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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Crónica de uma manhã em que acordei por engano

por josé simões, em 29.04.07

Efeitos do feriado do 25 de Abril ter sido a meio da semana; sábado, acordo às sete da manhã, tomo banho, faço – ou desfaço, depende da perspectiva – a barba e saio de casa para ir trabalhar. Só dou pela coisa quando já estou na rua. Tarde demais! Já estou no ponto de não retorno. A cama já é passado e o trabalho é num futuro para o qual ainda faltam dois dias.

Passo pela “loja das revistas” na Av. Todi e compro o Público, o Expresso, a Wallpaper, a Atlântico e mais a Ideas Tatto, revista especializada em tatuagens, tema que me fascina. Um avio e peras!

Abanco numa das esplanadas do Largo da Ribeira Velha, ainda “às moscas” pela hora do dia, do dia de fim-de-semana. Já lá estão os mesmos 7 / 8 “velhotes” de sempre, de todos os sábados, de todos os dias. Ocupam todas as mesas e cadeiras disponíveis, e por ali ficam toda a manhã, com um ou dois cafés em cima da mesa e outros que se lixem…

Desta vez consegui passar-lhes a perna. Tenho uma mesa só para mim!

Um está a ler o Correio da Manhã. Chega outro e diz «passa aí o suplemento...», coisa de um ou dois minutos passados o que tinha pedido o suplemento avança «sabes porque é que gosto deste jornal?..» o outro, levanta os olhos da leitura e fica à espera da resposta… «o papel é bom… mesmo bom!».