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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Definição de "Sociedade Civil"

por josé simões, em 19.12.17

 

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"Sociedade Civil": Grupo de cidadãos anónimos, subsidiados pelo Estado, organizados sob a égide da Igreja Católica em associação/ organização/ instituição constituída para suprir carências das populações em áreas e/ ou zonas onde o Estado se demitiu de chegar, e a actuar sob o manto da opacidade, sem que as contas, como manda a lei, sejam publicadas online para escrutínio dos cidadãos, e sem que o Estado, fiel depositário dos impostos dos cidadãos que financiam as organizações da "sociedade civil",  a tal as obrigue.

 

O [padre Lino Maia] presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) admite que o maior risco do impacto mediático do caso Raríssimas é uma desmobilização da sociedade civil quanto à participação nos projectos do sector social.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A captura

por josé simões, em 18.12.17

 

 

 

No país onde um ex-primeiro-ministro antes de o ser foi porteiro ["O Pedro é que abria as portas todas"] e onde a porta giratória privado-público-privado continua bastante oleada, dá muito jeito ao ex-actual-futuro deputado, ministro, secretário de Estado, fazer uma espécie de voluntariado da elite político-partidária que é o de dar o nome para enfeitar os órgão sociais de clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS, ser visto e fotografado ao lado de personalidades relevantes e mediáticas da dita sociedade civil, que chega onde o Estado se demitiu de chegar. Daí as famosas selfies e fotos que estas raríssimas personagens de clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS usam para enriquecer o portfólio que lhes permite conhecer mais porteiros que lhes abram mais portas que lhes facilitem o acesso ao pote do dinheiro do contribuinte ou que, mais tarde, as façam girar da sociedade civil para o Estado e do Estado para a sociedade civil. Como diria Jaime Pacheco, "é uma faca de dois legumes". Uma faca de dois legumes que mete um ministro prestigiado e competente a fazer figura de papalvo e que mete os partidos da marcha do balão e do "arco da governação" a mexer no assunto com pinças, que é como quem diz, mete o PSD e o CDS a chegarem à frente dois palermas de segunda linha, Clara Marques Mendes e António Carlos Monteiro, respectivamente, dos raros com assento nas bancadas parlamentares sem ligação declarada a clubes, colectividades, associações diversas, Misericórdias e IPSS, com alguma autoridade moral e sem telhados de vidro para abordarem a questão.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Os Donos Disto Tudo

por josé simões, em 11.12.17

 

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Leonor Beleza, António Cunha Vaz, Fernando Ulrich, Isabel Mota, Graça Carvalho, Maria de Belém, Roberto Carneiro, Rui Santos Ivo, Vieira da Silva, Teresa Caeiro, Maria Cavaco Silva. Os Donos Disto Tudo aka a marcha do balão e do "arco da governação" em todo o seu esplendor.

 

Agora a seguir vem o argumento de que não é tudo farinha do mesmo saco, o populismo, que nem todas as IPSS são todas as IPSS, o populismo, que assim qualquer dia não há ninguém válido para ocupar qualquer lugar que seja, o populismo, que estamos a afugentar os melhores, o populismo. Descontando o facto de "os melhores" e "os mais válidos" serem sempre os mesmos, num círculo amiguista que tem o condão de afastar e interditar a participação dos melhores e dos mais válidos,  o populismo é o argumento recorrente para quando as coisas não correm de feição e são ditas na cara, sem floreados nem rococós, de modo a que toda a gente perceba. O que é certo é que na Raríssimas estava o regime todo, as aves raríssimas do famoso "arco da governação", algumas repetentes em tudo o que é organização ou associação, e não é por acaso que as coisas depois acontecem por acaso.

 

[Imagem]

 

 

 

 

"Reforma estrutural"

por josé simões, em 10.12.17

 

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A grande "reforma estrutural" que a 'Geringonça' deixa por fazer é a de moralizar e disciplinar o Estado paralelo ao Estado e subsidiado pelo Estado, a indústria da engorda à custa da desgraça alheia sob a capa do mui nobre argumento de que o Estado não chega melhor ao terreno do que quem já lá está,  e que dá pelo nome de IPSS.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

O albergue dos danados

por josé simões, em 27.06.17

 

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E depois há aquela espécie de "albergue dos danados" que dá pelo nome de Santa Casa, com uma permilagem de directores e provedores ligados ao PSD capaz de decidir por cabazada qualquer votação em "assembleia de condomínio", com o ilustre a circular entre a presidência da Câmara e a provedoria da Casa e o regresso à Câmara, quando não acumula as duas presidências, e a aprovar, na Câmara por si presidida, os contratos com as IPSS lá do sítio, as dotações e subsídios diversos a sair do orçamento da autarquia, e mais as parcerias com Casa, Santa. Tudo na maior das normalidades democráticas.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Da transparência

por josé simões, em 25.05.16

 

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O Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social do Governo da 'Geringonça' não autoriza que o contribuinte tenha acesso às contas das organizações da indústria da engorda às custas da miséria e da desgraça alheia, vulgo Instituições Particulares de Solidariedade Social, subsidiadas pelo dinheiro do contribuinte, numa acção concertada entre o Governo da direita radical e a Igreja Católica – que é quem na realidade tutela e administra as ditas IPSS da caridadezinha, como uma das etapas do desmantelamento do Estado social. Há aqui qualquer coisa que nos escapa...


[Na imagem "La Sposa", Ralph Brown ]

 

 

 

 

||| Afinal parece que há almoços grátis

por josé simões, em 01.08.15

 

 

 

Diz o ministro da Saúde que "são oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora". Só. O que é excelente, para o utente que paga pouco, para o contribuinte que não paga nada, uma vez que a dotação de 25 milhões de euros [num montante global de 125 milhões] a oito misericórdias para consultas e operações é dinheiro caído dos céus, por obra e graça do Criador, já que é de heterónimos da Igreja Católica de que falamos, e não dinheiro caído do bolso do contribuinte por via das transferências do Orçamento do Estado. O utente só paga a taxa moderadora, deviam sublinhar isto. Amém.


Afinal parece que há almoços grátis.


[Imagem Helge Nissen, Leaves Out of the Book of Satan, 1921. Dir. Carl Theodor Dreyer]

 

 

 

 

||| Tattoo you

por josé simões, em 20.07.15

 

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PARTE I
Direitos e deveres fundamentais
TÍTULO I
Princípios gerais


Artigo 13.º
Princípio da igualdade


1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.


2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.


Alínea a) - Excepto no Estado paralelo ao Estado, criado pelo ministro do CDS-PP Pedro Mota Soares, que duplica as funções do Estado e do Estado social, financiado com o dinheiro dos impostos dos contribuintes via transferências do Orçamento do Estado.


[A imagem é minha]

 

 

 

 

||| O bom povo português

por josé simões, em 19.07.15

 

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Depois de terem doado, por via das transferências do Orçamento do Estado, milhões de euros do dinheiro dos seus impostos para as IPSS’s, que fazem um Estado paralelo ao Estado e ao Estado social e engordam uma nova classe dos profissionais da miséria alheia, fomentada pelo Governo que temporariamente administra o Estado e gere as políticas que potenciam a miséria e justificam as transferências do Orçamento do Estado, os portugueses mostram a sua infinita humanidade e, agora por sua livre vontade, transferem mais 13, 1 milhões de euros para as IPSS, retirados ao mealheiro que é o reembolso do seu IRS.


A filha da putice também se faz disto, do jogar com os sentimentos e o bom coração do cidadão anónimo, com a sua capacidade de se colocar na pele do outro, do pensar "um dia posso ser eu o necessitado".


[Imagem]

 

 

 

 

||| O liberalismo acaba quando acaba o dinheiro do contribuinte

por josé simões, em 12.07.15

 

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O princípio é simples e o raciocínio subjacente também é simples e ainda mais simples é de explicar: como o dinheiro não é nosso [do Governo], é deles [do contribuinte], é nosso [do Estado, administrado pelo Governo] e fazemos [o Governo] com ele [o dinheiro dos contribuintes] o que muito bem entendermos.


Depois de fingir renegociar as PPP’s rodoviárias, poupar na manutenção e no alcatrão, as suspensões, amortecedores, pneus, direcção e etc paga o contribuinte que a mais-valia das concessionárias é intocável, inventam-se as "PPS" ["Parcerias Público Social"], caridadezinha para os pobrezinhos, por conta de heterónimos da Igreja Católica, engorda da nova classe dos profissionais da miséria alheia, com dinheiros do Orçamento do Estado, do contribuinte.


Esta direita não tem respeito pelo dinheiro dos contribuintes a menos que o dinheiro do contribuintes passe a ser dinheiro seu ou que possa dispor dele a seu bel-prazer.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| O que eu queria ouvir António Costa dizer

por josé simões, em 10.07.15

 

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Era que uma vez primeiro-ministro de um Governo do Partido Socialista uma das suas primeiras tarefas era a de restituir ao Estado uma das suas mais nobres funções – o social, e de meter mãos à obra para desmantelar o Estado paralelo ao Estado, criado nestes 4 anos de governação PSD/ CDS, com as transferências do Orçamento do Estado para as IPSS’s e outras organizações da caridadezinha, umas mais outras menos, heterónimos da Igreja Católica, assente no argumento, mentiroso, mais um, de que são quem está no terreno e que chega mais rápido às pessoas, sem perda de sinergias, por melhor as conhecerem, mas que mais não fazem do que duplicar funções e alimentar e engordar toda uma nova classe que se alimenta da nova indústria da miséria alheia.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Os profissionais da miséria alheia

por josé simões, em 27.05.15

 

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O Estado paralelo, criado pelo Governo PSD/ CDS-PP, financiado pelo Estado via dinheiro dos contribuintes, e a indústria da engorda dos profissionais da miséria alheia.


[Aqui]

 

 

 

 

||| Ninguém perguntou ao ministro...

por josé simões, em 10.04.15

 

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E porque há-de o dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, pagar a um heterónimo da Igreja Católica, com a inócua e incolor denominação de Instituições Particulares de Solidariedade Social, para fazer aquilo que o Estado, que já paga às IPSS, e não é assim tão pouco quanto isso, por via das transferências do orçamento do Estado, não faz?


Dito de outra maneira, porque é que um médico faz numa IPSS, pago pelo dinheiro do contribuinte, por interposta pessoa o Ministério da Saúde, aquilo que não faz no Serviço Nacional de Saúde, pago pelos mesmos suspeitos do costume e sem intermediários?

 

Porque é que o ministro da Saúde, por interposta pessoa o Ministério da saúde, se demite das suas competências?


Ninguém perguntou ao ministro...


«Quer ter médico de família? Pode ter de ir a uma IPSS»


[Imagem]

 

 

 

 

||| Dia 4 de Outubro de 1910

por josé simões, em 07.04.14

 

 

 

O argumento deve continuar a ser o mesmo de sempre – que são os que estão no terreno, que são os que estão mais próximos das pessoas e das comunidades, que são os que têm conhecimento de causa – e tem servido para desmantelar o Estado Social em prol de instituições, na sua grande maioria, ligadas e obedientes à Igreja Católica.

 

Que as pessoas tenham de entregar uma jóia, inacessível à grande maioria das pessoas, para terem um encaixe numa cama de um lar das Misericórdias e das IPSS, isso não interessa nada; que as pessoas tenham de entregar toda a, magra ou gorda, reforma para terem encaixe numa cama de um lar das Misericórdias ou das IPSS, isso não interessa nada; que as pessoas vendam ou entreguem imóveis e propriedades às Misericórdias e IPSS em forma de jóia para terem encaixe numa cama de um lar, isso não interessa nada; que o Estado ainda cubra a cama onde as pessoas foram encaixadas, com gorda ou magra reforma e com ou sem jóia e com ou sem propriedades e imóveis, por via de transferências do Orçamento do Estado aka dinheiro dos contribuintes, isso também não interessa nada.

 

Só não voltam a enterrar nos adros das igrejas por falta de espaço.

 

«A actividade funerária vai poder passar a ser exercida também por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), define uma proposta de lei do Governo que deverá ser votada esta semana no Parlamento»

 

[Imagem "Procesion del Santo Cristo, Bercianos de Aliste, 1975", Cristina Garcia Rodero]

 

 

 

 

 

 

||| Diz que é uma espécie de Irmandade Muçulmana

por josé simões, em 27.12.13

 

 

 

As pessoas deviam parar para pensar, e perguntar, porque é que o Governo que rouba 5% e 6%, respectivamente, aos subsídios de doença e de desemprego, sob o gentil nome de "contribuição", é o mesmo Governo que aprova a atribuição de 30 milhões de euros do Orçamento do Estado, vulgo dinheiro dos contribuintes, para a constituição de um fundo privado, gerido pela Igreja Católica ou por interpostas pessoas a ela ligadas, sob a capa de IPSS, numa parceria com o "sector social e solidário", «de forma a munir as referidas instituições de mecanismos capazes de fortalecer as respostas sociais existentes, desenvolver novas acções e proceder ao alargamento de medidas de apoio social» aos excluídos da Segurança Social, por opção e acção do Governo.

 

Estamos a destruir o Estado onde ele existe e é forte, cabendo-lhe unicamente a função de saque e de esbulho sob a forma de cobrança de impostos e taxas e "contribuições", e a criar uma espécie de Irmandade Muçulmana, para o caso Irmandade Católica, onde ela não existe nem ninguém dá pela sua falta. e que se vai substituir ao Estado naquelas que são as suas funções.

 

[Imagem de Mark Ryden]