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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Resumo da jornada

por josé simões, em 02.10.18

 

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Rui Vitória é aquele gajo que tenta o suicídio com um tiro na boca e a arma encrava, tenta um frasco de comprimidos e não há água na torneira, tenta meter o pescoço no carril do comboio e a CP está de greve...

 

 

 

 

Jornalismo, dizem eles

por josé simões, em 26.05.18

 

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Uma coisa é um gajo qualquer mandar umas bocas no Twitter, o pessoal ri-se muito, ou encolhe os ombros, e não se fala mais nisso. Outra coisa completamente diferente é um jornal [ou "jornal"?]. E outra coisa é um "jornal" [ou jornal?] não saber o significado de "abantesma" nem a diferença entre "abantesma" e "abécula".

 

Diz que se vende pouco e cada vez menos e no ano passado até fizeram um congresso de jornalistas para debater a questão e tudo.

 

 

 

 

||| As aventuras do ministro para a RTP nas caixas de comentários dos jornais online

por josé simões, em 21.12.14

 

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Ao invés de andar por aí, com a complacência dos "jornalistas", a dizer baboseiras ao nível dos comentários nas caixas de comentários dos jornais online, devia o ministro explicar ao contribuinte se o dinheiro do contribuinte, ganho pela RTP com a transmissão dos jogos da Liga dos Campeões, chega para pagar a indemnização a Alberto da Ponte e ao restante Conselho de Administração, ou se a indemnização vai ser paga pelo bolso da incompetência dos ministros do Governo.


É que quando é prejuízo é sempre "o dinheiro do contribuinte" ou "o dinheiro dos impostos dos cidadãos" ou "o bolso dos portugueses" mas, quando toca a lucro, nunca é "o lucro do contribuinte", quando é ganho "o bolso do cidadão" nunca entra na equação, é "uma coisa qualquer" que se esfuma no abstracto.


«Quem tem mais influência sobre o Conselho Geral da RTP? Para Poiares Maduro é o Bloco de Esquerda»


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||| Uma administração naïf

por josé simões, em 16.12.14

 

 

 

Uma administração naïf que não percebe que a RTP não é para ser rentável nem viável nem para concorrer em pé de igualdade com as televisões privadas;


Uma administração naïf que não percebe que a RTP não é para promover nem para prestigiar, antes pelo contrário, é para descredibilizar ao olhos das audiências até ao ponto em que a opinião pública seja maioritariamente a favor da privatização que há-de ser pelo preço da uva mijona que os “investidores” a mais não estão dispostos por uma empresa que vale zero;


Uma administração naïf que nem sequer soube ver que foi nomeada e empossada por um Governo público ao serviço dos interesses privados:


«De acordo com um estudo de viabilidade pedido pela estação pública, o retorno ascende a 5,8 milhões de euros por ano, 2,8 de publicidade e 3,3 milhões de custos de oportunidade.


A transmissão da Liga dos Campeões "é rentável e sustentável para a RTP"»

 

 

 

 

||| Tudo resumido

por josé simões, em 03.12.14

 

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E se dúvidas ainda houvesse, a RTP não é para ser financeiramente equilibrada e sustentável, o serviço público de televisão nunca foi uma variável da equação, a RTP é para desmantelar e destruir, sair da frente e não atrapalhar [por concorrer em pé de igualdade com] as televisões privadas. A verdadeira face do Governo da direita, eleito em eleições livres e democráticas: ao serviço dos interesses privados em prejuízo do interesse público.


«Governo aceita demissão de Alberto da Ponte da RTP»


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||| A incompetência do fanatismo ideológico que nos governa

por josé simões, em 02.12.14

 

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O Conselho Geral Independente [lol], nomeado pelo Governo para a RTP, tem carta branca, do Governo que o nomeou, para demitir Alberto da Ponte, presidente nomeado pelo Governo para a RTP, por cumprir um despacho do Governo para a RTP, assinado pelo ministro Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do Governo e com a tutela da Comunicação Social.


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||| O "Tribunal Constitucional" da RTP

por josé simões, em 02.12.14

 

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Descontando aquela parte do Conselho Geral Independente da RTP ser de nomeação governamental [do Governo que acha que os juízes do Tribunal Constitucional devem corresponder aos anseios da maioria que os nomeou], em alternativa à nomeação por dois terços da Assembleia da República, "o que não garantia pessoas genuinamente independentes mas antes pessoas de nomeação multipartidária" [não, não estou a gozar], não percebo como é que no affair Liga dos Campeões aparece sempre, mas sempre, em letras gordas os 18 milhões de euros pagos pela RTP e nunca, mas nunca, o quanto a empresa vai ganhar em audiências, as previsões das receitas com a publicidade e com os direitos de retransmissão e resumos, como se Alberto da Ponte, que era o melhor gestor do mundo e arredores, apesar de ter passado a vida a vender Heineken e Schweppes, passasse, em menos de um fósforo, a gestor incompetente e irresponsável.


A ideia não é ter um serviço público de televisão, com qualidade, uma empresa sustentável e competitiva, a ideia é destruir e desmantelar a RTP para dar margem e receita às televisões privadas.


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||| O lucro é bom. Alínea a)

por josé simões, em 21.11.14

 

 

 

 

E a esquerda tem fobia e horror ao lucro e estigmatiza o lucro e condena quem ousa ter lucro e negócios que dão lucro e o coise e tal. À falta de melhor argumento para contrapor e como justificação mal-amanhada ao por-cima-de-toda-a-folha e vale-tudo-e-até-arrancar-olhos neoliberalista, em prol da mais-valia do patrão e do accionista, é lengalenga que os ideólogos de Pedro Passos Coelho e os apóstolos de Paulo Portas costumam atirar à cara dos oponentes em qualquer frente-a-frente ou debate ou fórum nas televisões e nas rádios. Mas como a mentira tem perna curta e, ao contrário do que dizem, uma mentira não passa a verdade mesmo que mil vezes repetida, basta introduzir na equação uma empresa pública, num concurso público, em pé de igualdade com outras privadas da mesma área, para se perceber que há lucro e lucro e lucro mais lucro do que o lucro, quem na realidade tem fobia e horror ao lucro e estigmatiza o lucro e condena quem ousa ter lucro e negócios que dão lucro, numa empresa pública, de serviço público, gerida por um privado – o supra-sumo da gestão que ia acabar com o regabofe e com o despesismo, de nomeação governamental, do Governo que luta, contra a esquerda, pelo lucro, e que faz contas - outra coisa que a esquerda não sabe fazer, o argumento a seguir ao argumento do lucro, e que percebe que as receitas em publicidade e revenda de direitos compensam o investimento na compra.

 

Da próxima vez que os ideólogos de Pedro Passos Coelho, os apóstolos de Paulo Portas - e os próprios, vierem, enfunados, com a máxima reluzente de que “o lucro é bom” acrescentamos à frente "alínea a)".

 

 

 

 

 

 

 

||| Tames muita fortes

por josé simões, em 01.10.14

 

 

 

 

A teoria do Jorge Jesus é que se tivermos um ataque de tal forma avassalador as bolas nunca passam pelo Jardel nem pelo[s] guarda-redes. Vai daí é investir em Cristantes, Derleys e Funes Moris, por atacado, que não é qualquer equipa que joga três vezes em três anos consecutivos a final da Liga Europa, o sonho de qualquer um. Jogador, treinador ou adepto que se preze. Estamos quase lá.

 

 

 

 

||| ¡Madrid me mata!

por josé simões, em 24.05.14

 

 

 

Visto daqui, uma equipa com os nomes e os números dos jogadores impressos nas camisolas num sucedâneo de Comic Sans viu-se e desejou-se para levar de vencida uma equipa treinada por um Tom Waits look a like. Podia ser um poema de William Blake mas foi futebol.

 

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||| A jangada de pedra

por josé simões, em 24.05.14

 

 

 

Lisboa, capital da Ibéria. Desde os idos de 1580 que não se via nada assim.

 

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||| E, de repente, a união ibérica

por josé simões, em 29.04.14

 

 

 

Que os espanhóis eram todos uma cambada de racistas e xenófobos, desde que D. Afonso Henriques faltou ao respeito ao avô, e a batalha de Aljubarrota e 1640 e o diabo. Mourinho foi construir defesas costeiras à frente das balizas lá para a west side, Pepe continua um Torre de Hércules na defesa, Coentrão faz o corredor esquerdo a atacar e a defender e ainda centra para golo, depois de fumar um cigarro, Ronaldo continua a derrubar recordes atrás de recordes e é levado ao colo por 85 mil no Santiago Bernabéu. Jornalismo à séria era alguém pedir a opinião de Mourinho sobre o Real de Ancelotti ser sempre no mínimo chapa 3 em cada jogo, com Casillas na baliza e tudo, ganhar a Guardiola, que deixou de ser ajudado pelos homens de preto, e ir a Munique estragar o ditado de que o futebol é não sei o quê mas que no fim ganha a Alemanha. Podia ser mesmo o Nuno Luz, com ataques de asmas e tudo.

 

 

 

 

 

|| O "porta-aviões" de Churchill

por josé simões, em 02.05.13

 

 

 

Não deixa de ser irónico que, e nos tempos que correm na Europa, duas equipas alemãs de futebol [Bayern de Munique e Borussia Dortmund], eliminando sistematicamente todas as equipas de futebol da Europa continental que apanharam pela frente, cheguem à final da competição, a disputar em pleno coração do "porta-aviões" de Churchill. Über Alles e sorriso amarelo.

 

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|| Ver mais à frente

por josé simões, em 13.03.13

 

 

 

Jorge Jesus, mais do que futebol, conhece como ninguém, e aqui tiro-lhe o chapéu, a sua própria loucura [os seus fantasmas?], motivada pela sua insegurança nos momentos chave dos jogos decisivos, a doer, quando lhe dá para inventar jogadores e linhas, em futebolês, killer instinct, ou a falta dele. Está explicada a teoria do primeiro a sair. Falta explicar porque é que à assertividade do diagnóstico não corresponde igual assertividade na terapia.

 

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|| Isto vai acabar mal

por josé simões, em 14.02.13

 

 

 

José Mourinho começa a sofrer da síndrome do ditador que vê em todos os que o rodeiam potenciais conspiradores e assassinos. Ainda vai acabar com um provador de água de garrafa ao lado no balneário [se entretanto não acabar com o balneário].

 

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