"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Estamos todos contentes por termos um campeão do mundo nos 1500 metros, não se fala noutra coisa. Depois vamos todos votar no PSD e no partido da taberna, aqueles dois que cozinharam uma lei da nacionalidade que a estar em vigor não tínhamos campeão do mundo nos 1500 metros coisíssima nenhuma.
[Marrocos só produz pateras e haxixe, toda a gente sabe disso]
Ver e ouvir o Presidente da República dizer publicamente, e com a maior das naturalidades, que foi preciso meter uma cunha para que o português infectado no Japão passasse à frente na lista de espera, como qualquer português que se preze tenta fazer em tudo o que meta lista de espera, da escola para os filhos à consulta no centro de saúde passando pelo centro de dia para o pai ou a mãe, porque manhosos são os ciganos que usam estratagemas para passar à frente na fila do supermercado, como é por todos sabido, nada como a proposta do CDS de pagar para passar à frente na lista de espera para quem não estudou o suficiente para atingir a média para entrar na universidade, onde são raros os ciganos, cruzes canhoto.
Marcelo da cunha e a vertigem mediática ou Marcelo calado é um poeta.
«Quand je parle, je pleure. Quand je vois mes photos, je pleure. Je n’ai plus de larmes à force de pleurer. Elles ont toutes séché. Là, vous me voyez en train de rire parce que je vais un peu mieux. Mais je ne peux pas rentrer chez moi, à cause de la radioactivité».
Até adoptar princípios éticos onde uma mentira, uma trafulhice, uma desonestidade, uma falha de um político ser encarado como um estigma que desaba não só sobre ele como sobre toda a sua família, ao ponto de o levar a pôr termo à vida?