"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
O que é que resta, em que estado é que está o mundo, qual a qualidade da democracia, os progressos ao nível dos direitos humanos e no respeito pelas diferenças, 15 anos depois da teoria da direita radical do efeito dominó que ia espalhar a democracia por todo o médio oriente e que justificava a invasão de Estados soberanos para derrubar regimes ditatoriais?
Hollande foi ao Iraque dizer às tropas que estão ali porque são pagas para ali estarem, ou noutro sítio qualquer desde que lhes paguem, que afinal estão ali para prevenir o terrorismo em França, mais ou menos a mesma razão invocada por Sarkozy para bombardear a Líbia de Kadafi, criar um mar de mortos no Mediterrâneo a todos os dias da semana e a todos os meses do ano, desestabilizar toda uma região e inventar terrorismo onde ele não existia.
O mesmo argumento usado por W. para bombardear e invadir o Iraque, com as tropas americanas que são pagas para isso e com o trabalho sujo, que nem as tropas americanas que são pagas para fazer o que lhes mandam fazer aceitam fazer, entregue aos mercenários fora-da-lei da Blackwater, acrescentando ao argumento o piedoso neoliberal devaneio do "efeito dominó" de espalhar a democracia a toda à volta depois da queda do ditador Saddam, na realidade e na prática mais um mar de mortos no Mediterrâneo, um mar de mortos em terra, no Iraque, com bombas e ataques suicidas a todos os dias da semana e a todos os meses do ano, e a invenção do ISIS, que em franciu se diz Daesh, e que é a razão para os franceses estarem onde estão, segundo Hollande.
[Depois Paulo Portas foi o primeiro governante ocidental a aterrar em Tripoli, a capital da nova Líbia democrática para negociar um manancial de contratos para as empresas e as exportações portuguesas, o El Dorado no norte de África depois da conquista de Ceuta por D. João I, mas isso são outros quinhentos.]
[Na imagem a primeira página do neo-franquista ABC]
'once the refugees were forced to evacuate to different camps from idomeni, many of those possessions were left behind. trucks came in and loaded these items up to take towards the landfill. i decided to see if we could buy or collect them so they would not be destroyed.'
Perfeito, perfeito teria sido a mãe a enviar as flores à outra mãe. De mulher para mulher, de mãe para mãe, o sofrimento, o amor de mãe, como nas tatuagens, o sofrimento da mãe na sabedoria de Salomão. Calava bem fundo no coração da mãe, nos corações das mães. Mas a cultura e a religião, a cultura moldada pela religião não permite à mulher protagonismos desta natureza. À mulher, depósito de esperma. À mulher-mãe, máquina de fazer filhos. E isto, mais do que uma falha nesta estratégia, em construção pelo embaixador do Iraque em Portugal na tentativa de minimizar estragos por via de um oficioso extra-judicial, mostra uma falta de respeito pela cultura e tradições do país que o acolheu enquanto representante de um Estado estrangeiro, pelo desprezo de nem se dar ao trabalho de ter tentado minimamente perceber como as coisas funcionam, aqui.
«Blair repeatedly says sorry for his conduct and even refers to claims that the invasion was a war 'crime' – while denying he committed one. Blair is asked bluntly in the CNN interview, to be broadcast today: 'Was the Iraq War a mistake? 'He replies: 'I apologise for the fact that the intelligence we received was wrong. 'I also apologise for some of the mistakes in planning and, certainly, our mistake in our understanding of what would happen once you removed the regime.' Challenged that the Iraq War was 'the principal cause' of the rise of Islamic State, he said: 'I think there are elements of truth in that. 'Of course you can't say those of us who removed Saddam in 2003 bear no responsibility for the situation in 2015.'»
«"We went into a war that was catastrophic, that was illegal, that cost us a lot of money, that lost a lot of lives," he added. "The consequences are still played out with migrant deaths in the Mediterranean, refugees all over the region," he said.
«In a sequence of images, some of which are far too brutal to publish, the jihadis are seen with the men on the roof of the building before dropping them to their deaths.
In one chilling shot, a man wearing a blue tracksuit is seen being dangled over the edge of the building by his ankles by a leather-jacketed ISIS jihadi just moments away from letting him fall.
A second shots shows the blindfolded man tumbling through the air in the sitting position with his legs outstretched as he hurtles towards the ground.
Que o neoliberalismo dos neocons [com dezenas de discípulos e de escudeiros por nomeação do Conselho de Ministros instalados em secretarias de Estado e direcções-gerais a ganhar curriculum para futuros voos] também quer criar um homem novo e o homem novo não pode ter passado ou história que o prenda.
«Isis militants have reportedly ransacked Mosul library, burning over a hundred thousand rare manuscripts and documents spanning centuries of human learning.
Initial reports said approximately 8,000 books were destroyed by the extremist group.