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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"Luís Montenegro disse" is the new awesome

por josé simões, em 23.09.22

 

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Em pouco tempo Luís Montenegro está a conseguir a proeza de aparecer várias vezes no telejornal a falar sobre tudo e sobre nada e sem que nada de substancial saia do que fala, coisa que até há bem pouco era pelouro de Marcelo. "Luís Montenegro disse", é contar as vezes por telejornal e nos noticiários na rádio. Luís Montenegro disse que "o Governo está em roda livre. Apesar da maioria absoluta, temos hoje um Governo onde reina a confusão e a discórdia", porque enquanto Luís Montenegro diz e diz que disse, Luís Montenegro não diz que confusão e discórdia é os deputados do PSD recusarem acatar as instruções do líder Luís Montenegro e do líder do grupo parlamentar para elegerem um protofascista vice presidente da casa da democracia. Compreende-se, ambos têm o mesmo Passos no passado, até há bem pouco tempo tratavam-se por camarada na rua de São Caetano à Lapa, e o intruja não ficou fascista de um dia para o outro.

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 19.09.22

 

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Andaram na mesma escola

por josé simões, em 21.07.22

 

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A liderança da direita, prontamente replicada pelos comissários políticos com avença e lugar cativo em todos os órgãos de comunicação social, que as soluções da esquerda são taxar tudo até chegarmos à Venezuela, que não tem mais nada para argumentar que não seja os já idos sete anos do governo da troika, onde a direita taxou tudo, a caminho da Venezuela, sem conseguir agora, hoje, dizer qual a fórmula para as reformas estruturais necessárias que não o taxar, despedir, precarizar, transferir valor do trabalho para o capital.

 

Adenda: O esforço e dedicação que as televisões fizeram para meter o não deputado Luís Montenegro no debato do estado da Nação.

 

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Entrou com o pé direito

por josé simões, em 20.07.22

 

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Não houve nenhum corte das pensões abaixo de 1.500 euros durante o Governo de Passos Coelho

 

Diz que quer ser primeiro-ministro de Portugal e diz que o seu passado se chama Passos Coelho e joga com a fraca memória de quem já não se lembra das figuras que fez enquanto líder parlamentar do partido que suportava o governo da troika, primeiro como figura de ponto que deixava as dicas para o líder discorrer longamente sobre asvirtudes e bondade do acto governativo, depois com os números de contorcionismo na defesa do "além da troika".

 

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O novo maravilhoso

por josé simões, em 19.07.22

 

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Sondagens a quatro anos das eleições legislativas. Como dizem os bifes, priceless. "Reformas estruturais" sem que ninguém diga nunca, nada, népias, o que é que se vai reformar estruturalmente, no que é que consistem essas reformas, como é que se propõem levá-las a bom termo, e sem que nenhum, um só, diga-me um, unzinho jornalista se atreva sequer a perguntar. "Luís Montenegro disse _____________________" [preencher a gosto] a todas as horas certas na imprensa is the new awesome, como dizem os amaricanos.

 

[Imagem de minha autoria]

 

 

 

 

O pai da criança

por josé simões, em 04.07.22

 

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Luís Montenegro, no congresso do PSD, a lamentar o desinvestimento socialista na saúde e escola pública e a criticar o estado lastimoso em que o PS meteu o Serviço Nacional de Saúde e a educação, enquanto por dentro rejubila com o meio caminho andado para a privatização do que resta caso chegue um dia a primeiro-ministro, implícito no discurso do Estado que atrapalha a iniciativa privada e no "preconceito ideológico".

André Ventura com a mesma lengalenga do pai da criança, Passos Coelho nos idos do Governo da troika com Vítor Gaspar sentado à direita, do valor miserável do subsídio de desemprego e RSI que era urgente reduzir, no montante a pagar e na duração temporal, para obrigar os calaceiros e manhosos, que involuntariamente se viram na situação de desempregados, a procurarem os empregos que não havia por causa das milhares de falências de empresas e negócios no ajustamento de "ir além da troika", e a aceitarem por qualquer preço o que lhes aparecia pela frente. Ou na redução da indemnização a pagar pelos patrões, ainda assim não surgisse uma vaga de novos milionários à sombra da bananeira. Um diz que o passado se chama Passos, outro o que diz remete para Passos. 

 

Mas quem será? mas quem será? mas quem será? O pai da criança, eu sei lá, sei lá, eu sei lá, sei lá

 

[Link na imagem print screen da conta Twitter do Ventas do Chaga]

 

 

 

 

Undead

por josé simões, em 03.07.22

 

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A questão já nem é sequer o regresso de toda a tralha do PSD que, desde os idos de Cavácuo, circula entre o Governo, o Parlamento, os interesses privados, ou o tratar da vidinha por conta própria, com uns palermas novos à mistura, que também já vão sendo velhos, personificados nas figuras ocas de Duarte Marques e Hugo Soares, que se notabilizaram por repetir o que o líder de momento diz, por ser o mais adequado à vidinha que têm pela frente para tratar, daqui por uns anos descrita como "carreira" ou "percurso político", e apresentada, desde o congresso ao pagode, pela comunicação social como "o PSD renovado" ou "o novo PSD".

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika muito preocupado com os baixos salários dos portugueses, em geral, e dos portugueses, em particular, depois de na apresentação urbi et orbi ter abdicado do passado próprio em prol do seu passado Passos, o do "baixar os custos do trabalho foi a reforma que ficou por fazer", apesar do aumento da carga horária, do aumento dos dias de trabalho, do valor a pagar por cada hora extra, da indemnização a receber em caso de despedimento, da redução de apoios e prestações sociais.

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika genuinamente preocupado com os funcionários públicos, em quem disse piamente acreditar, depois de quase cinco anos de campanha contra os ditos, do açular de ódios entre públicos e privados, e de Miguel Albuquerque nas listas, o do "não vale a pena ter ilusões. Reformar o Estado é despedir".

 

A questão já nem é sequer ouvir o "ponto" de Passos Coelho no Parlamento durante os anos da troika dizer, durante quase uma hora, num pavilhão para um pavilhão cheio de amorfos, que caso um dia chegue a primeiro-ministro, truz truz, lagarto lagarto, vai fazer exactamente o oposto do que o passado de que se reclama fez e que ele tão denodadamente defendeu, às vezes a fazer o pino, o flic-flac e mortais encarpados na primeira fila da Assembleia da República.

 

A questão já não é sequer a comunicação social destacar a bisca do "contra a xenofobia e o racismo" e o referendo à regionalização que não é para fazer por causa de uma guerra e respectivas consequências económicas, só tem cabeça para uma coisa de cada vez [o que se há-de fazer?], enquanto destacam os tremoços não destacam o que realmente interessa destacar, o marisco a que vêm.

 

A questão é as pessoas e a memória que as faz votar quatro anos depois no mesmo deputado em quem não votaram quatro anos antes, às vezes candidato pelo mesmo círculo eleitoral; a questão é a memoria das pessoas, ou a falta dela, ou 50 anos depois da revolução de Abril ainda não termos saído da fase infantil da democracia.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Ghostbusters

por josé simões, em 02.06.22

 

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Nos tempos de má memória os mortos votavam, nos tempos de boa memória, nos tempos depois dos tempos em que "a vida das pessoas não está[va] melhor mas o país está[va] muito melhor", nos tempos em que "o meu passado chama-se passado, perdão, Passos", votam os fantasmas. Agora imaginem se por um azar do destino este senhor chega um dia a primeiro-ministro.

 

Houve militantes-fantasma a votar onde Montenegro ganhou com 100% dos votos

 

 

 

 

"Há muita fraca memória na política"

por josé simões, em 12.05.22

 

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O moço de fretes de Passos Coelho no Parlamento nos idos do Governo da troika, aquele que não tem passado nem existência própria, escolheu para mandatário nacional o homem que disse "[A reforma do Estado] é despedir funcionários públicos". Depois não digam que foram ao engano.

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Ganhar por desistência

por josé simões, em 13.04.22

 

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2022, uma 'Geringonça' passada mais uma maioria absoluta, e andamos nisto. Se é esta a ideia que o PSD "liberal" tem de oposição ao Governo e ao mesmo tempo meter o Chaga e a Ilusão Liberal no bolso... Como se António Costa não valesse por si próprio, sem a noção do ridículo, do vazio de ideias, da ausência de intelecto que é invocar um terceiro para justificar a própria existência.

 

Luís Montenegro: "O meu passado chama-se Passos, o passado de Costa chama-se Sócrates"

 

Hão-de um dia ganhar as eleições e ser governo, por desistência do PS. Ou da Ilusão Liberal.

 

[Link na imagem do sósia]

 

 

 

 

 

Regresso ao passado

por josé simões, em 29.03.22

 

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Para a história pelo papel a que se prestou durante sete longos anos, o do "Ponto" no teatro adaptado à Assembleia da República, aquele que no Parlamento dava as dicas para Passos Coelho discorrer longamente sobre quão boa era a sua acção governativa para o país e para os portugueses. Parafraseando Luís Montenegro, "a vida do PSD não está melhor mas o país está muito melhor" sem ele.

 

Luís Montenegro vai ser candidato à liderança do PSD

 

[Link na imagem]

 

 

 

 

Os papagaios do costume

por josé simões, em 20.12.21

 

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Luís Montenegro, essa grande figura da política politiqueira e aspirante a chefe máximo do laranjal, fez um figurão no picnicão da Vila da Feira ao desafiar António Costa a clarificar se está disposto a viabilizar no Parlamento um governo do PSD caso perca as eleições, ideia rapidamente papagueada por todas as televisões a todas as horas certas em todos os telejornais e avidamente comentada pelos comentadeiros com avenças e lugares cativos, há décadas com análises muuuuuito profundas e conhecedoras da mecânica e da arquitectura da política do tugão, "sim, senhor!", "muito bem, visto!", "melhor ainda jogado!", "ora aí está o Costa encostado à parede!", o Costa que já mais que uma vez disse que em caso de derrota deixa a liderança do partido, se vai embora, adeus, passem bem, devia dizer se viabiliza ou não um governo de Rui Rio no Parlamento. Apercebidos da irracionalidade da ejaculação precoce provocada pelo entusiasmo de agradarem à voz que lhes paga, os papagaios do costume apressam-se agora, num processo revisionista, a corrigir a narrativa, Montenegro, que nos idos da troika se distinguiu no Parlamento por fazer o papel de ponto de Passos Coelho nos debates parlamentares - dar-lhe dicas para o pantomineiro do pin discorrer longamente, afinal desafiou foi o pós Costa, o perigoso radical ministro Pedro Nuno Santos, quase um FP25 sem metralhadora, como se não tivessemos todos visto e ouvido.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O "partido mais português de Portugal"

por josé simões, em 19.01.20

 

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Só militantes anónimos na sede, repleta, da candidatura vitoriosa de Rui Rio, por oposição à sala do derrotado Luís Montenegro, toda ela composta de barões, baronesas, baronetes e wannabes, a mostrarem-se urbi et orbi e a demarcaram território para quando os amanhãs voltarem a cantar. Se calhar a análise às eleições, e ao estado lastimoso a que chegou o partido que um dia se reclamou como "o mais português de Portugal", começava por aqui.

 

[Primeiro no Twitter]

 

 

 

 

A força que vem das cavernas

por josé simões, em 17.01.20

 

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Fazendo tábua rasa do peso histórico e de toda a simbologia associada ao logo do partido, "a força que vem de dentro", de Luís Montenegro, esticou as setas para qualquer coisa assim a lembrar a extrema-direita e o novo, no nome, fascismo que grassa pela Europa. Apesar de o negar, o passo seguinte é entabular conversações com André Ventura do Chega, ex-camarada. Se calhar até se tratam por tu.

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 01.01.20

 

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Na senda da rábula "A vida das pessoas não está melhor mas a do País está muito melhor" Luís Montenegro propõe agora a "implementação de um índice de felicidade interna bruta".

 

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