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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| A Muralha de Adriano

por josé simões, em 23.04.15

 

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«Europa vai apertar o cerco à imigração ilegal». Ler: Europa vai normalizar os vistos gold em todo o 'espaço Schengen'. «Europa junta-se para blindar o Mediterrâneo». Ler: vão morrer longe! [de preferência onde não haja câmaras de televisão nem telemóveis].


Depois de terem pedido uma acção militar para derrubar o ditador-torcionário-carniceiro al-Gaddafi agora «Roma e Madrid pedem ação militar na Líbia contra tráfico humano», vítimas fugidas da democracia instaurada pela acção militar da NATO e dos apoios concedidos pela Europa e pelos Estados Unidos, do Nobel da Paz Obama, a fundamentalistas vários durante a 'primavera árabe'. Podíamos bombardea-los logo nas praias da Líbia na altura dos embarques, isso sim, era de valor.


Adriano também construiu uma muralha e morreu sem nunca perceber a razão/ as razões da atracção dos bárbaros pelo império. Mas como ninguém estuda História e até há já quem proponha a sua erradicação dos programas escolares, substituída por economias e outras disciplinas mais práticas das contagens de dinheiros e de números e de pessoas-números, isso agora também não interessa nada.


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||| Entretanto em Brighton, UK

por josé simões, em 22.04.15

 

Brighton beach body bags highlight EU migrant cris

 

 

[Aqui]

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 21.04.15

 

i.jpg

 

 

A primeira página do i.

 

 

 

 

||| E perguntam-me vocês: e o que é que uma coisa tem a ver com a outra?

por josé simões, em 20.04.15

 

lampedusa tragedy.jpg

 

 

Ainda sou do tempo de Paulo Portas ter sido o primeiro governante europeu ocidental a aterrar em Trípoli para fazer negócio com o novo regime "democrático", eleito pelos bombardeamentos da NATO ao exército de Muammar al-Gaddafi. As oportunidades de negócio, as empresas de construção civil na reconstrução do país, as exportações, os amanhãs que cantam para ambas as economias, blah-blah-blah, botões de puto e sorriso Pepsodent.


E perguntam-me vocês: o que é que uma coisa tem a ver com a outra, Paulo Portas em Trípoli e os milhares de fugitivos e desesperados, diários, em barcos nas costas de Itália e os outros tantos milhares de mortos nas águas do Mediterrâneo? Não perguntem que vos fica mal a ignorância.


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