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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Liberalismo

por josé simões, em 09.07.18

 

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Plafonamento da Segurança Social, seguros de saúde, planos de poupança reforma, cheque-ensino, assistencialismo, desmantelamento do Estado social, função social do Estado em trespasse a favor de terceiros denominados "terceiro sector", o direito do mais forte à liberdade, quatro anos de Passos Coelho/ Paulo Portas pela batuta da Troika interrompidos:

 

New Jersey officials said on Monday they were investigating why a utility company shut off power last week at the Newark home of a woman in hospice care who then died after her electric-powered oxygen tank stopped operating.

Family members of the woman, Linda Daniels, said she gasped for air for hours on Thursday until she died of congestive heart failure. The company, Public Service Electric and Gas Company, had cut off power to her home that morning because of overdue bills.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A irracionalidade do crescimento a perder de vista

por josé simões, em 21.06.16

 

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O futuro da Apple em risco devido à decisão do Departamento de Propriedade Intelectual de Pequim que "proibiu expressamente a venda dos iPhones 6 e 6 Plus na capital da China" é só um exemplo da loucura e da insanidade do liberalismo económico do crescimento a perder de vista e custe o que custar. E quando a China e os seus milhões de consumidores estiver toda colonizada apontamos o azimute a África que, por essa necessidade, vai ficar toda pacificada em menos de nada, e assim sucessivamente até não haver palmo de planeta livre. Então, para manter o crescimento dos dígitos, dois, em flecha, e para o futuro das Apples deste mundo não ficar comprometido, passamos à fase de cada consumidor mudar de aparelho a cada semestre e depois a cada mês e depois a cada semana [não se sabendo como isso seja possível já que os que querem vender muitos aparelhos, e dos caros, são os mesmos que acham que o salário minímo, em particular, e o salário médio, em geral, devem ser muitos baixos para não prejudicar o crescimento económico] até descobrirmos uma maneira de ir vender aparelhos a extra-terrestres. Onde e quando é que pára o crescimento para o infinito e mais além?

 

 

 

 

||| 1%

por josé simões, em 04.05.16

 

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«[...] "o socialismo em que vivemos impregnados, e que hoje se chama 'estado-providência', ou 'modelo social europeu', que nos condena à mediocridade'.»


O que nos "condena à mediocridade" foi a Europa do 'estado providência' ter abdicado do 'modelo social europeu' – imagem de marca e, ainda hoje, íman para milhares que ambicionam um futuro melhor para si e para os seus, ao invés de não o ter imposto nos acordos da globalização do livre comércio das marcas e das corporações, numa cedência fatal à narrativa dos amanhãs que cantam na liberalização e desregulação que, inevitavelmente vai condenar a Europa à mediocridade e à irrelevância.


[Título e imagem]

 

 

 

 

||| E andamos nisto

por josé simões, em 21.04.16

 

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Os liberais de pacotilha, sem coragem para fundar um partido político de raiz para se apresentarem a votos a dizer preto no branco ao que vêm, fazendo fé na iliteracia política dos portugueses, tomaram o PSD de assalto por dentro com tretas do "fazer mais com menos", "desengordurar o Estado", "viver acima das nossas possibilidades", a "excelência da gestão privada" e as falinhas mansas da "social-democracia, sempre!". Agora, na segunda etapa para a consolidação, insurgem-se – de Insurgente, contra as vozes que se começam a fazer ouvir contra o logro e contra o desvio à matriz fundadora do partido. É tudo socialismo, é tudo socialista e, a próxima vítima, a seguir a Pacheco Pereira, do processo de intenções por delito de opinião que um próximo 'his master's voice' [Duarte Marques? Hugo Soares?] da Stasi situacionista-liberal há-de um destes dias propor vai ser o socialista José Eduardo Martins.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Hoje há caracóis

por josé simões, em 23.02.16

 

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Ver Miguel Morgado, um dos ideólogos do "social-democrata, sempre!" Pedro Passos Coelho, no debate parlamentar ao Orçamento do Estado para 2016, "muito bem! muito bem!", sentado ao lado de Marco António, de Gaia, diz muito da espinha dorsal dos nossos liberais de pacotilha.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O capitalismo mata o capitalismo

por josé simões, em 22.07.15

 

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A ideia é simples e universal: empobrecimento geral – que a austeridade é purificadora e liberta o homem e os Estados dos 7 pecados mortais, baixos salários e diminuição dos custos dos trabalho, ausência de direitos e garantias, aumento da mais-valia ao patrão e accionista.


Depois do plano gizado e universalmente aplicado um dos ícones do capitalismo – a Apple, vende 47, 5 milhões de iPhones em três meses – um aumento de 35%, mas não chega, os investidores queriam mais, muito mais do que o aumento de 38% dos lucros e as acções "deslizaram" [bonito termo da novilíngua] 7%.


Não lhes passou pela cabeça baixar o preço final do produto, produzido quase de graça aí num qualquer mercado do crescimento supersónico a dois dígitos, como forma de aumentar as vendas já que do empobrecimento geral e da baixa dos custos de trabalho e da perda do poder de compra não sobra nada ao colaborador ex-trabalhador para se dar ao luxo de transportar iPhone no bolso de trás das calças.


Capitalismo sem consumismo. Pois sim.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 21.12.14

 

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«Por isso vou fazer-vos uma revelação: eu já não sou liberal. [...].Tem é de haver mais autoridade do Estado. [...]. E olhe que me custa dizer isto. Até estou comovido…». Ponto


E vírgula. Nunca foi liberal. Dizia que era mas não era. E isso é outra coisa. Como era e foi a defesa da intervenção da Câmara do Porto, com dinheiros dos contribuintes, todos, no Boavista FC para salvar o clube da gestão Loureiro, como o há época já um artista com "a" grande defendeu nas páginas do Correio da Manha e na caixa de comentários aqui do blog, nos idos de 2008. Ou então é o mui famoso "liberalismo à moda do Porto" sempre na boca de Carlos Abreu Amorim [sem querer com isto eu ofender os liberais do Porto].


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||| T. P. C. [Trabalho Para Casa]

por josé simões, em 15.06.14

 

 

 

 - Definir "intelectual"

 - Depois de encontrada a definição para "intelectual" incluir João Pereira Coutinho, Henrique Raposo, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Pedro Lomba na categoria.

 

«Os intelectuais de direita estão a sair do armário»

 

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||| Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade

por josé simões, em 10.04.14

 

 

 

Que o Estado se deve restringir às funções de soberania e deixar a economia aos mercados e à auto-regulação e que as empresas economicamente inviáveis devem falir por si, numa espécie selecção económica natural do direito do mais forte à liberdade, sem qualquer espécie de ajuda e/ ou intervenção estatal. Daí o ser-se contra um patamar mínimo para o salário mínimo, estabelecido pelo Governo, por impedir que as empresas economicamente inviáveis sobrevivam à custa de salários incompatíveis com a dignidade humana e com a dignidade do trabalho, e com trabalho a roçar o trabalho escravo. Liberalismo e neoliberalismo não rimam com direitos humanos nem com dignidade e quem não pode pagar €500 de salário vai trabalhar por conta de quem possa.

 

 

 

 

 

 

||| O liberalismo em todo o seu esplendor

por josé simões, em 19.11.13

 

 

||| E a China aqui tão perto

por josé simões, em 10.11.13

 

 

 

"Reformas económicas sem precedentes", direitos humanos, independência do sistema judicial e liberdade de imprensa fora da agenda. A caminho do liberalismo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Argumentos "liberais" para a destruição do sistema capitalista

por josé simões, em 12.10.13

 

 

 

«Gosto das definições de "regime contributivo" que implicam que se tem direito a muito mais do que aquilo que se contribuiu»

 

«Se é contributivo não faz sentido que pague mais do que se contribui»

 

O que um dos "grilos falantes" [na versão bondosa] do Governo Passos/ Portas nos diz, ou aquilo que o Governo PSD/ CDS-PP pensa mas não tem coragem de nos dizer [n’ A Versão] é que Karl Marx tinha razão quando teorizou a Lei da Mais-Valia [na versão bondosa], ou que o lucro é ilegítimo [n’ A Versão].

 

Ora se um operário para produzir, por exemplo, uma cadeira despende 2 horas de trabalho diárias, por que razão, ou razões, há-de ter um horário de trabalho de 8 horas? Ou bem que trabalha as 2 horas necessárias para produzir a cadeira ou bem que recebe em função do horário de 8 horas de trabalho diárias, ou seja, 3 vezes mais.

 

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|| Por falar em liberalismo

por josé simões, em 27.02.12

 

 

 

[…] fomos campeões do liberalismo, na nossa região, e da desmontagem do Estado. […] fomos excelentes alunos das ideias do denominado Consenso de Washington. […] Houve um aumento da desigualdade e uma situação muito grave, a debilitação do Estado. Os períodos de violência – que foram muito intensos e cruéis – têm a ver com a ausência do Estado no território nacional… (…) O que temos de fazer, agora, é reconstruir o Estado, porque não há uma dicotomia entre o Estado e o mercado, é o contrário: onde chega o Estado, chega o mercado. […] Não se trata de criar um Estado burocrático e pesado, mas permitir que a segurança do cidadão, a educação, a saúde possam chegar à totalidade do território nacional. Isso vem em conjunto com o objectivo de ter uma sociedade menos desigual, uma sociedade com uma melhor distribuição de rendimentos. […]

 

Desmantelar o Estado e a iniciativa privada e as ruas a arder. Depois não digam que não foram avisados. Rafael Roncagiolo, ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru, a partir do minuto 12:51.

 

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Antes pelo contrário!

por josé simões, em 10.09.08

 

Boas notícias para os neo-liberais. E ainda a procissão vai no adro

Daqui por uns anos as instituições hão-de vir a ser outra vez privatizadas. Volta tudo à estaca zero. Especulação à farta; novas fortunas na calha, os mesmos de sempre com a corda na garganta e os mesmos de sempre a saírem impunes (e ricos), porque há sempre alguém, perdão o Estado, perdão todos nós, que assume o risco e tapa os buracos.

 

O liberalismo ainda é o que era.

 

(Ilustração de Beryl Cook via Dayli Telegraph)

 

 

 

Liberais de meia-tigela

por josé simões, em 26.05.08

 

 

Até eu, que de liberal só ao nível de costumes, nada ou quase nada na economia, sou um defensor do princípio do utilizador-pagador, por uma questão de justiça social; nomeadamente nas Scut.

 

Mas há liberais, com “éle” grande, daqueles mesmo, mas mesmo liberais, que arrumam o liberalismo na gaveta em favor do cumprimento de promessas por parte do Governo. Mesmo que essas promessas impliquem um custo de cerca de 300 milhões de euros ao erário público.

 

É o liberalismo em versão regionalista, onde são permitidas excepções: para o futebol; para as SCUT. Até ver, que a procissão ainda vai no adro.

 

Recorrendo a um termo ultimamente muito em voga: liberais de meia-tigela.

 

(Na imagem capa de Autobahn dos Kraftwerk; vinyl)