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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

No país do “quando mija um português, mijam logo dois ou três”

por josé simões, em 01.03.09

 

À boleia de Ferreira Fernandes para passar de raspão por uma que me escapou esta semana: a anunciada decisão da Ryanair em cobrar as idas ao wc durante os voos – 1 libra cada mijadela.

 

Independentemente de isso ser ou não exequível – olha eu por exemplo, fazia mesmo ali na parede mais à mão e depois faziam o quê; punham-me na rua? – não é isso que fazem todas as companhias; incluir todos os serviços prestados no preço no bilhete? E quem diz a Ryanair diz a Easyjet ou a Monarch ou outra qualquer low cost, em que numa hora o bilhete custa “x” para custar “y”, se preciso for logo uns minutos depois; se nessa variação de preços fosse incluída a tal libra mictória alguém ia dar por isso? Não. Assim como foram honestos e transparentes, caiu-lhes o mundo em cima.

 

(Na foto Jumbo Jet Anniversary via Bettmann Corbis)

 

Ir apanhar o TGV a Badajoz

por josé simões, em 08.07.07

De há um mês para cá que, todos os dias, sai um anúncio no Diário de Notícias de uma companhia aérea de Low Coast – a Voeling; passe a publicidade. Diz o anúncio que os voos para Madrid e Barcelona custam 30 euros, mais umas taxas em letras miudinhas para a reserva. Tudo somado dá 35 euros e picos, mais coisa menos coisa. No final deste mês vou passar um fim-de-semana a Madrid - parto na quinta à noite, venho no domingo à hora do jantar. Nada mais barato.

Ontem a secretária de Estado dos Transportes, Ana Vitorino, disse, num tom misto entre a censura e o desalento que em 2010 já será possível apanhar o TGV em Badajoz com destino a Madrid; e que, em Portugal, por causa das nossas indecisões e dos intermináveis debates, na melhor das hipóteses só teremos TGV lá para 2013.

Imaginemos que já estamos em 2010. Para apanhar o TGV em Badajoz com destino a Madrid tenho duas hipóteses: ou vou de carro e gasto uma pipa de massa em gasolina e portagens; ou vou na Rede Expresso e papo 5 ou 6 horas de viagem e nunca mais lá chego. Imaginemos agora que estamos em 2013. Vou apanhar o TGV a Lisboa com destino a Madrid. Segundo os estudos apresentados, o preço do bilhete entre as duas capitais ibéricas, a preços de hoje, rondaria os 100 euros. Mas eu vou a Madrid no final deste mês por 70 euros!

Às vezes dou comigo a pensar se os ministros, secretários de Estado, sub-secretários de Estado e secretários dos secretários vivem e governam o mesmo país, que eu e os outros cidadãos habitamos.