Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A chico-espertice dos escudeiros da direita radical

por josé simões, em 16.08.19

 

pauloferreira1 twitter.jpg

 

 

Paulo Ferreira, Prémio Pinóquio do Ano de 2018, lídimo escudeiro da direita radical e competentíssimo no cumprimento da agenda política e ideológica nos media, aparece no Twitter a desculpar o hotel SANA por ter dado asilo à reunião de saudosos do nazi-fascismo, e contra o "pelourinho" onde foi colocado pelas "redes sociais" [sempre boas para os escudeiros da direita radical passarem o spin, depois repetido e amplificado ad nauseam pelos aios de plantão] sem explicar como é que, ou porque é que, a Sábado destacou jornalistas para fazer a cobertura de evento organizado por cidadã anónima, já que só a posteriori se soube ser o nome da mãe de Mário Machado.

 

Há no entanto um upgrade nesta aparição do Prémio Pinóquio do Ano de 2018 no Twitter: não enveredou pelo whataboutism do "também já lá ouve uma conferência de uma organização de esquerda e a esquerda e o comunismo e o Estaline e o Pol Pot [Mao fica sempre fora da equação, se calhar porque os ex maoistas são os actuais... vocês sabem], e que é o caminho invariavelmente trilhado pela direita radical para desculpar e absolver a extrema-direita que se atreve a dizer em público e em voz alta o que eles só se atrevem a pensar em privado.

 

 

 

 

*** Serviço Público ***

por josé simões, em 06.05.19

 

1 (7).jpg

 

 

2 (8).jpg

 

 

3 (8).jpg

 

 

4 (7).jpg

 

 

5 (7).jpg

 

 

 

Times Machine: Over 150 years of New York Times journalism, as it originally appeared

 

 

 

 

Rewind/ Fast Forward

por josé simões, em 01.02.19

 

 

 

Publicidade do Folha de S. Paulo em 1987.

 

[Via]

 

 

 

 

Real journalism takes more time.

por josé simões, em 31.01.19

 

1 (1).jpg

 

 

2 (1).jpg

 

 

3 (1).jpg

 

 

Sept.info Campaign by cavalcade

 

 

 

 

O branqueamento e a promoção do fascismo

por josé simões, em 03.01.19

 

mário machado.jpg

 

 

Dois dias depois de Ricardo Costa, "Jornalista @sic.sapo.pt e @Expresso.sapo.pt Retweets are not endorsements; views are my own" e blah-blah-blah [bio na conta Twitter], ter chamado a atenção para um texto de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo sobre o tratamento abaixo de cão dos jornalistas na tomada de posse de Jair Boldonaro e, tão importante como o texto, "é lerem os comentários que se seguem", [as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise, estão a ver?], a TVI convida para o programa da manhã de Luís Goucha o neo-nazi Mário Machado, um criminoso condenado por roubo, coacção agravada, detenção de arma ilegal, danos e ofensa à integridade física qualificada, difamação, ameaça e coacção a uma procuradora da República, homicídio de Alcino Monteiro, o preso em Portugal que mais tempo passou numa prisão de alta segurança, apresentado como o "Nacionalista desde da adolescência, esteve preso por dois anos e meio por escrever um texto na internet a apelar à mobilização dos nacionalistas".

 

Voltando ao início do post, as caixas  de comentários e as redes sociais e o anonimato e a cloaca e o coise e blah-blah-blah, estão a ver [o papel do jornalismo]?

 

 

 

 

Caso contrário deixa de importar petróleo

por josé simões, em 21.10.18

 

Jewel Samad-AFP.jpg

 

 

UE pede "investigação aprofundada" à morte do jornalista saudita

 

[Imagem]

 

 

 

 

Jornalismo, dizem eles

por josé simões, em 26.05.18

 

i.jpg

 

 

sol.jpg

 

 

Uma coisa é um gajo qualquer mandar umas bocas no Twitter, o pessoal ri-se muito, ou encolhe os ombros, e não se fala mais nisso. Outra coisa completamente diferente é um jornal [ou "jornal"?]. E outra coisa é um "jornal" [ou jornal?] não saber o significado de "abantesma" nem a diferença entre "abantesma" e "abécula".

 

Diz que se vende pouco e cada vez menos e no ano passado até fizeram um congresso de jornalistas para debater a questão e tudo.

 

 

 

 

World Press Photo 2018

por josé simões, em 13.04.18

 

World Press Photo 2018.jpg

 

 

World Press Photo 2018 [2].jpg

 

 

World Press Photo 2018 [3].jpg

 

 

World Press Photo 2018 [4].jpg

 

 

World Press Photo 2018 [5].jpg

 

 

World Press Photo 2018 [6].jpg

 

 

World Press Photo 2018 [7].jpg

 

 

World Press Photo 2018

 

 

 

 

O Goebbels dos viscondes, Capíttulo II

por josé simões, em 18.02.18

 

 

 

A haver coluna vertebral no jornalismo de dentro de portas estas coisas eram de resolução fácil: blackout noticioso total a toda e qualquer referência, por mais leve que fosse, à agremiação de Alvalade. Jornais, rádios, televisões, em todas as modalidades e, sobretudo no futebol, na chamada apresentação do jogo, nas flash interviews após o apito do árbitro e na análise ao jogo na sala de imprensa.

 

Estamos a falar de ver ou participar em programas de debate desportivo, ser convidados a falar de temas do Sporting CP, escrever artigos que não sejam para o Jornal Sporting, falar sobre o Sporting CP às rádios, passar links de OCS nas redes socias, comprar jornais desportivos e também o CM, ou ver canais portugueses sem ser por lazer ou a Sporting TV.

 

Adenda: Não deixa de ser curioso não se ter ouvido da parte do Sindicato dos Jornalistas uma referência, uma única referência ao facto de por detrás desta estratégia se encontrar um seu associado, noutros tempos um paladino da liberdade de expressão e da imprensa livre.

 

[Na imagem]

 

O Goebbels dos viscondes, Capítulo I

 

 

 

 

As coisas como elas são

por josé simões, em 25.11.17

 

Otto Stupakoff 1963.jpg

 

 

Ver Marcelo, o Presidente-Sol, a explicar aos jornalistas, com a carteira profissional passada pela Farinha Amparo, que o Presidente não tinha de saber ou deixar de saber da ida do Infarmed para o Porto, que isso é da exclusiva competência do Governo. Priceless.

 

Não ocorrer a nenhum jornalista, com a carteira profissional passada pela Farinha Amparo, perguntar ao PSD, por interposta pessoa o deputado Leitão 'legionella' Amaro, "ó senhor deputado, mas a atribuição de isenção de IMI não é da exclusiva competência das câmaras municipais?".

 

 

 

 

O militante n.o 1 no seu labirinto

por josé simões, em 30.07.17

 

Dickxon Fernando.jpg

 

 

As redes sociais são boas quando usadas pelos avençados do partido do militante n.º 1 para largarem spin, fazerem acções de propaganda e manobras de intoxicação da opinião pública.

As redes sociais são boas para o grupo de comunicação social do militante n.º 1 estar nelas.

As redes sociais são boas para os jornalistas do grupo de comunicação social do militante n.º 1 virem para as redes sociais queixarem-se das redes sociais.

As redes sociais são boas para os órgãos de comunicação social do grupo de comunicação social do militante n.º 1 lucrarem milhões com o clickbait.

As redes sociais são boas para a televisão do militante n.º 1 fazer RT e linkar, de sábado a segunda, notícias saídas no jornal do militante n.º 1.

As redes sociais são boas para o pivô do telejornal noticiar "o movimento nascido nas redes sociais" e o que "o político tal disse nas redes sociais".

As redes sociais são boas, a começar pela "alvorada" dos blogues, porque democratizaram a opinião e, como consequência, a opinião pública deixou de só opinar o que interessava à opinião privada, patrocinadora de fazedores de opinião pagos pelo grupo de comunicação social do militante n.º 1.

 

Redes sociais são usadas para difundir "mentiras e meias verdades"

 

[Imagem]

 

 

 

 

Já se fazia um Congresso dos Jornaleiros

por josé simões, em 27.01.17

 

moleskine.jpg

 

 

Coisa verdadeiramente surpreendente é a condenação do marido de miss Swaps pelo Tribunal da Secção Criminal da Comarca de Lisboa com uma multa 15 euros diários durante oitenta dias [num total de 1 200 euros] e ainda a assumir as custas do processo, por coacção sobre o jornalista e actual director de O Jornal Económico, Filipe Alves, não ter sido notícia de primeira página nem abertura de telejornal, só merecendo uma nota de rodapé, ao pé de As Previsões da Maya, no online do campeão da transparência e da independência do jornalismo face aos poderes instalados, em geral, e ao político, em particular, desde que o particular envolva nomes ligados ao Partido Socialista.

 

Já se fazia um Congresso dos Jornaleiros para debater estas questões.

 

[Imagem]

 

* Jornaleiro

 

 

 

 

O respeitinho é muito bonito

por josé simões, em 18.01.17

 

25 abril.jpg

 

 

Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condena Portugal por violação da liberdade de expressão. Outra vez

 

 

 

 

Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 17.01.17

 

kennedy.jpg

 

 

Num país que não lê jornais [sublinho jornais], qual a razão da preocupação com as linhas editoriais e com a orientação política dos comentadeiros com lugar cativo, se quem os lê já está doutrinado e já sabe ao que vai?


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Mau jornalismo

por josé simões, em 07.11.16

 

Austin Kleon.jpg

 

 

Escrevem hoje o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias em parangonas de primeira página, respectivamente, que "Seis pontes e cinco fins de semana alargados ameaçam produtividade" e que "Patrões queixam-se de perdas de produção. Feriados no próximo ano vão permitir cinco fins de semana alargados". Como não há almoços grátis o que nos privado equivale a que quem quiser fazer pontes ou fins-de-semana alargados tem de para esse efeito usar dias de férias e ainda assim negociado com a entidade patronal com bastante antecedência, vulgo no final do ano anterior que é quando são marcadas as férias do ano seguinte, e ainda assim dependendo do serviço e não podendo pôr em causa o normal funcionamento da empresa, o que quer dizer que mesmo que o trabalhador queira a tal da ponte há sempre um "mas" a considerar; que até empresas como a Autoeuropa e a Visteon Corporation , por exemplo, que não são propriamente mercearias de bairro, no princípio de cada ano fazem chegar às empresas fornecedoras e/ ou associadas e/ ou que trabalham em função de, um calendário onde constam todas as férias, paragens, pontes e fins-de-semana prolongados programados, por forma a não haver a tal da quebra de produção e a ameaça à produtividade com que o Diário de Notícias e o Jornal de Notícias fazem as grandes parangonas, ou isto é jornalismo de encomenda para patrões do princípio do séc. XX que no séc. XXI cheios de cagança ostentam "empresário" antes do nome, ou isto é jornalismo ideologicamente capturado pela direita radical dos baixos salários e da precariedade como modelo, ou isto é só mau jornalismo, ou isto é todas as três hipóteses numa mistura de merda, literalmente.


[Imagem]