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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Das invasões boas vs. invasões más

por josé simões, em 11.09.08

 

As coisas que a gente aprende no Avante!:

 

A sucessão de golpes, assassinatos, contra-golpes e interferências externas que culminaram com a invasão do país em Dezembro de 1979, afinal não foram mais do que «o processo democrático e revolucionário no Afeganistão» alvo de ataques da parte dos «aliados e amigos de confiança da América» numa «cruzada sem precedentes contra a soberania dos povos.»

 

Assim como já haviam muros bons e muros maus, existem também as boas e as más invasões

 

(Imagem fanada no Daily Telegraph)

 

 

 

O verdadeiro artista (XXXI)

por josé simões, em 18.01.08

 

Os russos nunca invadiram o Afeganistão!!!
 
A propósito do trailler de Jogos de Poder, o novo filme de Mike Nichols com Tom Hanks e Julia Roberts, escreve Correia da Fonseca no Avante! estas preciosas pérolas:
 
“(…) está incluída uma patranha que não é nova, que faz parte do arsenal de caluniosas aldrabices regularmente disparadas contra a defunta União Soviética, mas que nem por ser velha se deve deixar passar em claro. (…) Neste caso, trata-se da «invasão soviética» do Afeganistão, coisa que nunca na verdade existiu excepto nas versões mentirosas, mas caudalosamente distribuídas por todo o mundo, da propaganda norte-americana”
 
“(…)é que as forças soviéticas que intervieram no Afeganistão ao longo de cerca de dez anos o fizeram a pedido do governo afegão, que se sentia impotente para dominar a acção militar dos mudjahidines que actuavam a partir de bases situadas no Paquistão, já então um efectivo súbdito político dos Estados Unidos, e eram armados pelos patrões norte-americanos”
 
 
Só é pena que na sua crónica, Correia da Fonseca não vá mais longe e não explique, por exemplo, o modo como o partido de Muhamad Najibullah chegou ao poder; os métodos usados por Muhamad Najibullah enquanto chefe da polícia secreta afegã; os métodos de governação enquanto Presidente... Descobriria as razões que levaram os mudjahidines a pegar nas armas.
 
Mas tudo isto era se Correia da Fonseca não fosse um manipulador manhoso da (sua) opinião pública.
 
A mesma opinião pública que, por usar palas nos olhos como os muares, não tem um mínimo de inteligência para o confrontar com outra mentira:
 
“(…) Muhamad Najibullah (…) não teria representatividade suficiente nem reconhecimento internacional. O caso, porém, é que os tinha, à representatividade e ao reconhecimento, e de tal modo que algum tempo antes da vitória da rebelião e de, na sequência dela, ter sido miseravelmente assassinado por enforcamento no candeeiro de uma rua de Cabul, o presidente Najibullah dirigira-se à comunidade internacional a partir da tribuna da Assembleia das Nações Unidas, lugar de onde não pode falar o primeiro sujeito que por ali surja”
 
Tem tanta certeza assim camarada Correia da Fonseca? Pense lá bem; vasculhe lá no baú da sua memória… Na história passada e recente da ONU não é possível encontrar a discursar na tribuna da Assembleiao primeiro sujeito que por ali surja”?
 
(Foto roubada no 31 da Armada)