"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Uma vez que os arquivos não se foram embora para Moscovo pelo seu próprio pé e porque lhes deu na real gana, uma "toupeira" do KGB, em Lisboa nos anos 1970, além do rombo que deu na nossa memória colectiva, permitiu aos serviços secretos soviéticos «identificar uma "toupeira" da CIA no KGB, nos anos 1970», é a conclusão obvia.
Após aturadas investigações, a procuradoria britânica resolve acusar o empresário russo Andrei Lugovoi, de ter assassinado o ex-oficial do KGB Alexander Litvinenko por envenenamento com Polónio 210. Lugovoi, ele próprio um antigo oficial do KGB, em tempos responsável pela segurança de altas individualidades do Estado.
Até aqui tudo bem. Mas qual a razão ou razões que levaram Lugovoi a assassinar Litvinenko? A mando de quem? Ou foi porque pura e simplesmente lhe apeteceu?
Convinha que a Scotland Yard, a procuradoria, ou quem de direito esclarece-se isto.