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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os papagaios repetidores de spin da direita radical

por josé simões, em 17.10.18

 

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"Anda tudo doido!". "É partidarizar o Governo!" [sendo que desta ninguém se riu]. "Não tem experiência!". A comunicação social capturada ou os repetidores de spin da direita radical, sem sequer pararem para pensar quantos secretários de Estado e ministros desde que há democracia em Portugal chegaram ao cargo com um currículo de experiência atrás de si [até nem dá trabalho, está aqui tudo na net para consulta e de borla], todos de microfone esticado na porta da tomada de posse "Senhor primeiro-ministro! senhor primeiro-ministro! não nos quer explicar a nomeação do secretário de Estado da Energia?". "João Galamba!", João Galamba!", não nos quer falar sobre a sua nova função?".

 

Depois queixam-se e fazem congressos de jornalismo.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 15.10.18

 

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Onde é que já se viu um partido político no Governo partidarizar um ministério ou, vá lá, uma secretaria de Estado?

 

Rui Rio fala numa "certa partidarização da pasta da Energia" a propósito da nomeação de João Galamba secretário de Estado. "Onde é que já se viu?"

 

[Imagem]

 

 

 

 

Uma pedra da calçada na mão esquerda

por josé simões, em 28.06.18

 

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Quando nos 80's estive a dar recruta em Santa Margarida [por curiosidade e só por curiosidade nos 80's invocados] usávamos uma técnica para ensinar o lado esquerdo/ direito aos que nas aulas de Ordem Unida perante o grito de "esquerda volver!" ou "direita volver!" seguiam a marchar ou a marcar passo para o lado oposto ao ordenado: era uma pedra na mão em questão até aprenderem o "azimute".

 

João Galamba: Este é o acordo de concertação mais à esquerda desde os anos 80

 

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E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas? Capítulo II

por josé simões, em 29.03.18

 

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A propósito do post "E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?" diz-me o João Galamba no Twitter que "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são". Pois bem, que seja. E então já que não há retorno do dinheiro do contribuinte, enterrado a fundo perdido num banco privado propriedade de um fundo abutre a quem o Estado pagou para ficar com o banco, porque é que não ficámos, nós, o Estado, o contribuinte, com ele como pretendiam Bloco de Esquerda e PCP?  Se era para ter prejuízo era preferível ficar com o banco do que pagar para o vender, certo? Ou nem por isso quando o medo e o respeitinho é muito bonito é condição para não invocar o interesse nacional e bater o pé a Bruxelas.

 

Se "O retorno é sobre o investimento no banco que é do Estado, não nos bancos que não são", ler a Caixa Geral de Depósitos, e uma vez que o dinheiro não se evapora de dentro dos cofres dos bancos, por que razão ou razões, o Estado, o dinheiro dos contribuintes, nós todos, os accionistas do banco do Estado, os tais que segundo o ministro Mário Centeno vão investir na mira do retorno, não podemos saber para onde é que foi o dinheiro que estava na Caixa e deixou de estar, para os bolsos de quem, e quem é que autorizou que o dinheiro passasse de um lado para o outro?

 

E se fossem gozar com quem vos talhou as orelhas?

 

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O Pátio dos Impostos

por josé simões, em 02.08.16

 

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Que uma casa no Chiado não vale o mesmo que uma casa em Chelas já toda a gente sabe, há muitos anos até, foi por isso que começou a haver barracas em Chelas, no tempo em que as pessoas que podiam comprar uma casa iam morar para Santo António dos Cavaleiros, que morar no Chiado era uma coisa dos filmes com o António Silva e o Vasco Santana e, vendo as coisas pela positiva, até foi bom que assim acontecesse porque esteve na origem de uma quantidade de profissões e na criação duma quantidade de empregos dedicados ao estudo sociológico e psicológico e analógico e patológico e "insertor" social dessa nova espécie humana que vivia nos subúrbios e nos subúrbios dos subúrbios, para chegarem, todos, os sociólogos e os psicólogos e os analistas e os assistentes, ao mesmo tempo à mesma conclusão, que as pessoas não viviam no centro de Lisboa porque os preços eram incomportáveis, exactamente como começou o post e o que esteve por detrás da ida das pessoas acampar campismo selvagem para Chelas e deprimir para Santo António dos Cavaleiros e inaugurar uma quantidade de esquadras de polícia, o que só vem dar razão à teoria marxista de que o crime faz a sociedade andar para a frente, podiam era ter poupado uma quantidade de anos de trabalho e de investigação se perguntassem directamente às pessoas "olhe, o senhor, fachavor, porque é que veio armar uma barraca em Chelas?", "olhe, fachavor, a senhora, porque é que veio com os seus dois filhos para uma T3 numa torre com 9 andares com frente, esquerdo e direito e com a casa da porteira alugada a um casal cabo-verdiano com sete filhos?".


Agora que em Chelas, no lugar onde dantes haviam barracas, há habitação e não uma habitação qualquer mas habitação a apanhar sol todas horas que o dito está no ar e com uma vista maravilhosa para o Tejo e para as duas pontes, é taxar o conforto de Chelas que espaço para construir barracas é o que para aí não falta. E nem sei se estão a ver isto transposto para o Rio de Janeiro, favela acima, é sempre a subir o IMI, ainda mais força ganha a canção do Gabriel, O Pensador, "eu queria morar numa favela".


Esquerda impostora, de invenção de impostos e também de patranheira e embusteira, era só o que faltava e vem mesmo a calhar para a direita impostora fazer esquecer a direita impostora. E já nem é anedota o "qualquer dia até o ar que respiramos paga imposto", é caso mesmo sério, já ninguém se ri, a começar pelos que optaram morar no campo pelo preço das casas e pela qualidade de vida.


[Na imagem Favela da Mangueira, Rio de Janeiro]

 

 

 

 

||| Na se pode chamar fascistas aos fascistas porque os fascistas ficam ofendidos

por josé simões, em 05.12.13

 

 

 

Na imagem, e no lugar do "Desculpe, essa página não existe!", devia estar um lamento por o deputado João Galamba não ter sido uma das vítimas mortais do massacre de 22 de Julho de 2011 na ilha de Utoya, onde 68 jovens do Partido Trabalhista Norueguês foram executados pelo activista de extrema-direita e fundamentalista cristão Anders Behring Breivik. Devia estar mas não está porque foi apagado.

 

Um lamento de @manuelparreira, no Twitter, posteriormente captado pela bloga da direita-liberal-neoliberal-tirar-o-peso-do-Estado-da-economia-contra-os-canhões-privatizar-privatizar e que já foi maoísta-revolucionária-controlo-operário-e-a-terra-a-quem-a-trabalha, e apresentado ao mundo como Vítor Cunha, o "grande educador" do tuita [podem tirar uma pessoa do maoísmo tirar o maoísmo da pessoa é que são elas] e "mestre" do sarcasmo, a ocupar o lugar que lhe é devido ao lado de personagens da intervenção política, não menos educadores e não menos mestres, como Helena Matos, José Manuel Fernandes ou o deputado da Nova Democracia Carlos Abreu Amorim.

 

A direita que entra em estado de choque e desata a rasgar as vestes e arrancar cabelos por haver quem não ache que Jaime Neves, Maria José Nogueira Pinto, António Borges, ou o cónego Melo, assim de repente estes, sejam dignos de elegias fúnebres e odes post mortem e sinos a repique e os anjos nos céus a bater as asinhas, pela sua mui grande personalidade e vulto e serviços à pátria, a direita que não teve tento na língua e chamou de tudo menos pai a Álvaro Cunhal e José Saramago, estes dois assim de repente, só se salvando Miguel Portas e por respeito à família do chefe, e lamenta que alguém não tenha sido executado, a sangue frio e com um tiro na nuca, só porque pensa de maneira diferente.

 

Como escreveu João Miguel Tavares nas páginas do Correio da Manha [sem til], outro na pole position para reforçar o blog da bovinidade, "demasiados homens de esquerda olham para demasiados homens de direita como inimigos a abater". Pois.

 

Fascistas sim, apesar de não se poder chamar fascistas aos fascistas porque os fascistas ficam ofendidos, não por serem fascistas mas por serem cobardes. Na Brigada Helena.

 

 

 

 

 

|| Contas à FMI

por josé simões, em 09.10.13