The Towering Inferno
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Estiveram os dois, Costa de gravata cinzenta, Marcelo de gravata preta, na inauguração do memorial aos mortos de Pedrogão. Nas televisões com cara de caso e com conversa de ir ao cu. As imagens do eucaliptal cerrado, qual floresta da Guiné ou do Vietname onde nem a tropa especial consegue entrar, pior que antes do famigerado incêndio, nem vê-las. A seguir passa a reportagem de Costa em Mação, antes de chegar a Pedrogão, "já que estão aqui [as televisões] permitam-me que mostre" e aponta para um pinhal novinho em folha, sem réstia de mato, enfileiradinho qual batalhão de bombeiros na formatura à espera da revista. O desordenamento do território, a inexistência de um ministério da floresta ou coisa que o valha, o interior do país subordinado á agenda das celuloses, o lucro fácil do deixar crescer, o abamdono da agricultura e silvicultura tradicional, a desertificação, o falhanço do Estado, tudo continua em su sitio à espera da próxima ignição. Da última vez um tanque da aldeia da roupa branca dos idos do Estado Novo, baratinho, salvou 12 pessoas do churrasco, agora temos o matacão milionário do Souto Moura, deve dar pelos menos para salvar aldeia e meia.
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A SIC Noticias, para compensar a fake new na primeira página do Expresso desta semana, que morreu ainda mais rápido que a da semana passada, fez um Opinião Pública especial-alarmista sobre um incêndio - Cascais, sem vítimas humanas nem habitações ardidas, extinto em 12 horas, com uma mão cheia especialistas e tudo, que nos juraram a pés juntos que a culpa é do Governo e que já vai sendo tempo destes impunes serem julgados e condenados na barra do tribunal. E ainda estamos a um ano das eleições. Sábado há mais.
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Vamos guardar esta notícia que dá conta de "um português que recebeu apoios de 60 mil euros, enquanto fingia ser vítima do incêndio que destruiu no ano passado a torre Grenfell, em Londres, [ter sido] condenado a três anos e dois meses de prisão" para comparar com os resultados e consequências do inquérito às publicamente denunciadas falcatruas e trafulhices com os dinheiros dos donativos dos portugueses para as vitímas do incêndio de Pedrógão Grande.
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À enésima vez de tentarem capitalizar politicamente a desgraça alheia e à enésima de acabarem enterrados até ao pescoço com a estratégia, a direita radical, depois de se começar a perceber que afinal os donativos para o incêndio de Pedrógão Grande andavam pelas mãos da bem-fadada sociedade civil e pelo quarto sector, o da "economia social", maioritariamente ligado à Igreja Católica, Misericórdias, Caritas e e IPSS's diversas, maioritariamente administradas por elementos ligados ao PSD e ao CDS, ensaia uma saída de fininho pela porta das traseiras. Afinal não há má-fé, afinal não é fraude, afinal não é o insinuado gamanço, pelo Estado, pelo Governo, pelo PS no Governo, afinal é só morosidade que estas coisas têm trâmites a seguir e levam o seu tempo, como ensaiou Duarte Marques no frente-a-frente com Mariana Mortágua no Jornal das 9 da SIC Notícias.
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O primeiro-ministo no exílio depois dos suicídios e dos 64 mortos que afinal não eram 64 mortos mas 64 mortos.
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Apenas quatro dia depois de ter feito gordas de primeira página para uma notícia baseada na boataria e no diz que disse do Facebook o Expresso faz um multimédia "acredita mesmo em tudo que lê na internet?"
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Ao balcão do café: "A Procuradora do PSD nomeada pelo PSD safou o líder para lamentar do PSD com uma pinta do caraças"
Nem Pedro Passos Coelho nem Hugo Soares vieram pedir desculpa aos portugueses por durante três dias terem andado a alimentar uma teoria da conspiração, uma espécie de "x-files" à portuguesa, com base no jornalismo do "diz que disse" nas "redes sociais" e de uma "empresária" contadora de cadáveres, do Expresso, amplificado pela SIC e pela SIC Notícias, instrumentalizando as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, e seus familiares, com o intuito de capitalizar politicamente. Escroques.
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Se o PSD não sabe se a lista das vítimas do incêndio em Pedrógão Grande está ou não em segredo de justiça primeiro pede um esclarecimento à Procuradora-Geral da República e depois, consoante a resposta recebida, pede ou não ao Governo para o levantar, não faz chicana política nem tenta capitalizar com a desgraça e o sofrimento alheios. E, em caso de dificuldade, faz pedagogia e pede ajuda à comunicação social militante que desconhece a separação de poderes num Estado liberal democrático, acampada à porta do primeiro-ministro e da ministra da Administração Interna, ao invés de ir bater às portas certas [que não são propriamente as das "redes sociais" e as das empresárias elaboradoras de listas].
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Sábado o dia todo, domingo o dia todo, segunda-feira o dia todo, todo o santo dia à roda de uma suposta notícia na primeira página do Expresso de sexta-feira à meia-noite. A todas as horas certas em todos os telejornais "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "segundo o Expresso", "as listas que circulam nas redes sociais", "uma empresária que fez uma investigação". O verdadeiro jornalismo rasca neste momento tem casa no Expresso e na SIC e SIC Notícias, já que o Correio da Manha não tem pretensões a "jornalismo de referência".
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Os critérios para contabilizar as vítimas de incêndios deixaram de ser os definidos pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses para passarem a ser os que dão jeito ao PSD e CDS na oposição, amplificados pela comunicação social militante.
Não há indemnizações pagas por os nomes das vítimas do incêndio se encontrarem em segredo de Estado que não é violado como nos casos mais mediáticos a envolverem políticos por ser uma violação que não rende primeiras páginas nem aberturas de telejornais.
O Governo não se marimba para a separação de poderes e não interfere no trabalho do Ministério Público e da Polícia Judiciária.
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- Aquilo é o Monte do Tempo, o local da "Pedra do Sacrifício", o Templo de David e Salomão, de Salomão o Rei dos Judeus, os judeus do judaísmo, a religião monoteísta mais antiga do mundo, e aparece um imbecil com a cabeça enrolada em trapos e com tempo de antena global nas televisões de todo o mundo a falar em "potência ocupante".
- Pedro Passos Coelho, que foi a Pedrógão Grande ainda o fumo saía das brasas do incêndio e que logo aproveitou a tournée para anunciar urbi et orbi o suicídio de cidadãos anónimos movidos pelo desespero e pelo abandono a que foram votados pelo Governo socialista, vem agora bramar para as televisões contra o "aproveitamento político" e o indecoro que é a presença na região dos ministros do Governo socialista no exercício da função para a qual foram investidos, serem ministros e resolverem os problemas das pessoas.
Um fim-de-semana em beleza.
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