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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Uma chatice

por josé simões, em 28.09.18

 

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Ditou o sorteio que a instrução do processo caiba a um juiz que acredita que os arguidos têm direitos e que não vale tudo ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal na investigação nem ao Ministério Público na organização dos processos. Se fosse na América era a democracia no Estado de direito dos checks and balances a funcionar, como é em Portugal é só mais uma chatice [do caralho], com os profissionais de serviço às "redes" no próprio minuto do sorteio a lançarem rajadas de suspeitas sobre a idoneidade do juiz. Depois de meses em campanha eleitoral pela reeleição de Joana Marques Vidal. Isto nunca pára. Habituem-se.

 

 

 

 

A tragicomédia da justiça portuguesa alicerçada na acefalia dos media

por josé simões, em 05.09.18

 

 

 

Perante mais uma anunciada barracada da Procuradoria-Geral da República, num caso grave, sem dúvida, mas sem a relação causa-efeito pretendida, a adulteração da verdade desportiva, jogos e campeonatos ganhos de forma ilícita e com recurso a esquemas fora-da-lei,  daqui para a frente, todos os dias, vai haver uma fuga de informação para a primeira página do Correio da Manha [sem til], nunca confirmada e nunca desmentida, até o Benfica ser condenado na praça pública.

 

[Manuel de Magalhães e Silva]

 

 

 

 

CSI Rosário Teixeira, Capítulo II

por josé simões, em 17.04.18

 

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Primeiros: levámos com a primeira parte. José Sócrates vítima às mãos de Rosário Teixeira, acossado, a defender-se com unhas e dentes frente ao totalitarismo do poder judicial não eleito. Segundos: levamos com a segunda parte, uma reviravolta ao melhor estilo de Hollywood, José Sócrates, o manhoso, corrupto, corrompido, que enriqueceu no exercício do cargo de primeiro-ministro à conta da cousa pública que jurou defender e desempenhar, "pela minha [dele] honra".  "A investigação deduz" e "O Ministério Público pensa". "O Ministério Público acredita" e "a investigação calcula". Ok, demos de barato que o Sócras foi corrompido, arrecadou milhões de euros, que é um gastador compulsivo [que é], "que quem cabras vende...", em quem os totós acreditam piamente na inocência. E votam no homem, de tal forma que até pode ser candidato à Presidência da República e ganhar. [A história das compras do livro não é para aqui tida nem achada porque se limitou a fazer o que as editoras de música faziam nos 80s, com compradores de singles e LP's cirurgicamente distribuídos pelas lojas que contavam para o Top + por forma a manter o artista nos primeiros três lugares fo top. I just called to say i love you, lembra-se?]. Adiante."A investigação deduz" e "O Ministério Público pensa". "O Ministério Público acredita" e "a investigação calcula". Ok, até aqui estamos no nível da dedução. do "pensismo" [de pensa], da apreciarão [estima], e do cálculo. Ok. Então e o Ministério Público tem provas? E a investigação tem provas irrefutáveis? A + B? 1 + 1 = 2?. Pois. Daí a novela interminável com as fugas ao segredo de justiça todos os dias nas primeiras páginas do Correio da Manha [sem til]. José Sócrates até já é culpado e condenado no affair Vale do Lobo apesar da acusação ter deixado cair a acusação. Daí as gravações vídeo dos interrogatórios com o título de "investigação jornalística" na SIC e da SIC Notícias. E agora já está julgado e condenado. E agora se um juiz se atrever a dizer que isto é tudo muito bonito mas são tudo suposições e conjecturas, provas não as há, relação causa-efeito tampouco.. E agora se um juiz resolver absolver o Sócras, como é que fica o desgraçado [com o devido respeito ao Meritíssimo]? E isto é com o Sócras, um ex-primeiro-ministro, uma figura pública. E se fosse consigo, e se fosse contigo?

 

Capítulo I

 

[Miss Marple na imagem]

 

 

 

 

CSI Rosário Teixeira

por josé simões, em 16.04.18

 

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Não sei se foi por ter passado muito tempo a ver séries e filmes 'amaricano's sobre investigação criminal e julgamento em tribunal, que não nas páginas dos tablóides, pensava eu, na minha santa ignorância, que uma acusação em tribunal era baseada em provas irrefutáveis e não em especulações e suposições. E também, pelo muito tempo que passei a ver séries e filmes 'amaricanos', sou levado a concluir que, num tribunal 'amaricano', os senhores Rosário Teixeira e Calex era corridos para fora do tribunal pelo juiz sem sequer tocarem com os pés no chão. À parte uma coisa inexplicável que foi o favor que a televisão do militante n.º 1 fez a José Sócrates com o "trabalho jornalístico" assente única e exclusivamente em meter no horário nobre o ex-primeiro-ministro aos berros perante o procurador, ladeado pelos advogados que se limitavam a pedir calma, enquanto tentava desmontar uma acusação assente em nada, vamos acabar todos, contribuintes, a pagar uma indemnização choruda a José Sócrates por condenação do Estado português, em última instância, pelo Tribunal Europeu.

 

[Na imagem]

 

 

 

 

E o juiz não ter citado a Bíblia no acordão já é um avanço civilizacional

por josé simões, em 29.03.18

 

 

 

[...] a empresa de celulose situada em Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) recorreu judicialmente dos dois processos já decididos administrativamente, sendo que num deles lhe foi aplicada uma coima de 12.500 euros e no outro, ainda a aguardar decisão do Tribunal, de 48.000 euros.

 

No caso da coima de 12.500 euros, o Tribunal reduziu esse valor para 6.000 euros "e decidiu substituir o pagamento da coima por uma admoestação, ou seja, por uma repreensão escrita.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Patilhas e Ventoinha

por josé simões, em 08.03.18

 

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Como é que um tribunal do sec. XIX, com juízes que citam a Bíblia nos acórdãos, consegue no séc XXI, das contas de e-mail a granel, dos telemóveis descartáveis, dos perfis falsos no Twitter, no Facebook, no Snapchat, consegue saber se os arguidos contactam entre si?

 

[Patilhas e Ventoinha na imagem]

 

 

Capítulo I:Um dia histórico para a justiça

 

Capítulo II: A justiça do Inspector Gadget

 

 

 

 

Joaninha voa voa... Capítulo II

por josé simões, em 01.02.18

 

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"Na sequência da publicação nos órgãos de comunicação social de notícias" o Departamento de Investigação e Ação Penal ordenou a instauração de processo-crime para depois os órgãos de comunicação social fazerem notícias sobre o processo-crime instaurado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal. Entretanto os jornais venderam, os telejornais tiveram picos de audiência, os cafés venderam mais ao balcão das conversas, o nome do ministro andou pela lama, o nome de Portugal andou pela lama e amanhã os órgãos de comunicação social vão publicar mais notícias sobre quem lhes der na real gana, sobre aquele que achem mais feio, que vão ser a ignição para o DIAP instaurar um processo-crime que vai fazer grandes primeiras páginas e grandes directos e espaços de análise nas televisões. E dura, dura, dura. E ninguém é responsabilizado. E ninguém é punido.

 

Diz a direita radical que Joana Marques Vidal foi a melhor Procuradora-geral da República de todos os tempos. 

 

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Joaninha voa voa... [Capítulo I]

 

 

 

 

Joaninha voa voa...

por josé simões, em 31.01.18

 

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Quando o Procurador Souto Moura chegou a casa do juiz Rui Rangel acompanhado pelos inspectores da Polícia Judiciária tinha à sua espera jornalistas e o directo, em primeiríssima mão numa televisão, para a transmitissão urbi et orbi da execução de um mandato judicial, emitido por uma justiça que não está preparada para lidar com a violência doméstica mas que tem competências, de sobra, para investigar bilhetes de futebol e para pingar, metódica e sistematicamente, para a primeira página do jornal e para a abertura do telejornal dos media dos directos exclusivos das execuções de mandatos,  notícias sobre o andamento dos processos até à data do julgamentos.

 

Diz a direita radical que Joana Marques Vidal foi a melhor Procuradora-geral da República de todos os tempos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Do Estado de direito no Brasil

por josé simões, em 26.01.18

 

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Na primeira página do jornal O Globo aos 25 dias do mês de janeiro do ano de 2018.

 

 

 

 

Notícias do justicês

por josé simões, em 25.01.18

 

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A notícia de que o julgamento, em 2018, de um caso ocorrido no ano de 2013 foi adiado porque em 5 - cinco - 5 anos o tribunal não conseguiu descobrir o paradeiro de três dos ofendidos, devia ser dada naquela língua, o justicês, que aqueles senhores e aquelas senhoras, todos vestidos de preto e enfeitados como as árvores de Natal, usam na "Abertura do Ano Judicial" para falarem uns com os outros com transmissão televisiva.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Temos um problema

por josé simões, em 10.12.17

 

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Quando uma classe privilegiada paga pela comunidade para viver acima das possibilidades da comunidade [o tal preço a pagar pela democracia e pelo Estado de direito] não percebe as dinâmicas da comunidade, e por isso não serve a comunidade, a comunidade tem um problema. "À Justiça o que é da justiça e à política o que é da política" mas quando o poder judicial não está ao serviço dos cidadãos o problema passa a ser do poder legislativo eleito, em eleições livres e democráticas, pelos cidadãos.

 

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Quem não se dá ao respeito...

por josé simões, em 24.11.17

 

 

 

"não ocorre em nenhuma circunstância uma actividade sexual explícita, nem os órgãos sexuais externos se mostram filmados ou fotografados, mas apenas as mamas"

 

Tribunal da Relação reduz pena a médico que filmou seios de pacientes

 

 

 

 

Temos um problema

por josé simões, em 26.10.17

 

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O que as declarações do presidente do Supremo Tribunal de Justiça e da presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses vieram confirmar foi que Portugal tem um problema, grave, na justiça. E, quando o poder judicial não está ao serviço dos cidadãos o problema passa a ser do poder legislativo eleito, em eleições livres e democráticas, pelos cidadãos. À justiça o que é da justiça, à política o que é da política.

 

 

 

 

O Vómito

por josé simões, em 24.10.17

 

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À justiça o que é da justiça

por josé simões, em 23.10.17

 

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À justiça o que é da justiça e à política o que é da política mas o que nós gostavamos todos era ouvir da boca do poder legislativo [políticos, deputados, no Governo ou na oposição] dizer que num Estado de direito democrático, numa democracia liberal no século XXI é inadmíssel o poder judicial albergar decisores com interpretações medievais do Código Penal e juizes complacentes com práticas que julgavamos há décadas erradicadas.

 

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