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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Vá para fora cá dentro

por josé simões, em 25.06.20

 

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Iniciativa Liberal propõe substituir dias de férias por trabalho com remuneração acrescida

 

O rico vai de férias porque se pode dar ao luxo, o pobre trabalha as férias para compensar o fraco ordenado, que não dá para luxos e o direito ao descanso e ao lazer é um luxo dos ricos. Não é um aumento da remuneração que se propõe, é trabalhar o descanso. A seguir propõe-se trabalhar um dos dias da folga semanal, que o aumento das horas no banco já vem no pacote e é substancialmente diferente de aumentar o preço da hora a depositar no banco, na conta do empregado no final do mês. E assim se poupam postos de trabalho e encargos com a Segurança Social. Depois, uns mais desgraçados e a passar por dificuldades, trabalham as férias e fazem as horas extra e o patrão, benemérito, pergunta "então os outros fazem e tu não?". E está no seu direito de perguntar e que ninguém veja isto como coacção sobre o trabalhador,  honi soit qui mal y pense. Quem é amigo do patrão, do trabalhador, do colaborador, quem é?

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 08.06.20

 

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"Se substituirmos as palavras negro, ou cigano ou outra minoria, por investidor privado ou investidor bolsista, é arrepiantemente próximo da discriminação e do ódio que aqui ambos queremos condenar", João Cotrim de Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberal, no debate quinzenal parlamentar.

 

 

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 03.06.20

 

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     1/ A Iniciativa Liberal condena inequivocamente todas as formas de discriminação, em particular o racismo.

 

     2/ A IL não deixará que um dia se possa, a pretexto do que quer que seja, limitar a liberdade de expressão. Seremos também guardiões desse princípio fundamental.

 

     O Iniciativa Liberal no Twitter.

 

 

 

 

The million-dollar question

por josé simões, em 29.03.20

 

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"[...] a Iniciativa Liberal veio defender a isenção generalizada de pagamento da TSU, IRS, IVA, IMI e taxas autárquicas, ao mesmo tempo que exige ao Governo que avance com pacotes de apoio às empresas. Fico sem perceber onde é que a IL pensa que o Estado costuma ir buscar o dinheiro."

 

               Helena Pereira no Público

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 23.03.20

 

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Noções elementares de como legitimar um fascista

por josé simões, em 30.01.20

 

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O Iniciativa Liberal, cujo programa económico e social é igualzinho ao do Chega, se calhar até nas virgulas: acabar com a escola pública, acabar com o Serviço Nacional de Saúde, entregar a Segurança Social - pensões e reformas, a fundos privados, e que foi levado a cabo, com o "sucesso" que se conhece, pelos rapazes de Chicago no Chile do golpista-fascista Pinochet, introduz a "liberdade de expressão" na tomada de posição sobre o "vai para a tua terra" com que André Ventura despachou uma deputada eleita pelos cidadãos em eleições livres e democráticas.

Não se percebe bem a que propósito a "liberdade de expressão" aparece, aqui e neste contexto, ou se calhar até se percebe. Se a liberdade da deputada Joacine propor a devolução das obras de arte retiradas às ex colónias, retiradas, não compradas ou doadas, como, por exemplo, o Metropolitan Museum of Art de Nova York fez ao Egipto com as peças retiradas da tumba de Tutankhamon, ou como o Museu de Atlanta, também nos States, com a múmia de Ramsés I, nós, que passamos a vida a lastimar-nos do saque cultural e científico sofrido durantes as invasões francesas, se a liberdade de André Ventura mandar quem quiser para a terra que lhe der na real gana, tudo a brincar, pois claro e sem emoji, até ao dia em que uma maioria lhe permita fazer uma lei a sério, para depois andarmos todos a ganir, liberais incluídos, o poema do Martin Niemöller "Quando os nazis vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista" e o caralho.

 

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Impressões digitais

por josé simões, em 30.01.20

 

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A doutora "noiva cadáver" confessa que o CDS, o partido do doutor Chicão com o doutor Abel Matos Santos na Comissão Executiva,  que no Facebook dá vivas a Salazar, elogia a PIDE, "uma das melhores polícias do mundo", e critica Aristides de Sousa Mendes, "agiota de judeus", pode disputar o eleitorado com a Iniciativa Liberal e o Chega.

 

"Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical"

 

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O Circo Nunca Acaba

por josé simões, em 22.01.20

 

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Amor, contorcionismo e divórcio à primeira vista no Twitter entre o líder do Iniciativa Liberal, a filha do pai e o ex-líder do Iniciativa Liberal.

 

 

 

 

A chico-espertice dos liberais de pacotilha

por josé simões, em 27.11.19

 

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Do CDS ao Chega passando pelo Iniciativa Liberal e pelas prestimosas colaborações do Livre, já que esta legislatura parece que vai ser a do "vamos brincar aos parlamentos", à chico-espertice da Iniciativa Liberal com o "projecto de lei para que passem a estar plasmados no recibo de vencimento dos trabalhadores por conta de outrem os custos suportados pela entidade patronal no âmbito das contribuições para a Segurança Social", devia a esquerda avançar com outro projecto de lei para que no recibo de ordenado passasse a constar o número de horas diárias que os trabalhadores têm de trabalhar para justificarem o salário que recebem no final do mês, a mui famosa e por vezes esquecida mais-valia. Talvez assim ganhassem consciência do valor do trabalho, da contratação colectiva, da reivindicação, dos direitos e garantias. Já que é para brincar aos parlamentos brinquemos a sério.

 

 

 

 

O regresso dos palermas ou "25 de Abril Sempre!"

por josé simões, em 24.11.19

 

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"Comunismo nunca mais!" uma frase que não posso gritar. Lamento. Nunca vivi sob um regime comunista, não sei o que isso é. Do marcelismo fascista lembro-me, era puto mas lembro-me. Lembro-me de familiares presos e torturados por reivindicarem coisas tão banais como a liberdade de expressão e de associação, lembro-me dos meus pais a ouvirem rádios estrangeiras à socapa, com o som muito baixinho dentro da própria casa. Lembro-me dos homens de plantão 24 sobre 24 horas na porta da rua, semanas seguidas, só porque o pai acompanhou o Vitória de Setúbal na Taça UEFA com o Spartak de Moscovo, "lá está ele", dizia a mãe depois de espreitar por detrás do cortinado. Tinha estado com os russos era comunista merecedor de vigilância, a lógica da PIDE. Lembro-me das cargas da GNR a cavalo no 1.º de Maio na "Ladeira das Fontainhas", a rua das conserveiras em Setúbal. Lembro-me dos tiros disparados contra as varinas vestidas de preto e de tamancos, em dias de greve pelo aumento de 2 tostões, "hoje não vais brincar para a rua", dizia a mãe. Lembro-me da fome e da miséria no Bairro Santos Nicolau do ir ao mar antes da moda do peixe assado no carvão ao preço dos olhos da cara, e lembro-me de ser o único a usar sapatos na turma de filhos de pescadores e de varinas das fábricas, na "escola do Sousa" ao lado do agora Rei do Choco Frito, à época uma taberna de chão de areia, calcetada a caricas de gasosa AUA para traçar tintos goelas abaixo, nas bocas de cigarros Três Vintes, Quentuques [de Kentucky] e Definitivos. Descalço o ano todo quando o Inverno ainda não tinha morrido às mãos das alterações climáticas. Os mais afortunados usavam chinelos de enfiar no dedo, se fosse hoje era bué chic, usavam Havaianas. Lembro-me dos funerais no cemitério da Nossa Senhora da Piedade dos soldados mortos na Guerra Colonial, com as salvas de G3 pelo pelotão formado no meio da rua, trânsito cortado, e as varinas que andavam sempre de luto, o luto eterno porque morria sempre algum familiar e o luto nunca acabava, a chorarem atrás do caixão que ninguém abria. Lembro-me das bolas de futebol caídas no quintal da PIDE, frente onde é hoje a sede do PSD ao Bairro Salgado, do tempo de jogar à bola na rua, tocarmos à campainha "olhe, se faz favor, a bola caiu no quintal" e do PIDE regressar de sorriso de orelha a orelha com a bola rasgada à navalhada na mão "toma lá". O tempo dos filhos da puta. Lembro-me do dia das matrículas, e das carradas de folhas que era preciso entregar, a mãe preencher as minhas e ainda mais algumas de colegas meus que depois eram assinadas "com o dedo" pelas respectivas mães. Lembro-me dos meus amigos que, terminada a 4.ª Classe, foram para o mar com o pai ou ser servente numa qualquer profissão, que sempre era melhor futuro que andar ao sabor das marés. Lembro-me dos rapazes para um lado e raparigas para outro na escola, e lembro-me do padre de Moral e Religião, avesso a Jaroslav Hasek, que distribuía carolada pela turma como se não houvesse amanhã, e que andou depois a distribuir propaganda do CDS. E não me esquecendo disto mas não conseguindo lembrar-me de outras memórias mais dolorosas, por mais que me esforce, é um mecanismo de defesa do cérebro, dizem, reparo que de cada vez que os suadosistas querem desvalorizar a importância do 25 de Abril aparece sempre uma palhaçada qualquer a evocar o 25 de Novembro. Portanto, 25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!

 

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Em dia de manif das polícias

por josé simões, em 21.11.19

 

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Em dia de manif das polícias, com o neo-fascismo populista do Chega sentado no Parlamento a levar a direita tradicional, CDS-PP, e os novos neo-liberais, Iniciativa Liberal, a reboque, ao invés de serem os próprios a demarcar território e a separar as águas, convém [re]lembrar os dois grandes perigos para a democracia e o Estado de direito neste início de século XXI: a judicialização da política e a autonomização das polícias.

 

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Na próxima legislatura depois a gente fala, Capítulo III

por josé simões, em 21.11.19

 

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               João Cotrim Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberaln no Twitter.

 

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo I

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo II

 

 

 

 

Na próxima legislatura depois a gente fala

por josé simões, em 17.11.19

 

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Andamos há décadas de legislaturas a falar de Os Verdes servirem para o PCP ter tempo de antena a dobrar, nas televisões e no Parlamento, para agora chegamos ao ponto de termos o fascista Chega com tempo de antena a triplicar, com o CDS e a Iniciativa liberal, em termos de impostos e carga fiscal, funções sociais do Estado, salários e salário mínimo nacional, protecção social, saúde e educação. Na próxima legislatura depois a gente fala da eficácia de cada a passar a mensagem.

 

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Crime e terrorismo é quando a direita quiser

por josé simões, em 13.11.19

 

O carro do arquiteto portuense Alexandre Alves Costa, um dos dinamizadores do SAAL, foi destruído à bomba em março de 1976.jpg

 

 

Depois de a Europa ter definitivamente perdido a memória ao misturar Estaline e Hitler, nazismo e comunismo, perante o aplauso e o voto da direita radical nacional, a querer repetir o "feito" dentro de portas, é agora que vão propor que os crimes e os assassinatos cometidos durante o PREC pelo ELP, Maria da Fonte e MDLP, integrados e financiados por militantes do PSD e do CDS, sejam equiparados aos crimes das FP 25, com que nunca se calam no ódio que têm ao 25 de Abril e de cada vez que se aproxima a data e Otelo desce a Avenida? Se calhar não...

 

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Isto está tudo ligado

por josé simões, em 01.11.19

 

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"1.3.15. Os países que afirmam como orientação e objectivo a construção de sociedades socialistas – China, República Popular Democrática da Coreia, Cuba, Laos e Vietname – constituem, na sua grande diversidade de situações quanto ao grau de desenvolvimento económico e social e modelos sócio-políticos, um importante factor de contenção aos objectivos de domínio mundial do imperialismo. É hoje ainda mais claro que estes países são alvo de um conjunto de manobras de pressão económica e financeira, de desestabilização e ingerência, de ofensiva ideológica e de cerco geoestratégico que condicionam, a par com os efeitos da crise do capitalismo a que não estão imunes, o seu próprio desenvolvimento e opções de política económica e relações internacionais."

 

XX Congresso do PCP. Teses - Projecto de Resolução Política, 18 Setembro 2016. Aprovado na reunião do Comité Central de 17 e 18 de Setembro de 2016

 

 


"Carlos Guimarães Pinto sai da liderança do Iniciativa Liberal para regressar à Universidade Nacional de Economia do Vietname, onde é leitor visitante, e para onde regressa logo dias depois do conselho nacional do partido que se realiza a 17 de Novembro [...]."

 

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