Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

The million-dollar question

por josé simões, em 29.03.20

 

IL (1).jpg

 

 

"[...] a Iniciativa Liberal veio defender a isenção generalizada de pagamento da TSU, IRS, IVA, IMI e taxas autárquicas, ao mesmo tempo que exige ao Governo que avance com pacotes de apoio às empresas. Fico sem perceber onde é que a IL pensa que o Estado costuma ir buscar o dinheiro."

 

               Helena Pereira no Público

 

 

 

 

Descubra as diferenças

por josé simões, em 23.03.20

 

IL.jpg

 

 

IL 2.jpg

 

 

 

 

Noções elementares de como legitimar um fascista

por josé simões, em 30.01.20

 

they live.jpg

 

 

O Iniciativa Liberal, cujo programa económico e social é igualzinho ao do Chega, se calhar até nas virgulas: acabar com a escola pública, acabar com o Serviço Nacional de Saúde, entregar a Segurança Social - pensões e reformas, a fundos privados, e que foi levado a cabo, com o "sucesso" que se conhece, pelos rapazes de Chicago no Chile do golpista-fascista Pinochet, introduz a "liberdade de expressão" na tomada de posição sobre o "vai para a tua terra" com que André Ventura despachou uma deputada eleita pelos cidadãos em eleições livres e democráticas.

Não se percebe bem a que propósito a "liberdade de expressão" aparece, aqui e neste contexto, ou se calhar até se percebe. Se a liberdade da deputada Joacine propor a devolução das obras de arte retiradas às ex colónias, retiradas, não compradas ou doadas, como, por exemplo, o Metropolitan Museum of Art de Nova York fez ao Egipto com as peças retiradas da tumba de Tutankhamon, ou como o Museu de Atlanta, também nos States, com a múmia de Ramsés I, nós, que passamos a vida a lastimar-nos do saque cultural e científico sofrido durantes as invasões francesas, se a liberdade de André Ventura mandar quem quiser para a terra que lhe der na real gana, tudo a brincar, pois claro e sem emoji, até ao dia em que uma maioria lhe permita fazer uma lei a sério, para depois andarmos todos a ganir, liberais incluídos, o poema do Martin Niemöller "Quando os nazis vieram buscar os comunistas, eu fiquei em silêncio; eu não era comunista" e o caralho.

 

[They Live na imagem]

 

 

 

 

Impressões digitais

por josé simões, em 30.01.20

 

gnr cassette.jpg

 

 

A doutora "noiva cadáver" confessa que o CDS, o partido do doutor Chicão com o doutor Abel Matos Santos na Comissão Executiva,  que no Facebook dá vivas a Salazar, elogia a PIDE, "uma das melhores polícias do mundo", e critica Aristides de Sousa Mendes, "agiota de judeus", pode disputar o eleitorado com a Iniciativa Liberal e o Chega.

 

"Sinto-te uma fotocópia prefiro o original, Edição revista e aumentada cordão umbilical"

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Circo Nunca Acaba

por josé simões, em 22.01.20

 

1 (6).jpg

 

 

2 (4).jpg

 

 

3 (2).jpg

 

 

Amor, contorcionismo e divórcio à primeira vista no Twitter entre o líder do Iniciativa Liberal, a filha do pai e o ex-líder do Iniciativa Liberal.

 

 

 

 

A chico-espertice dos liberais de pacotilha

por josé simões, em 27.11.19

 

Karl_Marx.jpg

 

 

Do CDS ao Chega passando pelo Iniciativa Liberal e pelas prestimosas colaborações do Livre, já que esta legislatura parece que vai ser a do "vamos brincar aos parlamentos", à chico-espertice da Iniciativa Liberal com o "projecto de lei para que passem a estar plasmados no recibo de vencimento dos trabalhadores por conta de outrem os custos suportados pela entidade patronal no âmbito das contribuições para a Segurança Social", devia a esquerda avançar com outro projecto de lei para que no recibo de ordenado passasse a constar o número de horas diárias que os trabalhadores têm de trabalhar para justificarem o salário que recebem no final do mês, a mui famosa e por vezes esquecida mais-valia. Talvez assim ganhassem consciência do valor do trabalho, da contratação colectiva, da reivindicação, dos direitos e garantias. Já que é para brincar aos parlamentos brinquemos a sério.

 

 

 

 

O regresso dos palermas ou "25 de Abril Sempre!"

por josé simões, em 24.11.19

 

cartaz_iniciativa_liberal_25_novembro (1).jpg

 

 

"Comunismo nunca mais!" uma frase que não posso gritar. Lamento. Nunca vivi sob um regime comunista, não sei o que isso é. Do marcelismo fascista lembro-me, era puto mas lembro-me. Lembro-me de familiares presos e torturados por reivindicarem coisas tão banais como a liberdade de expressão e de associação, lembro-me dos meus pais a ouvirem rádios estrangeiras à socapa, com o som muito baixinho dentro da própria casa. Lembro-me dos homens de plantão 24 sobre 24 horas na porta da rua, semanas seguidas, só porque o pai acompanhou o Vitória de Setúbal na Taça UEFA com o Spartak de Moscovo, "lá está ele", dizia a mãe depois de espreitar por detrás do cortinado. Tinha estado com os russos era comunista merecedor de vigilância, a lógica da PIDE. Lembro-me das cargas da GNR a cavalo no 1.º de Maio na "Ladeira das Fontainhas", a rua das conserveiras em Setúbal. Lembro-me dos tiros disparados contra as varinas vestidas de preto e de tamancos, em dias de greve pelo aumento de 2 tostões, "hoje não vais brincar para a rua", dizia a mãe. Lembro-me da fome e da miséria no Bairro Santos Nicolau do ir ao mar antes da moda do peixe assado no carvão ao preço dos olhos da cara, e lembro-me de ser o único a usar sapatos na turma de filhos de pescadores e de varinas das fábricas, na "escola do Sousa" ao lado do agora Rei do Choco Frito, à época uma taberna de chão de areia, calcetada a caricas de gasosa AUA para traçar tintos goelas abaixo, nas bocas de cigarros Três Vintes, Quentuques [de Kentucky] e Definitivos. Descalço o ano todo quando o Inverno ainda não tinha morrido às mãos das alterações climáticas. Os mais afortunados usavam chinelos de enfiar no dedo, se fosse hoje era bué chic, usavam Havaianas. Lembro-me dos funerais no cemitério da Nossa Senhora da Piedade dos soldados mortos na Guerra Colonial, com as salvas de G3 pelo pelotão formado no meio da rua, trânsito cortado, e as varinas que andavam sempre de luto, o luto eterno porque morria sempre algum familiar e o luto nunca acabava, a chorarem atrás do caixão que ninguém abria. Lembro-me das bolas de futebol caídas no quintal da PIDE, frente onde é hoje a sede do PSD ao Bairro Salgado, do tempo de jogar à bola na rua, tocarmos à campainha "olhe, se faz favor, a bola caiu no quintal" e do PIDE regressar de sorriso de orelha a orelha com a bola rasgada à navalhada na mão "toma lá". O tempo dos filhos da puta. Lembro-me do dia das matrículas, e das carradas de folhas que era preciso entregar, a mãe preencher as minhas e ainda mais algumas de colegas meus que depois eram assinadas "com o dedo" pelas respectivas mães. Lembro-me dos meus amigos que, terminada a 4.ª Classe, foram para o mar com o pai ou ser servente numa qualquer profissão, que sempre era melhor futuro que andar ao sabor das marés. Lembro-me dos rapazes para um lado e raparigas para outro na escola, e lembro-me do padre de Moral e Religião, avesso a Jaroslav Hasek, que distribuía carolada pela turma como se não houvesse amanhã, e que andou depois a distribuir propaganda do CDS. E não me esquecendo disto mas não conseguindo lembrar-me de outras memórias mais dolorosas, por mais que me esforce, é um mecanismo de defesa do cérebro, dizem, reparo que de cada vez que os suadosistas querem desvalorizar a importância do 25 de Abril aparece sempre uma palhaçada qualquer a evocar o 25 de Novembro. Portanto, 25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!

 

[Imagem]

 

 

 

 

Em dia de manif das polícias

por josé simões, em 21.11.19

 

judge-dredd.jpg

 

 

Em dia de manif das polícias, com o neo-fascismo populista do Chega sentado no Parlamento a levar a direita tradicional, CDS-PP, e os novos neo-liberais, Iniciativa Liberal, a reboque, ao invés de serem os próprios a demarcar território e a separar as águas, convém [re]lembrar os dois grandes perigos para a democracia e o Estado de direito neste início de século XXI: a judicialização da política e a autonomização das polícias.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Na próxima legislatura depois a gente fala, Capítulo III

por josé simões, em 21.11.19

 

1 (39).jpg

 

 

               João Cotrim Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberaln no Twitter.

 

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo I

"Na próxima legislatura depois a gente fala", Capítulo II

 

 

 

 

Na próxima legislatura depois a gente fala

por josé simões, em 17.11.19

 

Jenny Holzer.jpg

 

 

Andamos há décadas de legislaturas a falar de Os Verdes servirem para o PCP ter tempo de antena a dobrar, nas televisões e no Parlamento, para agora chegamos ao ponto de termos o fascista Chega com tempo de antena a triplicar, com o CDS e a Iniciativa liberal, em termos de impostos e carga fiscal, funções sociais do Estado, salários e salário mínimo nacional, protecção social, saúde e educação. Na próxima legislatura depois a gente fala da eficácia de cada a passar a mensagem.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Crime e terrorismo é quando a direita quiser

por josé simões, em 13.11.19

 

O carro do arquiteto portuense Alexandre Alves Costa, um dos dinamizadores do SAAL, foi destruído à bomba em março de 1976.jpg

 

 

Depois de a Europa ter definitivamente perdido a memória ao misturar Estaline e Hitler, nazismo e comunismo, perante o aplauso e o voto da direita radical nacional, a querer repetir o "feito" dentro de portas, é agora que vão propor que os crimes e os assassinatos cometidos durante o PREC pelo ELP, Maria da Fonte e MDLP, integrados e financiados por militantes do PSD e do CDS, sejam equiparados aos crimes das FP 25, com que nunca se calam no ódio que têm ao 25 de Abril e de cada vez que se aproxima a data e Otelo desce a Avenida? Se calhar não...

 

[Imagem]

 

 

 

 

Isto está tudo ligado

por josé simões, em 01.11.19

 

viet.jpg

 

 

"1.3.15. Os países que afirmam como orientação e objectivo a construção de sociedades socialistas – China, República Popular Democrática da Coreia, Cuba, Laos e Vietname – constituem, na sua grande diversidade de situações quanto ao grau de desenvolvimento económico e social e modelos sócio-políticos, um importante factor de contenção aos objectivos de domínio mundial do imperialismo. É hoje ainda mais claro que estes países são alvo de um conjunto de manobras de pressão económica e financeira, de desestabilização e ingerência, de ofensiva ideológica e de cerco geoestratégico que condicionam, a par com os efeitos da crise do capitalismo a que não estão imunes, o seu próprio desenvolvimento e opções de política económica e relações internacionais."

 

XX Congresso do PCP. Teses - Projecto de Resolução Política, 18 Setembro 2016. Aprovado na reunião do Comité Central de 17 e 18 de Setembro de 2016

 

 


"Carlos Guimarães Pinto sai da liderança do Iniciativa Liberal para regressar à Universidade Nacional de Economia do Vietname, onde é leitor visitante, e para onde regressa logo dias depois do conselho nacional do partido que se realiza a 17 de Novembro [...]."

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 30.10.19

 

circus (1).jpg

 

 

Não me podem pedir que continue a sacrificar a minha vida por uma causa

 

[Imagem Circopedia]

 

 

 

 

Primeiro dia, véspera de Halloween

por josé simões, em 30.10.19

 

British prime minister Margaret Thatcher covering her face with her hand at the 1985 Conservative Party Conference.jpg

 

 

"É muito bom que esteja aqui alguém que se diga assumidamente liberal porque já estamos um bocado cansados daqueles que são envergonhadamente liberais e se vão disfarçando como sendo sociais-democratas. Finalmente o PSD tem alguém autenticamente liberal em quem se pode rever nesta Assembleia da República"

 

António Costa, primeiro-ministro, na resposta à interpelação do deputado do Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, no primeiro dia de debate do programa do XXII Governo Constitucional.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 29.10.19

 

Paul Jung, clown c.1950 — Photo Ringling Bros. and Barnum & Bailey.jpeg

 

 

Os socialistas nunca esconderam a sua aposta política no ressentimento. A luta de classes é mesmo isso: a aposta no ressentimento de uma classe contra outra.

 

[Imagem]