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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O Goebbels dos viscondes, Capíttulo II

por josé simões, em 18.02.18

 

 

 

A haver coluna vertebral no jornalismo de dentro de portas estas coisas eram de resolução fácil: blackout noticioso total a toda e qualquer referência, por mais leve que fosse, à agremiação de Alvalade. Jornais, rádios, televisões, em todas as modalidades e, sobretudo no futebol, na chamada apresentação do jogo, nas flash interviews após o apito do árbitro e na análise ao jogo na sala de imprensa.

 

Estamos a falar de ver ou participar em programas de debate desportivo, ser convidados a falar de temas do Sporting CP, escrever artigos que não sejam para o Jornal Sporting, falar sobre o Sporting CP às rádios, passar links de OCS nas redes socias, comprar jornais desportivos e também o CM, ou ver canais portugueses sem ser por lazer ou a Sporting TV.

 

Adenda: Não deixa de ser curioso não se ter ouvido da parte do Sindicato dos Jornalistas uma referência, uma única referência ao facto de por detrás desta estratégia se encontrar um seu associado, noutros tempos um paladino da liberdade de expressão e da imprensa livre.

 

[Na imagem]

 

O Goebbels dos viscondes, Capítulo I

 

 

 

 

||| E o coise e tal nunca mais!

por josé simões, em 25.04.15

 

Alfredo-Cunha.jpg

 

 

Que tudo não era mais do que um monte de ideias, um alinhavo, nada definitivo ou para levar à letra, foi a desculpa mal-amanhada, encontrada à pressão das reacções da opinião pública e da opinião publicada, para fazer marcha à ré. Pois. Está bem. O grave é que lhes tenha passado pela cabeça e o tenham passado ao papel. Não percebem, fazem-de de burros e ainda é pior a emenda que o soneto. Para memória futura fica que foram os partidos da maioria e o PS – como a generalidade da imprensa o refere, ou os partidos do governo e o Partido Socialista – como aparecia ontem na imprensa espanhola, ou o PS, o PSD e o CDS, por esta ordem – como a SIC abriu os telejornais. Do you know wath i mean? Que sejam os Carlos Abreus Amorins ou os Telmos Correias da vida airada é grave, mas a gente encolhe os ombros, o que é que se há-de fazer se é a raça deles... Que sejam as Ineses Medeiros com assentos e acentos parlamentares sem saber ler nem escrever, na bancada do partido de Mário Soares, que deu o corpo e a alma para que Telmos Correias e Abreus Amorins tenham a liberdade de dizer ao que vêm, é que é grave. Percebem, ou nem por isso?


[Imagem de Alfredo Cunha]

 

 

 

 

|| Já chegámos ao Equador?

por josé simões, em 20.08.13

 

 

 

Ia perguntar se o Equador já tinha chegado à Venezuela quando a pergunta a fazer é se a Venezuela já chegou à Europa. "Alonjo de Ojeda" está de regresso para nos [re]baptizar, e as palafitas indígenas continuam a ser parecidas com Veneza, cidade italiana, da Itália de Sílvio Berlusconi magnata da comunicação social. "Não há necessidade de escrever mais".

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Vestir, e suar, a camisola

por josé simões, em 21.06.13

 

 

 

Os votos contra foram o do presidente Carlos Magno, que trata as gravatas de Miguel Relvas por tu e compara a conspiração das escutas a Belém, urdida por Cavaco Silva e Fernando Lima, ao caso Monica Lewinsky, e o da vogal Raquel Alexandra, nomeada pelo PSD, e que repete o receituário da declaração de voto do caso Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas quando o “Oh Serra!” agrediu um jornalista da TVI, e quando ilibou Miguel Relvas de pressões sobre uma jornalista do Público, sem se sentir minimamente condicionada pelo facto de ser amiga do ministro.

 

 

 

 

 

 

|| Groucho rules!

por josé simões, em 19.05.12

 

 

 

Ainda me passou pela cabeça escrever alguma coisa sobre o affair Público e o trapalhão e desajeitado e inculto ministro da Propaganda… mas como se ele se encarrega de "escrever" tudo por nós?

 

Fico-me só por uma citação de Groucho Marx: "Uma criança de cinco anos perceberia isto. Enviem alguém que vá buscar uma criança de cinco anos."

 

 

 

 

 

 

|| Asfixia democrática

por josé simões, em 24.01.12

 

 

 

E os bloggers vestidos de branco, ‘obviamente, pela liberdade’, ocupados que estão na chafurdice do pote atafulhados que estão em trabalho, por via das nomeações para os ministérios e secretarias de Estado e assessorias diversas, não dão sinais de vida quando mais a Liberdade e a Democracia precisava deles.

 

 

 

 

 

 

|| Censorship tells the wrong story

por josé simões, em 28.09.11

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| Avante! clandestino

por josé simões, em 19.05.10

 

 

 

 

O relatório da Comissão de Ética da Assembleia da República, elaborado pela deputada Rita Rato, aquela que nunca ouviu falar em Gulags e em atropelos aos direitos humanos na China, concluiu que as condições do exercício da liberdade de imprensa em Portugal têm vindo a diminuir.

 

Toca então a recuperar as velhas máquinas stencil que o Avante! vai regressar à clandestinidade.

 

(Na imagem o jornal Avante! de Dezembro de 1955. “Há 76 anos Nasceu Staline o continuador da obra de Lenine”, como é sabido, dois grandes defensores da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão)

 

 

 

|| "A liberdade de imprensa deve ser defendida em toda a parte, com a mesma força e a mesma exigência"

por josé simões, em 21.10.09

 

 

 

 

8º Ranking mundial da liberdade de imprensa (em francês, em inglês, em espanhol)

 

 

 

 

|| Leni Riefenstahl (*)

por josé simões, em 08.09.09

 

 

 

Depois do intelectual engagé, o cineasta engagé que interpreta o papel de idiota útil e vai a Veneza caucionar os Novos Fascistas. De caminho passa reprimenda ao jornalista do El País por não andar com Hugo Chávez nas palminhas das mãos, e que a estória de não haver liberdade de imprensa na Venezuela não é  mais do que uma treta inventada (pelos imperialistas “amaricanos”?) e que tudo se resume a uma questão burocrática:

 

"Esas veintipico emisoras venezolanas de que me hablas y que han sido clausuradas son un asunto que no tiene nada que ver con la censura, fueron cerradas por un simple problema: no tenían sus papeles en regla"

 

Por coincidência no mesmo dia em que a Sociedade Interamericana de Imprensa vem dizer que se acentuam «as pressões contra órgãos de informação que criticam  o poder político em países como a Venezuela, o Equador, a Bolívia e a Nicarágua», com destaque para a Venezuela de Hugo Chávez onde «praticamente todos os órgãos de informação que mais o criticavam viram-se forçados a fechar as portas ou estão a ser vítimas de contra-ordenações que se destinam a apressar-lhes o fim»

 

Para memória futura registe-se: "Pues claro, todos tenemos un lado oscuro, pero ¿por qué debería interesarme si está haciendo tantas cosas bien?".»

 

(*)

 

 

 

 

|| Umberto Eco e a liberdade de imprensa

por josé simões, em 07.09.09

 

 

«I feel some hesitation and scepticism about intervening in defence of press freedom. If such a step is necessary, it means that society, and therefore much of the press, is already diseased.

 

In "robust" democracies there should be no need to defend press freedom, because nobody would ever think to challenge it.»

 

Não culpem Silvio Berlusconi

 

 

 

|| O Veneno

por josé simões, em 30.05.09

 

 

Vale lá, vale cá, vale em qualquer lado. Infelizmente vale.

 

Deliberadamente por mim amputado das referências específicas:

 

«(…) eliminar el "veneno" de algunos canales de televisión (…) "que se esmeran en tergiversar la realidad (…) con la finalidad de crear confusión, descontento y pesimismo en la población".»

 

(Post escrito e publicado via computador Magalhães e foto de Richard Pohle fanada no The Times)

 

 

|| Televisão independente

por josé simões, em 01.04.09

 

Não vejo a TVI, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que vi a TVI, não faço ideias de nos próximos tempos ver a TVI. Não gosto do estilo; não faz o meu género.

 

Mas mais preocupante que a personalidade histriónica da televisão de José Eduardo Moniz ,são as reacções de alguns actores políticos aos seus conteúdos, e particularmente aos seus “noticiários”.

 

Ninguém é obrigado a ver a TVI. Só via cabo são mais de 40 os canais, e em sinal aberto há mais 3 botões até chegar ao botão com o n.º 4.

 

Para resolver questões relacionadas com calúnia, difamação e falsa informação existem os tribunais. Para educadores das massas bastaram Salazar, Mao ou Ceuacescu, entre outros. E o Hugo Chavéz é lá na Venezuela.

 

(Foto fanada na Wired)