em 01.11.12

 

 

 

Parece que ninguém, nem a vereadora responsável nem a empresa municipal, soube responder com que base o cozinheiro beneficiou durante anos de rendas da Câmara de Lisboa a preços sociais… "Também chegámos a servir jantares da Maçonaria, que se realizavam na escola" ou como diria a dupla dos Antónios "pode acontecer é num jantar que antecede ou sucede a uma reunião maçónica".

 

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|| Da série "Coisas Verdadeiramente Surpreendentes"

por josé simões, em 19.04.12

 

 

|| Isto está tudo minado

por josé simões, em 12.01.12

 

 

 

Antes do jantar e depois do jantar. A entrevista devia podia ter acabado logo ao minuto 02.01:

 

«O que está em causa não é a Maçonaria, o que está em causa são negociatas ou intrigas ou influências feitas, digamos, a coberto da Maçonaria. Não pode ter acontecido essas negociatas numa loja em funcionamento, isso é absolutamente interdito, pode acontecer é num jantar que antecede ou sucede a uma reunião maçónica»

 

Mas continuou por mais 32 penosos minutos, cada um pior que o outro. E a rapariguita até nem se esforçou muito.

 

 

 

 

 

 

|| Qual foi a parte que eu não percebi?!

por josé simões, em 10.01.12

 

 

 

Os que passam a vida a criticar o secretismo da vida interna do PCP são os mesmos que acham natural e democrático a opacidade da maçonaria.

 

No entanto o PCP vai a votos e não ocupa cargos de governação [nem de administração pública e empresarial por nomeação], enquanto a maçonaria, que não vai a votos, divide o Estado de direito entre a família e os amigos. Um pormenor.

 

 

 

 

 

|| Sinais

por josé simões, em 05.01.12

 

 

 

Mais curioso que saber quem é quem que, na casa da Democracia, integra organizações de carácter mafioso que, sob a capa do esoterismo, reúnem e conspiram para retalhar o Estado de Direito em negociatas de amigos, é ver as reacções nos blogs e dos paineleiros dos debates televisivos, mais ou menos comprometidos com os dois partidos do bloco central, às notícias: entre a desvalorização jocosa e o pura e simplesmente ignorar.

 

 

 

 

 

 

|| De Palermo com amor

por josé simões, em 03.01.12

 

 

 

O Bispo e a Maçonaria

por josé simões, em 28.05.07

 Enquanto o comum do cidadão nos dias que correm, anda preocupado com o aumento do desemprego; com a Ota e o TGV mais os lobbyes; com as tentativas de controlo da comunicação social pelo Governo; com as eleições na capital; com os comissários políticos à frente dos Governos Civis e das DREN’s; o bispo de Aveiro, D. António Marcelino preocupa-se com o ascendente maçónico sobre o PS.

 

Não sei se o emérito bispo conseguiu descobrir uma relação causa / efeito entre as políticas do Governo laico, republicano e presumivelmente socialista e a suposta orientação maçónica. Se descobriu era bom que o dissesse; assim ficávamos todos elucidados. Se nada sabe e vem falar só por lhe apetecer, e acusar o PS de andar “publicamente de mãos dadas com a Maçonaria” e que “a Maçonaria portuguesa está a aparecer, de novo, com algum espírito de ‘Carbonária’, eivada de um acirrado laicismo, tendo no horizonte os ‘valores republicanos’, lidos unilateralmente, e empenhando-se por introduzidos como inspiradores das leis que devem reger o povo” mais valia ter continuado calado.

 

Nada sei sobre a formação histórico/ cultural do senhor bispo, mas vir a terreiro gritar Aqui D’EL Rei! Que já não há Monarquia, e que desde a implantação da República, fomentada pela Maçonaria com “O apoio que então deu à Carbonaria, motor organizado da queda da Monarquia, e a identificação conseguida com a jovem República, inspirando ou fazendo seus os ditos ‘valores republicanos’, deram-lhe impulso para dominar”, parece-me no mínimo ridículo para não lhe chamar outra coisa; quer pela verdade histórica e quer pelo conhecimento público do facto. O que pretende o bispo de Aveiro? Fazer um rewind de forma a “corrigir” a história pelo seu ponto de vista, até ao tempo antes da República em que a opinião da Igreja Católica tinha mais importância e força politica que o voto do povo? (Aquele que podia votar…) Porque quando escreve “a democracia não é um fim, nem pode servir de meio para que o poder, qualquer que ele seja, se aproveite dos postos de comando para empobrecer e dominar um povo livre” tem toda a razão, mas está a recorrer a uma verdade lugar-comum para escamotear que, antes da República maçónica/ carbonária, como ele a classifica, nesse tempo sim, o povo era mais dominado, oprimido e empobrecido que hoje; e, o único instrumento de que dispôs para tentar corrigir esta situação foi exactamente a revolução republicana.

 

Será ignorância do bispo titular da diocese de Aveiro, de uma das regras elementares de funcionamento da democracia – separação Estado / religião – quando interroga se o “laicismo redutor” corresponde ao “programa ‘político’ actualizado do partido socialista”? Não. Não é ignorância. É muito mais grave que isso. Na resposta à pergunta que coloca, D. António Marcelino avança que, da democracia apenas “restará um povo decapitado” fruto de uma “estratégia táctica (preconizada pela Maçonaria) de servir e de se servir de um poder sem ideologia”. Eu que sou agnóstico, dou graças a Deus por assim ser. Para poderes com ideologia bastaram 48 anos de ditadura, aqui. Se mais dúvidas houverem, basta o senhor bispo perguntar aos povos dos ex-países do bloco comunista o que pensam dos poderes com ideologia. Ou daqueles em que a ideologia é a religião – Irão, Arábia Saudita, Iémen, entre outros; por essa já passámos há muito, aqui na Europa.

 

Tenho muita pena que o senhor bispo de Aveiro no artigo publicado no Correio do Vouga, nem se digne a consagrar um só paragrafo à Opus Dei e à sua ascendência sobre políticos e governantes em Portugal, desde ministros a Presidentes da República, alguns até, assumindo pública e oficialmente a ligação. Seria esclarecedor, e as conclusões sobre quem influencia quem, e o quê, muito mais surpreendentes. No entanto, já foi elucidativo ter escrito sobre o tema. Subentende-se assim, que existem organizações semi-secretas boas e más. As laicas – e se republicanas – então são do piorio!

 

(As saudades que o beato Guterres deixou na governação da Igreja Católica portuguesa!)