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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

O nosso, deles, homem em Belém

por josé simões, em 05.12.25

 

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Cotrim liberal, na exacta proporção em que amuou com a SIC, que não ligou a ponta de um corno ao assunto, anda todo excitado com uma sondagem do jornal... Sol, onde aparece sentado na mesa dos crescidos na candidatura à presidência. Leram bem, jornal Sol.

Já têm os patrões nos sindicatos, a UGT, sim, a lei laboral que se cozinha é tão má que até estes tinham de fazer alguma coisa à réstia de credibilidade que têm no mundo laboral; Já temos os patrões no Governo, Maria do Rosário Palma Ramalho, alegadamente ministra do Trabalho; estão mortinhos por terem um patrão em Belém.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A figurinha de um candidato "independente"

por josé simões, em 25.11.25

 

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Ilusionistas liberais, que aplaudiram a venda da EDP e da REN ao comité central do Partido Comunista Chinês, preocupados, muuuuuito, com os crimes ambientais e a violação dos direitos humanos na China. É esta a figurinha de um candidato "independente" que quer à força meter-se no meio dos outros três.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Ninguém leu a puta da acta

por josé simões, em 20.05.24

 

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E, numa manobra circense de distracção, quase, quase, quase no final do debate, João Oliveira diz que a solução para a guerra e para a paz e para a prosperidade e para o sol brilhar para todos nós, "está aqui", brandido para João Cotrim de Figueiredo uma papeleta que se supõe ser a Acta Final de Helsínquia. E o que é que diz a Acta Final de Helsínquia? Consagra o "respeito pela igualdade e individualidade soberana de cada Estado; o respeito por todos os direitos inerentes à sua soberania, incluindo o direito de cada Estado à igualdade jurídica, à integridade territorial e à liberdade e independência política [coisa que a Rússia não reconhece à Ucrânia]; o direito de cada Estado de definir e conduzir como desejar suas relações com outros Estados de acordo com o direito internacional; o direito de pertencer ou não a organizações internacionais, de ser ou não não ser parte de tratados bilaterais ou multilaterais, incluindo o direito de ser ou não ser parte de tratados de aliança, o direito à neutralidade". E assim cai por terra toda a justificação putinista do PCP para a invasão da Ucrânia pela Rússia por causa da "intensificação da escalada belicistas dos Estados Unidos, da NATO, e da União Europeia". Como toda a gente embatucou e o candidato do PCP passou por grande pacifista, ao contrário de todos os outros, a conclusão a tirar é que ninguém leu a puta da acta, a começar pelo "pacifista" João Oliveira.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Avaliar-se melhor que os comentadores

por josé simões, em 17.05.24

 

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Disse João Cotrim de Figueiredo, em entrevista no telejornal que era do Mário Crespo na televisão do militante.º 1, que se avalia melhor que os comentadores que nos pós debate gastam meia hora para avaliar o que ele disse em 10 minutos. Ele e a generalidade dos espectadores que vêm o debate pelo debate e não como uma luta de galos onde ganha quem interromper mais, quem fizer mais barulho, quem usar a linguagem corporal para invadir o espaço do oponente, veja-se Sebastião Bugalho, a abrir os braços sem cerimónias, quase a tocar fisicamente Francisco Paupério, candidato pelo Livre, sem respeito por ninguém naquela mesa. Só que uma vitória atribuída a Cotrim de Figueiredo num painel enviesado, e escolhido a dedo para ser enviesado, era uma impossibilidade já antes de haver debate, e era mais que uma derrota de Sebastião Bugalho, era a derrota da coligação PSD-CDS, o pavor da direita velha, o desmontar da mediocridade Bugalho e da mediocridade que o promove.

 

Insuspeito eu de ser ilusionista liberal ou votar sequer no senhor João.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Uma mentira mil vezes repetida

por josé simões, em 06.02.22

 

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A progressividade fiscal está a empurrar os nossos qualificados para fora

 

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Deu para tudo

por josé simões, em 18.01.22

 

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Deu para António Costa finalmente proferir as palavras proibidas feitas palavrinhas mágicas: "maioria absoluta";

 

Deu para Rui Rio aparecer de gravatinha cor de fralda de bebé mudada, qualquer que se a a mensagem subliminar;

 

Deu para Catarina Martins explicar ao moderador, Carlos Daniel, o que está em causa e o que vai ser votado dia 30;

 

Deu para António Costa começar ao ataque, que é como quem diz à mentira, com "a alternativa à maioria absoluta ser crise atrás de crise e eleições de 2 em 2 anos" apagando em directo e a cores os anos entre 2015 e 2018, qual Estaline de tesoura em riste a cortar fotografias com o Trotsky;

 

Deu para Chicão, nascido em 29 de Setembro de 1988, recuperar a memória do sofrimento que foram os anos do PREC;

 

Deu para Ventura, líder de um albergue de neo nazis e fascistas saudosos de Salazar, invocar os países que nos ultrapassaram na União Europeia, os de leste que nos idos do matacão de Santa Comba tinham homens no espaço enquanto nós tínhamos uma autoestrada de Lisboa ao Casal do Marco, as estradas pejadas de carroças puxadas a burros e demorávamos 5 horas a chegar ao Algarve;

 

Deu para João Oliveira esfregar na cara de António Costa que os ganhos que exibe como trunfo para uma maioria absoluta só foram possíveis porque o PCP se chegou à frente, caso contrário tínhamos gramado com mais 4 anos de Governo da troika, com o PS a abanar a cabeça na bancada como os cães de feira que nos 70s se usavam na parte de trás dos carros;

Deu para Cotrim de Figueiredo dizer que acreditava no Pai Natal com as pessoas que sobem na vida a trabalhar;

 

Deu para Rui Rio afirmar que já reduziu despesa pública em empresas privadas;

 

Deu para Ventura recuperar a bisca das "fundações e organismos que absorvem recursos do Estado" lançada pelo Criador, Passos Coelho, nos anos do Governo da troika;

 

Deu para Rui Rio, líder de um partido que há 40 anos não faz outra coisa que desinvestir e retirar competências ao Serviço Nacional de Saúde, dizer que o SNS está em falência, depois de ter passado os debates anteriores a dizer que há funcionários públicos a mais;

 

Deu para Cotrim de Figueiredo passar todo o santo debate a dizer que António Costa não respondia às questões enquanto ele próprio ganhava o cognome de O Ilusionista por causa dos truques para fugir à questão flat tax;

 

Deu para Rui Tavares vestir a fatiota de Cotrim de Figueiredo e explicar aos telespectadores que com a taxa chata do Ilusão Liberal quem fica a ganhar são os mais ricos, para rombo nos cofres do Estado que asseguram serviços públicos gratuitos e universais;

 

Deu para Ventura voltar à carga com "o país em que metade trabalha para outra metade que não quer fazer nada" e "um país outro todos roubam e ninguém vai para a prisão", precisamente no dia em que se soube que a agremiação de bandalhos a que preside vai ser despejada da sua sede em Évora por não pagar a renda da casa há 8 meses;

 

Deu para António Costa fazer autocrítica: "o que faltou foi vontade política para viabilizar o Orçamento do Estado";

 

Deu para Chicão falar em três banca rotas desde 1995 apesar de nem uma ter havido e a que podia ter acontecido foi evitada;

 

Deu para tudo, só não deu para Carlos Daniel aprender que moderar um debate é como no futebol, o melhor em campo é o árbitro quando no fim dos 90 minutos ninguém deu por ele. Tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, vox pop.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 13.01.22

 

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Liberais, defensores da deslocalização de fábricas e empresas da Europa e América do Norte para África e Sudeste Asiático como forma de fugir à protecção ambiental, regulação laboral, baixar custos do trabalho e aumentar a mais-valia ao accionista, que "é nos países menos desenvolvidos que há as maiores catástrofes ambientais e os maiores desequilíbrios ambientais". O circo nunca acaba.

 

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Para o infinito e mais além

por josé simões, em 12.01.22

 

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Onde é que para o "crescimento económico"? O que é que fica do "crescimento económico" depois das migalhas caídas? As perguntas que nunca são feitas em nenhum debate. Dito de outra forma, os do crescimento económico a perder de vista, o nirvana do ilusão Liberal, quando morrerem são as pessoas mais ricas do cemitério, esta é a verdade. Depois da predação do planeta e da destruição da qualidade de vida das pouplações não fica mais nada, o resto são tretas para enrolar totós com conversa.

 

 

 

 

Ao balcão da taberna

por josé simões, em 11.01.22

 

Antiga Taberna do Luciano, na Rua Ladislau Parreir

 

 

João Cotrim de Figueiredo diz que os jovens emigram não só pelos baixos salários mas também por causa dos escalões de IRS. Rui Rio acena com a cabeça em sinal de concordância. João Adelino Faria, quieto e mudo, aprende.

 

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O focus group é tramado

por josé simões, em 10.01.22

 

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Depois de uma semana de mobilização do exército de trolls ilusionistas liberais no Twitter e no Facebook em defesa de um curso universitário pago com recurso a empréstimo bancário a 30 anos, João Cotrim de Figueiredo deixa cair a ideia no debate com o salazarinho retardado. Afinal, quando a esmagadora maioria dos apoiantes e eleitores do partido RGA [Reunião Geral de Alunos] estão a terminar o secundário ou andam numa universidade, não era muito inteligente desatar aos tiros para os próprios pés. Também o saudoso Pedro Passos Coelho, pai desta gente toda, quando percebeu os anti-corpos criados arrumou a revisão constitucional do Paulo Teixeira Pinto no fundo de uma gaveta.

 

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Não olhem para cima

por josé simões, em 09.01.22

 

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João Cotrim de Figueiredo, no debate com Inês Sousa Real, a dizer que há que defender o planeta mas não a qualquer custo;

António Costa, no debate com Inês Sousa Real, candidamente a escudar-se atrás de uma lei que deixa o estudo de impacto ambiental a cargo da empresa interessada no projecto mineiro, para o caso.

 

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O silêncio também fala

por josé simões, em 04.10.21

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 12.09.21

 

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João Cotrim de Figueiredo, líder do Ilusão Liberal, o partido da taxa única de IRS:

 

OE2022: IL acusa Costa de “aproveitamento eleitoral” devido a alterações no IRS

 

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Vá para fora cá dentro

por josé simões, em 25.06.20

 

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Iniciativa Liberal propõe substituir dias de férias por trabalho com remuneração acrescida

 

O rico vai de férias porque se pode dar ao luxo, o pobre trabalha as férias para compensar o fraco ordenado, que não dá para luxos e o direito ao descanso e ao lazer é um luxo dos ricos. Não é um aumento da remuneração que se propõe, é trabalhar o descanso. A seguir propõe-se trabalhar um dos dias da folga semanal, que o aumento das horas no banco já vem no pacote e é substancialmente diferente de aumentar o preço da hora a depositar no banco, na conta do empregado no final do mês. E assim se poupam postos de trabalho e encargos com a Segurança Social. Depois, uns mais desgraçados e a passar por dificuldades, trabalham as férias e fazem as horas extra e o patrão, benemérito, pergunta "então os outros fazem e tu não?". E está no seu direito de perguntar e que ninguém veja isto como coacção sobre o trabalhador,  honi soit qui mal y pense. Quem é amigo do patrão, do trabalhador, do colaborador, quem é?

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 08.06.20

 

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"Se substituirmos as palavras negro, ou cigano ou outra minoria, por investidor privado ou investidor bolsista, é arrepiantemente próximo da discriminação e do ódio que aqui ambos queremos condenar", João Cotrim de Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberal, no debate quinzenal parlamentar.