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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Normalidade democrática

por josé simões, em 11.11.19

 

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O estudo de impacto ambiental está a cargo da[s] empresa[s] interessadas na exploração e/ ou concessão em zonas onde o estudo de impacto ambiental é imperativo.

 

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Somos uma nação de palermas?

por josé simões, em 30.09.19

 

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"O novo ouro de Portugal" vem logo a seguir ao velho ouro de Portugal. E o velho ouro de Portugal foi o ouro do Brasil que enriqueceu umas quantas famílias à roda do rei, fez um palácio em Mafra, que serviu para nada até Saramago se lembrar de escrever um livro, e permitiu aos ingleses, por via dos tratados assinados, amealhar reservas para fazer a maior praça financeira da Europa, até hoje.

E a seguir ao velho ouro de Portugal, que foi o ouro do Brasil, veio o velho ouro da CEE, que enriqueceu umas quantas famílias à roda do poder político eleito, fez uns palácios de alcatrão que serviram para as pessoas fugirem mais rapidamente do interior para os grandes centros urbanos no litoral e daí para o Algarve nas férias pontes e feriados, e permitiu, por via dos tratados assinados, a agricultura e pescas em Espanha, França, Alemanha e Itália, e os abates em Portugal.

E a seguir ao velho ouro de Portugal, que foi o ouro do Brasil, e do velho ouro de Portugal, que foi o ouro dos fundos da CEE, veio o "petróleo verde", que enriqueceu umas quantas famílias ligadas às celuloses, privatizadas ou liberalizadas pelo poder político eleito, permitiu que umas centenas avulso, que recebem parcas reformas, recebessem mais umas centenas de euros de xis em xis anos e desordenou o território, destruiu ecossistemas, desertificou o interior que restava e inventou a industria do combate aos incêndios paga pelos impostos dos contribuintes.

Agora, a seguir ao velho ouro e ao velho ouro e ao "petróleo verde" eis que aparecem uns inteligentes a falar no novo ouro, assim a modos de sermos a Arábia Saudita da Europa, mas com as mulheres destapadas e sem chibatadas e cabeças cortadas, e toda a gente "sim senhor! sim senhor" o Euromilhões para todos e "o conto de fadas do crescimento económico eterno".  Somos uma nação de palermas?

 

 

 

 

Ciclicamente estas coisas repetem-se perante a nossa passividade

por josé simões, em 30.05.19

 

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Da última vez que falaram em "petróleo de Portugal" - eucalipto, lixaram de tal maneira o ordenamento do território e o equilíbrio da biodiversidade que ainda hoje pagamos por isso, nós, os que não lucrámos nem lucramos nada. Uns quantos pequenos proprietários do minifúndio que conseguem compor o orçamento com o crescimento a eito de eucalipto que escape aos incêndios de Verão, em terreno outrora usado em culturas tradicionais, e as celuloses dos lucros a distribuir por meia dúzia de accionistas. Combate às chamas, ajuda às vítimas dos incêndios, desertificação - fauna, flora e humana, do território fica a expensas do suspeito do costume, o contribuinte. E estamos a falar só - só - de arrancar árvores e plantar árvores. Afinal parece que o petróleo de Portugal já não é o petróleo de Portugal porque há outro petróleo de Portugal. O resto, as cenas dos próximos capítulos são só uma repetição das cenas dos últimos capítulos.  

 

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