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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

"É tudo farinha do mesmo saco"

por josé simões, em 13.01.23

 

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A vergonha e o pudor, daqueles que ainda o têm, pela previsível reacção da generalidade das pessoas que se pautam pela boa educação e formação, que não lhes permite assumir que, sim senhor, o ataque à casa da democracia em Brasília, pela horda de alucinados telecomandada à distância via WhatsApp e Telegram, foi uma coisa bonita de se ver, e que têm razão de sobra por se terem mal comportado daquela maneira, leva-os a equivaler quem luta por mais democracia e direitos com os outros, os que querem acabar com a democracia e classificam os direitos humanos como "esterco da vagabundagem". Esta manobra já tinha sido ensaiada por Trump, presidente, na defesa dos gangues Proud Boys e fanáticos MAGA nos confrontos com o movimento Black Lives Matter e  nos ataques às comunidades LGBT, e pelos minions de Bolsonaro, "ah e tal, as pessoas têm razões para o descontentamento". As redes estão pejadas destes sonsos, mais militantes ou apoiantes do Iniciativa Liberal que do partido da taberna, e vão todos beber a doutrina nas páginas do diário da direita radical, o online Observador. Curiosamente alguns actuais colunistas das falsas equivalências, do "é tudo farinha do mesmo saco, estiveram nas elegias, brochuras e demais literatura pulp, com a capa de ensaio político e sociológico, sobre o fabuloso destino de Trump na América dominada pela esquerda woke e da ideologia de género.   

 

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Os artistas de variedades

por josé simões, em 04.01.23

 

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Antes de haver Iniciativa Liberal havia blogues, que foi onde eles se conheceram todos antes de fundarem a colectividade, e nos idos dos blogues, os agora ilusionistas liberais, vilipendiavam o Partido Comunista por apresentar uma moção de censura no Parlamento por dá cá aquela palha, ainda para mais se o Governo era de maioria absoluta.

 

E antes de haver blogues havia o Partido Comunista, o tal das moções de censura  por dá cá aquela palha, o Partido Comunista que agora, pela voz de Paulo 'operário' Raimundo, diz fazer zero sentido apresentar uma moção de censura a um Governo com maioria absoluta no Parlamento.

 

Deve ser a isto que estes artistas de variedades chamam coerência.

 

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Com a voz que Deus lhes deu

por josé simões, em 15.12.22

 

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António Costa em entrevista à Visão disse que "[...] o estilo histriónico que a iniciativa Liberal quer ter de guinchar um bocadinho mais alto que o Chega fica ridículo porque os queques quando tentam guinchar, não conseguem, ficam ridículos perante o vozeirão popular que o Ventura consegue fazer".

 

O doutor António Costa em entrevista à Visão disse que "[...] o estilo histriónico que a Iniciativa Liberal quer ter de com voz de soprano gritar um bocadinho mais alto que o irmão gémeo Chega fica ridículo porque os filhos das famílias de bem quando tentam falar muito alto, não conseguem, ficam ridículos perante a voz baixo popular que o doutor Ventura consegue fazer".

 

Percebem a diferença? António Costa também. E já agora André Ventura.

 

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Via rápida para a total irrelevância

por josé simões, em 08.12.22

 

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Depois de alegremente terem votado ao lado do Chega contra a morte medicamente assistida, e de alegremente fazerem gala disso com os RT's às notícias que dão conta que "eutanásia aprovada na especialidade com votos contra de Chega e PCP", alegremente continuam nas redes com a mobilização total de trolls para xingar o partido que mais trolls mobiliza nas redes, os ilusionistas liberais, num ponto em que até têm razão, a obrigatoriedade de um bidé para o licenciamento de uma habitação.Via rápida para a total irrelevância.

 

 

 

 

A direita da igualdade de direitos

por josé simões, em 05.12.22

 

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Colégios onde a propina inclui ballet, natação, equitação, educação musical, apoio ao estudo, vulgo explicações, mas deixa de fora os manuais. É a direita da igualdade de direitos.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

A RGA* dos alucinados

por josé simões, em 20.10.22

 

https://twitter.com/irmaoluciaredux/status/1583103138663305216

 

 

Liz Truss, que quando era pequenina queria ir mais além que a Margaret Hilda, abolir a taxa mais alta de impostos - a dos ricos, reverter o anunciado aumento do imposto sobre as sociedades e o já em vigor aumento da taxa para a segurança social, baixar o imposto sobre os rendimentos, privatizar o que ainda resta do Estado social bife e do NHS, o famoso trickle down de Reagan, quanto mais ricos forem os ricos mais vai pingando para os mais pobres e rebéubéu pardais ao ninho. Não estiveram para aí virados os "mercados", nem com meias medidas, e em menos de um fósforo estava a Libra a ir ladeira abaixo, os juros da divida pública ladeira acima, o caos instalado na City, e os fundos de pensões em risco de falência, anarchy in the UK. A mesma receita que o Ilusão Liberal defende para Portugal e que perante o fiasco saiu a terreiro a clamar que a culpa era da réstia de socialismo que havia no "plano" - um ligeiro aumento das pensões sociais. Um partido que é uma RGA* - Reunião Geral de Alunos de alucinados. Veio o FMI falar em aumento de desigualdades, os "socialistas" Financial Times e The Economist a classificarem o "plano" como a loucura em roda livre, e ainda conseguiu a senhora o pleno de ter todos os tablóides pró Brexit contra si. É obra para um torie. Acossada por todos os lados despediu o bode expiatório, ministro das Finanças Kwasi Kwarteng, como se ninguém soubesse ao que ela vinha e o que se propunha fazer, foi como se o José Freixo tivesse despedido o Donaltim por falar demais e dizer coisas da boca para fora. Não estiveram para aí virados os poucos tories que têm os 5 alqueires bem medidos e que já passaram a fase RGA*, a senhora acabou por se demitir passados longos e eternos 44 dias de Governo e no momento imediato a Libra desata a subir. Como diriam os Ilusionistas Liberais, o socialismo manda nisto tudo.

 

[Link na imagem "state of the art: minister of silly walkouts"]

 

 

 

 

"És liberal e não sabias"

por josé simões, em 06.06.22

 

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O único partido de classe com assento parlamentar e que dedica todos os dias da sua existência em todos os espaços de antena disponíveis - desde as televisões às redes, a ensinar-nos como somos despesistas, que não sabemos fazer contas, como devemos gastar menos e fazer mais, a apontar o dedo a toda a gente de socialista para cima, de vivermos, com o Estado à cabeça, acima das nossas possibilidades, da urgência de ter contas certas, de governar o Estado como se fosse uma família - ganhas 100 não podes gastar 110, tem de ser 90:

 

A Iniciativa Liberal é o partido com assento parlamentar com o maior "prejuízo" nas contas de 2021

 

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Todo os poder aos patetas!

por josé simões, em 30.03.22

 

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O estado da Nação: um Presidente da República que aparece na zona das entrevistas rápidas, reservada a jogadores e treinadores, para comentar um jogo da selecção; um bando de parolos eleitos, constituído grupo parlamentar, que posa para a foto devidamente fardados.

 

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Uma mentira mil vezes repetida

por josé simões, em 06.02.22

 

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A progressividade fiscal está a empurrar os nossos qualificados para fora

 

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"Até pelos países de leste já fomos ultrapassados"

por josé simões, em 27.01.22

 

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Lista de países ordenados por escolaridade média da população com mais de 25 anos, os primeiros 91, com Portugal assinalado a vermelho [Dados da ONU de 2018].

 

Quando os ilusionistas liberais vieram com a lengalenga "ah e tal, até pelos países de leste já fomos ultrapassados", replicada pelo infantil Chicão, acrescentando um país que já não existe - Checoslováquia.

 

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Deu para tudo

por josé simões, em 18.01.22

 

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Deu para António Costa finalmente proferir as palavras proibidas feitas palavrinhas mágicas: "maioria absoluta";

 

Deu para Rui Rio aparecer de gravatinha cor de fralda de bebé mudada, qualquer que se a a mensagem subliminar;

 

Deu para Catarina Martins explicar ao moderador, Carlos Daniel, o que está em causa e o que vai ser votado dia 30;

 

Deu para António Costa começar ao ataque, que é como quem diz à mentira, com "a alternativa à maioria absoluta ser crise atrás de crise e eleições de 2 em 2 anos" apagando em directo e a cores os anos entre 2015 e 2018, qual Estaline de tesoura em riste a cortar fotografias com o Trotsky;

 

Deu para Chicão, nascido em 29 de Setembro de 1988, recuperar a memória do sofrimento que foram os anos do PREC;

 

Deu para Ventura, líder de um albergue de neo nazis e fascistas saudosos de Salazar, invocar os países que nos ultrapassaram na União Europeia, os de leste que nos idos do matacão de Santa Comba tinham homens no espaço enquanto nós tínhamos uma autoestrada de Lisboa ao Casal do Marco, as estradas pejadas de carroças puxadas a burros e demorávamos 5 horas a chegar ao Algarve;

 

Deu para João Oliveira esfregar na cara de António Costa que os ganhos que exibe como trunfo para uma maioria absoluta só foram possíveis porque o PCP se chegou à frente, caso contrário tínhamos gramado com mais 4 anos de Governo da troika, com o PS a abanar a cabeça na bancada como os cães de feira que nos 70s se usavam na parte de trás dos carros;

Deu para Cotrim de Figueiredo dizer que acreditava no Pai Natal com as pessoas que sobem na vida a trabalhar;

 

Deu para Rui Rio afirmar que já reduziu despesa pública em empresas privadas;

 

Deu para Ventura recuperar a bisca das "fundações e organismos que absorvem recursos do Estado" lançada pelo Criador, Passos Coelho, nos anos do Governo da troika;

 

Deu para Rui Rio, líder de um partido que há 40 anos não faz outra coisa que desinvestir e retirar competências ao Serviço Nacional de Saúde, dizer que o SNS está em falência, depois de ter passado os debates anteriores a dizer que há funcionários públicos a mais;

 

Deu para Cotrim de Figueiredo passar todo o santo debate a dizer que António Costa não respondia às questões enquanto ele próprio ganhava o cognome de O Ilusionista por causa dos truques para fugir à questão flat tax;

 

Deu para Rui Tavares vestir a fatiota de Cotrim de Figueiredo e explicar aos telespectadores que com a taxa chata do Ilusão Liberal quem fica a ganhar são os mais ricos, para rombo nos cofres do Estado que asseguram serviços públicos gratuitos e universais;

 

Deu para Ventura voltar à carga com "o país em que metade trabalha para outra metade que não quer fazer nada" e "um país outro todos roubam e ninguém vai para a prisão", precisamente no dia em que se soube que a agremiação de bandalhos a que preside vai ser despejada da sua sede em Évora por não pagar a renda da casa há 8 meses;

 

Deu para António Costa fazer autocrítica: "o que faltou foi vontade política para viabilizar o Orçamento do Estado";

 

Deu para Chicão falar em três banca rotas desde 1995 apesar de nem uma ter havido e a que podia ter acontecido foi evitada;

 

Deu para tudo, só não deu para Carlos Daniel aprender que moderar um debate é como no futebol, o melhor em campo é o árbitro quando no fim dos 90 minutos ninguém deu por ele. Tem gosto o burro em ouvir o seu zurro, vox pop.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 13.01.22

 

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Liberais, defensores da deslocalização de fábricas e empresas da Europa e América do Norte para África e Sudeste Asiático como forma de fugir à protecção ambiental, regulação laboral, baixar custos do trabalho e aumentar a mais-valia ao accionista, que "é nos países menos desenvolvidos que há as maiores catástrofes ambientais e os maiores desequilíbrios ambientais". O circo nunca acaba.

 

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Para o infinito e mais além

por josé simões, em 12.01.22

 

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Onde é que para o "crescimento económico"? O que é que fica do "crescimento económico" depois das migalhas caídas? As perguntas que nunca são feitas em nenhum debate. Dito de outra forma, os do crescimento económico a perder de vista, o nirvana do ilusão Liberal, quando morrerem são as pessoas mais ricas do cemitério, esta é a verdade. Depois da predação do planeta e da destruição da qualidade de vida das pouplações não fica mais nada, o resto são tretas para enrolar totós com conversa.

 

 

 

 

Ao balcão da taberna

por josé simões, em 11.01.22

 

Antiga Taberna do Luciano, na Rua Ladislau Parreir

 

 

João Cotrim de Figueiredo diz que os jovens emigram não só pelos baixos salários mas também por causa dos escalões de IRS. Rui Rio acena com a cabeça em sinal de concordância. João Adelino Faria, quieto e mudo, aprende.

 

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O focus group é tramado

por josé simões, em 10.01.22

 

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Depois de uma semana de mobilização do exército de trolls ilusionistas liberais no Twitter e no Facebook em defesa de um curso universitário pago com recurso a empréstimo bancário a 30 anos, João Cotrim de Figueiredo deixa cair a ideia no debate com o salazarinho retardado. Afinal, quando a esmagadora maioria dos apoiantes e eleitores do partido RGA [Reunião Geral de Alunos] estão a terminar o secundário ou andam numa universidade, não era muito inteligente desatar aos tiros para os próprios pés. Também o saudoso Pedro Passos Coelho, pai desta gente toda, quando percebeu os anti-corpos criados arrumou a revisão constitucional do Paulo Teixeira Pinto no fundo de uma gaveta.

 

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