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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Outras religiões

por josé simões, em 11.05.20

 

Catherine Balet.jpg

 

 

Fosse na América rica, a do norte, ou no vizinho pobre do sul, o Brasil, e andavam manadas de grunhos nas ruas de bandeiras às costas a gritar contra o ataque às liberdades: comunismo e criatividade; a "indústria" do pontapé-na-bola a transpirar saúde por todos os poros, sem contacto físico nos livres e cantos, sem cargas de ombro e entradas de carrinho; touradas dentro dos requisitos, picar o animal com toda a higiene e limpeza e o rabejador de mascara cirúrgica. Quem diria que um dia Fátima havia de ficar fora da equação? 

 

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Golo de bandeira

por josé simões, em 23.04.20

 

Blackpool goalkeeper Gordon West is rendered agog by his own miraculous save during a match against Arsenal at Highbury 1961.jpg

 

 

Diz o Correio da Manha, sem til, que a lotação dos estádios de futebol vai ser reduzida para 16,7% da capacidade total como forma de meter novamente o circo a "indústria" no activo em tempos de Covid-19. Ou seja, vai passar a letra de lei o que na realidade já acontece em todos os estádios, de norte a sul do país mais ilhas adjacentes, onde não joga o Benfica: o deserto do Saara em betão e a pasmaceira só interrompida pela meia-dúzia de fanáticos indefectíveis que insistem em martelar nas peles de bombos desafinados.

 

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|| Lovelace

por josé simões, em 19.09.10

 

 

 

Um jogo de futebol disputado em alta rotação consegue ter o árbitro como vedeta principal.O síndroma Linda Lovelace: sempre de apito na boca. Apitar por nada e por nada e por mais nada, a quebrar o ritmo de jogo. Um conselho, se me é permitido, ao sôr Xistra: vá ver uns jogos do campeonato inglês.

 

 

 

 

Estádios vazios

por josé simões, em 29.01.07

A Liga Portuguesa de Futebol está preocupada com as fracas assistências aos jogos do campeonato; com os estádios vazios.

Vai daí, Hermínio Loureiro decidiu pedir opinião a um painel de experts para dar a volta à situação. Desenganem-se os que pensam que se foi aconselhar com os seus homólogos espanhóis, italianos ou ingleses.

Não! O homem recorreu aos serviços de Manuel Moura Santos – para o mais distraídos, era aquele personagem que no programa Ídolos se dedicava a achincalhar os concorrentes – e a Rui Veloso; tudo gente entendida na matéria, como está bem de ver.

 

Não lhe passou pela cabeça que as soluções estão mesmo debaixo do nariz, e que passam, por exemplo, por mais transparência e menos compadrio, por bilhetes mais baratos, por não marcar jogos para o domingo ou segunda-feira a horas impróprias, as divisões com menos clubes para aumentar a competitividade e o espectáculo; ou a mais radical de todas as soluções, mas a não menos acertada: simplesmente ele e todo o seu elenco directivo, arrumarem as malas e deixarem o lugar a quem realmente se interesse e perceba do assunto.

 

Post-Scriptum – Luís Filipe Vieira foi na passada sexta-feira ilibado pela Polícia Judiciária, de toda e qualquer suspeita de corrupção ou tráfico de influências, na transferência de Pedro Mantorras do Alverca para o Benfica.

Os jornais que fizeram manchete de primeira página, ou as televisões que abriram os telejornais com a “bomba”, quando a suspeita se levantou, onde estão para informar do sucedido?

 

Post-Scriptum 2 – Acabo de ver Pinto da Costa, no telejornal das 19 horas na SIC Noticias, sair das instalações da Judiciária do Porto onde foi prestar declarações. Sem a guarda de honra dos cabeças rapadas. Fica-lhe bem e dá-lhe um ar civilizado.