"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
De um lado Trump, do outro Putin, do outro Erdogan, pelo meio o Brexit e os novos fascismos que, aqui e ali, vão nascendo na Europa, em Itália, na Polónia, na Hungria de Órban, com assento no Parlamento Europeu na mesma bancada do PSD e do CDS, a do PPE. E estamos entregues a isto...
Jean-Claude Juncker que, enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo,foi o responsável pelo que ficou conhecido como escândalo Lux Leaks, aconselha os italianos a "mais trabalho, menos corrupção e seriedade". Não ter a puta da vergonha na cara é isto.
O Conselho de Estado inconstitucional presidido por um Professor catedrático de Direito e com a presença daquele senhor com nome de esquentador alemão decorreu com o Francês como língua oficial ou foi com tradução simultânea?
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
PARTE III Organização do poder político
TÍTULO II Presidente da República
CAPÍTULO III Conselho de Estado
Artigo 141.º Definição
O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República.
Artigo 142.º Composição
O Conselho de Estado é presidido pelo Presidente da República e composto pelos seguintes membros:
Como se a questão não fosse o privilégio que Durão Barroso teve em ser presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse o conhecimento privilegiado adquirido por Durão Barroso enquanto presidente da Comissão Europeia; como se a questão não fosse a agenda de contactos metodicamente preenchida por Durão Barroso presidente da Comissão Europeia.
Durão Barroso vai tornar-se no primeiro ex-presidente da Comissão Europeia a ver retirados os chamados "privilégios de passadeira vermelha" por Bruxelas, na sequência do cargo que ocupa na Goldman Sachs [...]
Com Jean-Claude Juncker presidente da Comissão Europeia começa hoje no Luxemburgo o julgamento do jornalista francês e de dois ex-auditores da PricewaterhouseCoopers por terem passado ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação documentos que provam um esquema de fuga aos impostos por grandes empresas conhecido como LuxLeaks.
Eu sou muito patriota, muito muito muito, e muito respeitador, muito muito muito, e não recebo lições de ninguém, de ninguém de ninguém de ninguém, nem com um desenho, apesar de 5 – cinco – 5 meses depois das eleições continuar sem perceber o que aconteceu no dia 4 de Outubro do Ano da Graça de 2015. E, como não percebo, não percebo não percebo não percebo, apareço muito aflito, muito aflito muito aflito muito aflito, a dar a notícia em primeiríssima mão em Bruxelas, que eles não sabiam e as novas levam tempo a chegar, que o Governo português é apoiado por duas forças da esquerda radical, uma delas claramente anti-europeia – o PCP, e a outra – o Bloco, com concepções económicas incompatíveis com a economia social de mercado que está na base da União Europeia tal como a conhecemos, ao invés de me dedicar a estudar o sistema parlamentar constitucional português e tentar perceber porque é que o povo – os eleitores, os cidadãos, as pessoas anónimas, os que não escrevem nos jornais nem são pagos para dar bitaites em programas de televisão, depois de 4 – quatro – 4 anos Governo do meu partido, PSD – europeísta convicto, em coligação com um partido com concepções compatíveis com a economia de mercado – o CDS, sob a batuta da Europa do Partido Popular Europeu a que pertenço, decidiram com o seu voto, em eleições livres e democráticas, "engordar" as bancadas parlamentares dessas duas forças políticas, "anti-europeias" e "anti-economia social de mercado", se bem que nem eu saiba o que é que o "social" ali faz, mas que fica bem a enfeitar, fica, e ainda soa melhor quando dito. Esta é a versão bondosa que se espalha ao comprido na própria semântica e argumentação, já que continuo sem respeito nenhum, nenhum nenhum nenhum, pelo país, nem pelos cidadãos nem por quem, com o seu voto, decidiram colocar à frente do destino do país. Ai custa, custa, Dr. Rangel!
E vai ser assim até ao dia 4 de Outubro de 2015, Cavaco Silva, o Presidente de facção, a intervir diária e despudoradamente na campanha eleitoral em defesa do Governo do seu partido, o PSD.
Pôr os interesses partidários e os interesses das rémoras carreiristas político-partidárias à frente dos interesses de Portugal, dos portugueses e da Europa, que se quer próspera e unida. E que se lixem as eleições.
Jean-Claude Juncker não quer saber do Governo grego para nada porque está é preocupado, bué, com o povo grego, em particular com a parte mais pobre da população, depois do Governo grego ter proposto cortar no orçamento da Defesa em vez de cortar nas pensões mais baixas, as auferidas pela parte mais pobre da população, aquela parte que preocupa Jean-Claude Juncker, que preside à Comissão Europeia, que baixou as as orelhas e meteu o rabinho entre as pernas perante a nega do FMI à proposta do Governo grego, de que Jean-Claude Juncker não quer saber para nada, e depois do relatório do FMI a dar conta da descoberta da pólvora do século XXI, que o aumento das desiguladades é prejudicial à economia e que se a parte do rendimento dos 20% mais ricos aumenta, então o crescimento do PIB diminui no médio prazo" e que "um aumento da parte do rendimento detida pelos 20% mais pobres está a associado a um crescimento do PIB mais elevado", que a Grécia precisa para honrar os seus compromissos com o FMI e para continuar a pagar as pensões mais baixas.
Sabem a quela imagem do cão a correr em círculos a tentar morder o rabo?
Para quem o governo grego nunca é "o governo grego" mas "o governo do Syriza", se calhar por lhe parecer estranho que alguém se proponha levar a cabo como governo o que prometeu durante a campanha eleitoral enquanto partido, também "a dignidade dos portugueses não ter sido atingida" não devia ser confundido com "a dignidade dos portugueses" mas antes com a falta de coluna vertebral dele próprio, Pedro Passos Coelho, enquanto líder do maior partido da oposição eleito [com um programa de mentiras] primeiro-ministro, [subserviente ao estrangeiro e às corporações], ao partido a que preside e que o suporta no Parlamento, ao seu vice no Governo, Paulo Portas, e ao grupo de escudeiros que o segue com nome de partido, o CDS, não necessariamente por esta ordem.