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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Dignidade e direita no poder

por josé simões, em 15.02.15

 

Margaret Bourke-White.jpeg

 

 

«O Estado paga, no máximo, 178,15 euros por titular de RSI; 89,07 por cada um dos outros adultos que existam no agregado; 53,44 por cada criança. Ora, um casal com duas crianças recebe no máximo 374,1 euros de RSI. [...] os critérios de acesso à prestação são apertados e a medida envolve assinatura de contrato de inserção social que implica todos os membros.


Já às instituições particulares de solidariedade social (IPSS), o Estado paga 2,5 euros por cada refeição fornecida pelas cantinas sociais. Conforme o protocolo, podem as refeições ser fornecidas até duas vezes por dia, sete dias por semana. [...] uma IPSS pode receber até 600 euros por mês para fornecer almoço e jantar a um casal com dois filhos e ainda cobrar 1 euro por refeição.»


[Imagem de Margaret Bourke-White]


E depois ninguém ganhava dinheiro nenhum com isso e agora até já há a "economia social" e o "terceiro sector" e o caralho e quem receba subsídio para pagar a renda dos outros e o abono de família que os outros não recebem e pague ainda as próprias coisas:


«Diogo Leite de Campos, vice-presidente do PSD, quer «acabar com os benefícios sociais e fiscais para toda a gente» e defende a criação de um «cartão social de débito», um sistema no qual o estado presta serviços em vez de dar dinheiro.


[...]


«há muita gente que recebe subsídio para a renda ou abono de família e depois gasta o dinheiro noutras coisas».

 

 

 

 

||| Bago a bago...

por josé simões, em 29.01.15

 

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Quando a tarefa é desmantelar o Estado social em favor das IPSS da caridadezinha e dos negócios com a miséria alheia é ver, principalmente os cê-dê-ésses, de Paulo Portas a Pedro Mota Soares passando por Nuno Magalhães e Telmo Correia, todos lampeiros de parlapiet e sem ser preciso uma ordem do tribunal, com a justificação de que é porque são os que estão desde sempre no terreno, mais próximos das pessoas, de quem precisa, blah-blah-blah, que têm melhor conhecimento das carências e das necessidades, blah-blah-blah, o quarto sector e a economia social que cria emprego, nem que seja às custas do bolso do contribuinte por via das transferências do Orçamento do Estado, o que nunca é dito no blah-blah-blah, mesmo que isso implique criar desemprego no Estado, que é o que interessa e que também nunca ninguém se lembra de dizer nem de traçar "linhas vermelhas", e que uma vez acabado o subsídio de desemprego e os apoios ao ex-trabalhador do Estado agora desempregado este vai, inevitavelmente, ser socorrido pela economia social e pelo quarto sector que cria emprego às custas do bolso do contribuinte.

 

 

“O Instituto de Segurança Social tem mais pessoas em regime de outsourcing do que os trabalhadores que pretende dispensar através da requalificação. Nos vários serviços do ISS há [...] 692 pessoas contratadas a empresas externas para as áreas da limpeza e 120 postos de vigilância. Ao todos são mais de 800 trabalhadores em regime de outsourcing, mais do que os 635 funcionários do ISS que estão nas listas para a requalificação e que, em muitos casos, poderiam desempenhar essas funções.

 

 

A informação foi prestada pelo ISS à Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), depois de ter sido intimado pelo tribunal.

 

 

E há mais, muito mais, até ao dia das eleições que o Presidente do Governo e iniciativa presidencial recusou antecipar a data por o trabalho ainda não estar terminado.

 

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Conseguir o emprego antes de entregar o curriculum e ir à entrevista

por josé simões, em 29.01.13

 

 

 

Ao menos aqueles que passam a noite à porta do centro de saúde sabem a sua vez na hora da consulta. Transparência por medida.

 

[Imagem]