In Memoriam
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Ingmar Bergman
1918 - 2007
Tomei conhecimento de Igmar Bergman e da sua obra por volta de 1980, frequentava eu o Liceu de Setúbal, aluno da área de Estudos Humanísticos na vertente Jornalismo / Turismo. Em finais dos anos 70 e até meados dos anos 80, haviam em Setúbal, nos claustros do Convento de Jesus, os famosos e não menos saudosos festivais de teatro e de cinema, a maior parte deles "festivais temáticos". Em 1980 coube a vez a Ingmar Bergman. Uma vez que os festivais decorriam à noite, o sotôr Marcelino, nosso prof de Psicologia, mexeu os cordelinhos e conseguiu que houvessem projecções especiais diurnas, dentro de uma sala do convento, de modo a coincidir com o horário da disciplina. Todos os dias, durante duas semanas, assistimos à projecção de um filme. Foi uma barrigada de Bergman! Fiquei traumatizado; só muitos anos passados consegui entrar outra vez numa sala de cinema para visionar um filme do Mestre.
Salvou-se uma coisa: foi por causa do ciclo de cinema dedicado a Bergman que aprendi a gostar de ópera - especialmente de Mozart -, após ter visto a sua versão da Flauta Mágica.