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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| "Ninguém está acima da Lei"

por josé simões, em 03.04.14

 

 

 

O infeliz, porque injustiçado, Jardim Gonçalves:

 

«O advogado de Jardim Gonçalves, Manuel Magalhães e Silva, confirmou a decisão de arquivamento. Em declarações ao Expresso, afirmou que Jardim Gonçalves "lamenta que o processo tenha sido dado por concluído desta forma. Lamenta ainda a falta de capacidade revelada pelo Banco de Portugal, para que este caso não tenha sido efectivamente julgado de forma definitiva em tempo útil

 

E agora a suspeição vai ficar a pairar, como um nuvem sempre a chover por cima dele, para todo o sempre, até ao fim dos dias da sua vida.

 

Três semanas depois de o infeliz, porque injustiçado, Jardim Gonçalves ter sido impedido de provar a sua inocência na barra do tribunal:

 

«O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, reconheceu nesta quinta-feira que existe a possibilidade de prescrição total do processo contra-ordenacional contra antigos administradores do BCP, criticando os esforços da defesa para arrastar o processo.

 

"Se tal acontecer, é grave", salientou aos deputados Carlos Tavares, apontando para os "expedientes dilatórios" criados pelos advogados de defesa dos arguidos para prolongar o processo interposto pela CMVM contra ex-gestores do BCP nos tribunais.»

 

Mas podemos todos dormir descansados porque "acabou o tempo em que havia impunidade":

 

«Um padeiro foi condenado pelo Tribunal de Vila Nova de Gaia por ter roubado 70 cêntimos ao patrão. O homem, de 54 anos, que nega o furto, não foi despedido por ser considerado bom funcionário.»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| "Acabou o tempo da impunidade" [*]

por josé simões, em 16.03.14

 

 

 

O líder, actual, do partido que tem quase tantos anos de democracia quantos os anos de União Nacional faz-se de surpreendido por o cidadão comum do tempo da União Nacional continuar a ser o cidadão comum no tempo da democracia e por o cidadão da União Nacional continuar a ser o cidadão da União Nacional, convertido à democracia, no partido que tem quase tantos anos de democracia quantos os anos de União Nacional. São "acidentes", os privilégios. Ter sido nas Caldas foi uma homenagem à tentativa de golpe de Estado de 16 de Março de 1974.

 

[Imagem]

 

"Ninguém está acima da Lei" [*]

 

 

 

 

 

 

|| A gente também vê filmes amaricanos no cinema e séries amaricanas no AXN

por josé simões, em 08.10.11

 

 

 

Aliás, a gente não faz mais nada que ver filmes e séries passados em tribunais.

Segundo nos é dado a perceber as provas não são forjadas nem falsificadas, o que lá consta não é mentira, simplesmente as provas foram obtidas de forma ilegal.

 

Estou satisfeito pois foi feita justiça, nomeadamente na parte que me diz respeito” […] “Sofri quase quatro anos de uma forma totalmente injusta”. […]

“a justiça foi feita

 

Parafraseando o Vasco Santana: “Compreendi-te!”

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Um país de brincar

por josé simões, em 08.06.10

 

 

 

O senhor, caso raro em todo o mundo, recebe de reforma 3 vezes mais do que o que recebia quando estava no activo e ainda apresenta as facturas da Via Verde, do carro novo, da segurança pessoal e (um graaaaande) etc. à ex-entidade empregadora. A reforma auferida pelo senhor dava para pagar o salário mensal de 17 – dezassete – 17 Presidentes da República. O senhor foi inibido pelo Banco de Portugal de exercer qualquer tipo de actividade bancária durante 9 anos. O senhor foi convidado, e marcou presença, na tomada de posse de Carlos Tavares, o novo Governador do Banco de Portugal. Este país é para levar a sério?

 

(Imagem Tacky Raccoons)

 

 

Ser de "boas contas"

por josé simões, em 23.10.07

Parece que finalmente Jardim Gonçalves ganhou alguma vergonha na cara – não muita senão também se tinha demitido – e resolveu pagar a dívida do filhote. É sempre saudável saber, que num país em que as desigualdades sociais são cada vez maiores, assim como cada vez maior é o fosso entre ricos e pobres, e que estes últimos não param de aumentar sendo até motivo de vergonha para o Presidente, que há alguém que dispõe assim de 12 milhões do pé para a mão.
 
Agora o que todos gostávamos de saber era em que modalidade é que foi efectuado o pagamento. Foi em cash? Foi em géneros? Foi por transferência bancária? Foi através de cheque? Ou há por aqui outra “barriga emprestada”, e o banco de que Jardim Gonçalves é presidente concedeu-lhe um empréstimo para o pagamento da dívida?
 
Provérbio do dia é made in Setúbal: “Quem não tem dinheiro paga com o corpo”.
 
Nota da redacção: Não todos…
 
(Foto via Le Soir)

Tementes a Deus

por josé simões, em 17.10.07

 

O “moço de recados” dos banqueiros portugueses, João Salgueiro, vem dizer “no passa nada!” e com ar cândido diz ser tudo uma “campanha de informação e desinformação”. Pois. Assim como aquela coisa dos arredondamentos nas taxas de juro, mais a taxa de utilização dos cartões Multibanco, e, agora, a contagem dos dias para efeitos de empréstimos: quando toca ao banco receber são 360, os dias do ano; quando é o banco a pagar a coisa pia mais fino, porque com o dinheiro dos accionistas não se brinca, e o ano como por artes mágicas passa a ter 365 dias. Não se terem lembrado que existem anos bissextos é que me dá que pensar… Em suma: tudo campanhas de desinformação.
 
No entretanto, o outro, o dois em um, porque consegue juntar na mesma pessoa dois anúncios de bancos diferentes: tem um pai rico e é dono do seu próprio banco, por via das mesmas artes mágicas que conseguem aumentar ou diminuir os dias do ano, vê uma dívida de 12 milhões de euros desaparecer. E essa é que é essa!
 
Eu que de bancos não percebo nada que vá além de conferir o saldo que me é enviado pelo correio, aprendi esta semana uma coisa; há uma Lei que proíbe este tipo de empréstimos e, mesmo seguindo uma determinada linha de raciocínio que ultimamente tenho lido por aqui e por ali; de que estamos a falar de uma instituição privada e só aos accionistas o banco deve prestar esclarecimentos, não iliba Jardim Gonçalves ética e moralmente perante a opinião pública. Quando se tem conhecimento que 500 trabalhadores da Maconde não recebem os seus salários desde Setembro devido ao passivo de 32 milhões de euros da empresa, e o respectivo plano de recuperação andar a ser empatado por um dos bancos detentor de 70% dos créditos – o BCP.
 
Safa-se um por 12 milhões. Que se danem 500 e respectivas famílias por 70% de 32 milhões. E o homem é católico, apostólico romano, temente a Deus e membro da Opus Dei…
 
(Foto via Le Soir)