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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Os maquinistas do funcionamento da democracia

por josé simões, em 11.02.20

 

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Quando a extrema-direita, com ligações a bandos nazis, ganhou as eleições na Holanda, na Finlândia, na Áustria, por exemplo, o Facebook e o Twitter encheram-se com o "foi a democracia a funcionar", vejam lá se querem fazer eleições até o povo decidir aquilo que vocês querem que decida.

O Sinn Féin [o braço político do IRA ou o IRA o braço armado do Sinn Féin] ganha na Irlanda e os "maquinistas do funcionamento da democracia" enxameiam as redes com um "é prova da fraca memória da sociedade" e um perigo para a Europa, os ignorantes bebedores de Guinness vão-se dar mal com o socialismo e o esquerdismo, depois não digam que não foram avisados. Assim se desvia o foco do porquê da vitória dos "terroristas" no paraíso do liberalismo na Europa e do crescimento económico a perder de vista, um exemplo que o partido dos memes e outdoors agitou durante as legislativas, a seguir ao Chile dos confrontos nas ruas com o exército e a polícia, como se Pinochet estivesse vivo e de boa saúde. E se calhar até está.

 

Uma coisa que a gente vai aprendendo com o tempo é a disponibilidade da direita dita democrática para, escudada na desculpa do "funcionamento da democracia", compactuar com totalitarismos e com a ascensão dos fascismos. A qualidade dos "democratas" de direita é deveras surpreendente.

 

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Num McDonald's perto de si

por josé simões, em 31.10.19

 

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"Sundae Bloody Sundae". McDonalds Portugal retira campanha polémica que faz referência ao domingo sangrento

 

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A morte de uma narrativa

por josé simões, em 05.05.19

 

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No tempo em que devíamos ser a Irlanda, amiga do investimento, sem taxas nem taxinhas. No tempo em que taxar era coisa de socialistas. No tempo em que meter os gigantes tecnológicos, Google, Facebook, Twitter, a pagar os media tradicionais era coisa de bolchevique e do fim da liberdade da imprensa tal e qual a conhecemos. No tempo da Irlanda farol do liberalismo na Europa, uma espécie de Enver Hoxha ao contrário. Para mim é uma Guinness, sff.

 

"Fianna Fáil, o partido conservador irlandês, quer avançar com um imposto sobre as receitas de publicidade dos gigantes tecnológicos, como Facebook e Google, de forma a travar a crise que afeta as empresas de media do país."

 

Irlanda quer usar taxa para financiar media

 

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||| ... e a realidaaade!

por josé simões, em 28.01.16

 

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"Um inquérito oficial à crise bancária na Irlanda entre 2008 e 2010, divulgado esta quarta-feira, apurou que o Banco Central Europeu (BCE) permitiu que os contribuintes suportassem uma parte "inapropriada" do seu custo."


"BCE desviou peso da crise na banca da Irlanda dos credores para os contribuintes"

 

 

 

 

||| O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 19.02.15

 

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"Pecámos contra a dignidade dos povos, especialmente na Grécia, em Portugal e também na Irlanda. Eu era presidente do Eurogrupo e pareço estúpido em dizer isto, mas há que retirar lições da história e não repetir os erros"


"A troika é pouco democrática, falta-lhe legitimidade democrática e devemos rever essa questão quando chegar o momento"


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||| Desculpem qualquer coisinha

por josé simões, em 27.06.14

 

 

 

Pela destruição causada por, e contra as opiniões mais avisadas e pela arrogância do "nós é que sabemos", vos termos arrasado o país, pelos mortos e feridos provocados, pelo êxodo de refugiados, por uma geração sem futuro. Desculpem qualquer coisinha, não se volta a repetir, não se fala mais nisso, ok?

 

«FMI diz que afinal teria sido melhor reestruturar a dívida de Portugal»

 

[Imagem de M. S. Corley]

 

 

 

 

 

 

|| Uma certa ideia de Europa

por josé simões, em 28.10.13

 

 

 

Podia ter sido "antes ser português do que cigano", ou "antes ser francês do que muçulmano", ou "antes ser inglês do que preto", ou "antes ser húngaro do que judeu", calhou ser "antes ser celta do que grego", o que vai dar exactamente ao mesmo sítio. É o que temos.

 

[Imagem de Dan Witz]

 

 

 

 

 

 

|| Quando vos vierem falar de mais ajudas à banca

por josé simões, em 26.06.13

 

|| Em dia de São Patrício

por josé simões, em 17.03.13

 

 

 

University College Cork, Ireland - Multitext Project in Irish History

 

 

 

 

 

 

 

|| Orelhas de burro

por josé simões, em 05.03.13

 

 

 

Em vésperas da reunião do Ecofin, ciente das dificuldade em cumprir as metas impostas e consciente das privações impostas aos irlandeses pela política de austeridade, o ministro das Finanças irlandês marca uma posição forte e "estica a corda", de modo a conseguir melhores condições para o seu país, a extensão dos prazos para o reembolso dos empréstimos, numa negociação "à cigano", onde se começa por pedir o impossível para no final conseguir o de justiça.

 

E o que faz Vítor Gaspar, o ministro das Finanças português? Não, não se coloca ao lado do seu homólogo irlandês, numa posição concertada, na sabedoria popular de que a união faz a força. Não. Deixa o parceiro desamparado, vem dizer que é inconcebível, que se trata apenas de uma posição negocial, que Michael Noonan está a fazer bluff, dando a entender que os portugueses aguentam bem mais austeridade e miséria.

 

Um miserável. Orelhas de burro para ele.

 

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|| Entregues à bicharada

por josé simões, em 21.10.12

 

 

 

A união faz a força, é senso comum, aprende-se logo em pequenino, praticamente que se nasce a ouvir dizer isso.

 

Os fascistas estamparam a ideia na bandeira com o facho, o molho de varas –  o poder do povo, unidas em torno do machado – a autoridade do Estado; os comunistas idem, com a foice e o martelo símbolo da união entre os operários e os camponeses e reforçaram a ideia com a máxima "proletários de todo o mundo, povos de nações oprimidas, uni-vos!".

 

As pessoas começam a perceber que não é pela estigmatização do outro, do "nós não somos aquele", qual leproso na Idade Média, que vão conseguir fazer ouvir a sua voz, antes pelo contrário, pelo que aprenderam desde pequeninos, que a união faz a força. E o que faz a elite política, eleita pelo povo para fazer ouvir e valer a voz do povo? Faz nada e ainda atrapalha. Estamos entregues à bicharada.

 

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|| A imagem do país no estrangeiro [Capítulo II]

por josé simões, em 17.09.12

 

 

 

Mais ponto menos vírgula é isto que a dupla formada por Pedro, o homem que dá sempre a cara pelas más notícias, & Paulo, o patriota cativo, reverberados ad nauseam pelos escudeiros de serviço, nos andam a dizer desde o dia 21 de Junho de 2011:

 

«Estamos a trabalhar para melhorar a imagem de Portugal no estrangeiro e recuperar a credibilidade do país junto das instâncias internacionais.»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| Change

por josé simões, em 16.07.11

 

 

 

O ecoponto de Obama e o lobby irlandês:

 

Não somos a Grécia nem Portugal

 

 

 

 

 

|| Tempos que correm. Irlanda

por josé simões, em 22.01.11

 

 

 

 

 

(Via Twitter, de um follower em Dublin)

 

 

 

 

 

 

 

|| «inclusivé pela "justiça comum"»

por josé simões, em 13.01.10

 

 

 

 

Os escudeiros de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo e de todos os Santos que O rodeiam era suposto responderem perante outro tipo de justiça; sei lá, justiça Divina, ou coisa que o valha? Ou seria uma coisa assim à imagem dos tribunais desportivos, e o Vaticano uma espécie de UEFA ou de FIFA?

 

Se o acto foi cometido dentro das paredes da(s) casa(s) do Senhor, respondem perante o Vaticano, se foi aí numa qualquer esquina ou pensão manhosa, respondem perante a "justiça comum".

 

Não sei o que vai na cabeça do senhor cardeal, mas desconfio que o senhor cardeal vive noutro tempo, e “noutro tempo” é no sentido de há muuuuuito tempo.

 

(Na imagem Cláudio e Cláudia, prima comunione, 1961, autor desconhecido)