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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Num Parlamento perto de si

por josé simões, em 16.10.19

 

 

 

Gostaríamos de estar algures numa segunda dimensão, porque não nos revemos de todo nesta geometria

 

 

 

 

O liberalismo explicado às criancinhas e outros analfabetos

por josé simões, em 11.10.19

 

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[Via]

 

 

 

 

O pai da criança

por josé simões, em 09.10.19

 

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Ainda na noite do rescaldo eleitoral o fascista Ventura aparece nas televisões a celebrar o "país que pela primeira vez em 45 anos não teve medo de votar num partido verdadeiramente de direita". Quarenta e cinco anos. É fazer as contas, descontando os anos em que os deputados da União Nacional eram eleitos em votações marteladas, se calhar o fascista Ventura pecou por defeito nas contas, é a primeira vez que é eleito um.

 

No dia a seguir, quando se soube que "a ciganada toda", como diz o senhor do CDS, votou no Chega, para que o Ventura soubesse que os ciganos não têm medo dele, o cabeça de lista por Beja, com aspecto de cigano e nascido nos últimos 35 anos, aparece com a mesma cartilha dos "45 anos", o tempo que andam a tratar mal o interior do país e o Alentejo. Ele que nasceu sem candeeiro a petróleo, bilha da água e penico na mesa de cabeceira, a ir calçado para a escola, até à faculdade se preciso for, e sem os fundilhos remendados, sem pão com azeitonas na praça da jorna, e sem a carga da GNR a cavalo para reprimir reivindicações de quem queria 5 tostões por dia de ceifa ou de apanha da azeitona ao contrário dos 4 que o latifundiário se dispunha a pagar e, com um bocado de sorte, via pela primeira vez o mar quando fosse metido dentro de um barco para ir combater numa guerra colonial a milhares de quilómetros no outro lado do oceano, em África.

 

Mas isto é a conversa dos coitados que não têm capacidade de raciocínio para lá do resumo da jornada futeboleira nas páginas do Record ou da telenovela a seguir ao telejornal, antes da Casa dos Segredos.

 

Cinco anos antes do fascista Ventura se ter sentado no Parlamento pelo voto popular o mui liberal e culto e instruído secretário de Estado de Pedro Passos Coelho, tão instruído que só usava o Twitter em 'amaricano', tinha tuitado que vivíamos há 35 anos em hegemonia socialista, sem a coragem, ou a falta de vergonha, que o fascista Ventura teve em assumir a contagem integral do tempo, como Pacheco Pereira muito bem desmontou

 

Mas não é por aqui, que a relação entre fascismo e liberalismo é uma história de amor antiga, ainda mais antiga que os rapazes de Chicago a aplicarem no Chile de Pinochet a teoria económica que os rapazes de Passos Coelho pretendiam aplicar em Portugal, agora asilados no Iniciativa Liberal depois da vassourada de Rui Rio e do stand by a que Miguel Morgado se remeteu.

 

Passos Coelho um dos vencedores da noite eleitoral ao ter conseguido sentar dois deputados no Parlamento, André Ventura pelo Chega e João Cotrim de Figueiredo pelo Iniciativa Liberal, um "peru menor" que escapou aos jornalistas e comentadeiros com lugar cativo nas televisões.

 

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O day after

por josé simões, em 07.10.19

 

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Miguel Relvas, da velha liderança do ar pesado e bafiento, sai a terreiro logo no day after a pedir nova liderança e ar fresco para o partido. Podia ser um piada do Imprensa Falsa mas não é. Isto foi de manhã, que à hora do jantar, Miguel Morgado, do mesma agremiação de Miguel Relvas, do circo de sombras por detrás de Passos Coelho, apareceu na televisão do militante n.º 1 aka SIC Notícias a pedir ar fresco e nova liderança para o partido, que ele vai fazer a parte que lhe compete, não sabe nem deixa de saber se é candidato, vai apresentar uma moção e coise, ele que até já meteu mãos à obra e inventou o "cinco para as sete" que só não congrega a direita toda porque o André Ventura se recusou a participar e isso é lá com ele. Não foi ele, Miguel Morgado, quem espantou o fascista Ventura, foi o fascista Ventura que não quis nada com ele. Temos [têm] pena. O André Ventura, esse mesmo, que à noitinha no Prós e Contras na televisão pública teve exactamente o mesmo discurso que o senhor novel deputado eleito pelo Iniciativa Liberal, corrupção, compadrio, sector privado, blah-blah-blah, direito de escolher a escola, saúde privada para todos e que quando Mariana Mortágua falou em "fraude liberal", do Estado a pagar a privados, provocou a mesma reacção nos três, que o João Almeida do CDS também lá estava. E novidades?

 

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Chapéu!

por josé simões, em 22.09.19

 

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Quando pensávamos que já nada havia a inventar em matéria de propaganda política, a pobreza absoluta e o triunfo da pasmaceira, como muito bem dissecou João Lopes no Diário de Notícias de 14 de Setembro, eis senão quando o novel Iniciativa Liberal "eleva" as pessoas até ao programa com que se apresenta a eleições. Muito bom. Chapéu!

 

 

 

 

"Andam há 600 anos a aumentar os custos do trabalho"

por josé simões, em 07.05.19

 

 

 

"Andam há 40 a aumentar impostos"

 

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"Andam há 40 a aumentar impostos"

por josé simões, em 06.05.19

 

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Andam há 40 anos a aumentar impostos

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 09.04.19

 

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"Todos os serviços do Estado são prestados por pessoas. Não sendo o Estado, por enquanto, proprietário de ninguém, então todos os serviços do Estado são prestados por privados."

 

Somos todos privados

 

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O partido do Twitter, no Twitter

por josé simões, em 24.03.19

 

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No Twitter, o partido do Twitter, do menos Estado e mais iniciativa privada, sem explicar às pessoas, nem com um desenho, porque é que nenhuma empresa privada se propõe assegurar o serviço de transportes públicos entre Mortágua, vila com 1 153 habitantes, e Viseu, cidade com 68 000 habitantes.

 

Mas a questão do partido do Twitter, no Twitter, do mais iniciativa privada e menos Estado, é mais manhosa do que a banda-desenhada a que recorre para acções de demagogia pode fazer parecer. A questão são as palavrinhas mágicas "centralismo". O centralismo que põe Setúbal, 100 000 habitantes, e Lisboa, capital, 506 892 habitantes, a terem os seus transportes públicos e a sua mobilidade subsidiada pelos habitantes de Mortágua, os mesmos 1 153 que ainda conseguem financiar a saúde, a educação, a justiça, os serviços do Estado, escolas, finanças, posto de saúde, na sua vila...

 

A desonestidade intelectual do partido do Twitter, no Twitter, é uma coisa assaz reveladora.

 

 

 

 

Ler: "cortar na saúde, cortar na educação, cortar pensões e reformas, cortar no Estado social"

por josé simões, em 10.03.19

 

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Um bando de pantomineiros, suportado por uns quantos anjinhos e outros tantos totós, resolveu formar um partido e ir a votos. O mérito da coisa é o falarem verdade aos portugueses, dizerem ao que vêm, ao contrário daquele outro bando que tomou o PSD por dentro e governou o país durante uma legislatura, a  meias com o CDS, escondidos numa mentira.

 

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Hakuna matata, o liberalismo é lindo

por josé simões, em 04.02.19

 

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E depois temos o Iniciativa Liberal, um partido de banda-desenhada nascido nas "redes", contra o centralismo e o socialismo, contra o centralismo e o colectivismo, contra o centralismo e a carga fiscal, que vê um artigo de opinião do líder, Carlos Guimarães Pinto, contra o centralismo e o socialismo, contra o centralismo e o colectivismo, contra o centralismo e a carga fiscal, receber o endosso [em print screen por causa das moscas] da filha dilecta da cleptocracia corrupta angolana que em quase 50 anos de independência deixou o país em todos os índices abaixo da era colonial. Hakuna matata, o liberalismo é lindo.

 

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