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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A irracionalidade do crescimento a perder de vista

por josé simões, em 21.06.16

 

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O futuro da Apple em risco devido à decisão do Departamento de Propriedade Intelectual de Pequim que "proibiu expressamente a venda dos iPhones 6 e 6 Plus na capital da China" é só um exemplo da loucura e da insanidade do liberalismo económico do crescimento a perder de vista e custe o que custar. E quando a China e os seus milhões de consumidores estiver toda colonizada apontamos o azimute a África que, por essa necessidade, vai ficar toda pacificada em menos de nada, e assim sucessivamente até não haver palmo de planeta livre. Então, para manter o crescimento dos dígitos, dois, em flecha, e para o futuro das Apples deste mundo não ficar comprometido, passamos à fase de cada consumidor mudar de aparelho a cada semestre e depois a cada mês e depois a cada semana [não se sabendo como isso seja possível já que os que querem vender muitos aparelhos, e dos caros, são os mesmos que acham que o salário minímo, em particular, e o salário médio, em geral, devem ser muitos baixos para não prejudicar o crescimento económico] até descobrirmos uma maneira de ir vender aparelhos a extra-terrestres. Onde e quando é que pára o crescimento para o infinito e mais além?

 

 

 

 

||| O capitalismo mata o capitalismo

por josé simões, em 22.07.15

 

Capitalism_graffiti.jpg

 

 

A ideia é simples e universal: empobrecimento geral – que a austeridade é purificadora e liberta o homem e os Estados dos 7 pecados mortais, baixos salários e diminuição dos custos dos trabalho, ausência de direitos e garantias, aumento da mais-valia ao patrão e accionista.


Depois do plano gizado e universalmente aplicado um dos ícones do capitalismo – a Apple, vende 47, 5 milhões de iPhones em três meses – um aumento de 35%, mas não chega, os investidores queriam mais, muito mais do que o aumento de 38% dos lucros e as acções "deslizaram" [bonito termo da novilíngua] 7%.


Não lhes passou pela cabeça baixar o preço final do produto, produzido quase de graça aí num qualquer mercado do crescimento supersónico a dois dígitos, como forma de aumentar as vendas já que do empobrecimento geral e da baixa dos custos de trabalho e da perda do poder de compra não sobra nada ao colaborador ex-trabalhador para se dar ao luxo de transportar iPhone no bolso de trás das calças.


Capitalismo sem consumismo. Pois sim.


[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

|| Não explica tudo mas ajuda a perceber

por josé simões, em 28.01.10

 

 

 

Um aplicativo para iPhone contendo 100 discursos do ditador fascista Benito Mussolini tornou-se o segundo item mais descarregado em Itália, ultrapassando mesmo um jogo inspirado em Avatar:

 

«Created by Luigi Marino, a 25-year-old businessman from Naples, the Mussolini application has jumped from 55 downloads a day to more than 1,000.»

 

 

 

|| 6 iPhones = 1 Piano

por josé simões, em 14.12.09

 

 

 

 

                                       (Primeiro no Twitter)