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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Nem para eles são bons

por josé simões, em 09.01.19

 

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Querem os fascistas do Vox, entre outras, "Expulsar a 52.000 inmigrantes sin papeles". Os imigrantes que trabalham 12 horas/ dia a troco de quase nada nas estufas dos transvases que pintam a paisagem andaluz de plástico e que metem a Europa inteira a comer frutas e vegetais made in Spain a preços imbatíveis, com mais-valias pornográficas que engordam as contas bancárias de empresários sem escrúpulos, alguns financiadores do Vox. Nem para eles são bons...

 

[Na imagem um print screen ao acaso da zona de Motril, Andaluzia, com as milhares de estufas alimentadas por mão-de-obra imigrante clandestina]

 

 

 

 

Nos dias do medo e do ódio

por josé simões, em 19.09.18

 

 

 

"He's made of bones, he's made of blood, He's made of flesh, he's made of love, He's made of you, he's made of me, Unity!"

 

Nos dias do medo e do ódio de Trump, de Salvini, de Orbán, de Farage e da English Defense League, fazer uma canção de protesto e denúncia, hit, com uma letra assim e meter as rádios a tocá-la. Chapéu!

 

"My blood brother is an immigrant, A beautiful immigrant. My blood brother's Freddie Mercury, A Nigerian mother of three.

 My best friend is an alien (I know him, and he is!), My best friend is a citizen, He's strong, he's earnest, he's innocent.

 My blood brother is Malala, A Polish butcher, he's Mo Farah"

 

"O medo leva ao pânico, o pânico leva à dor, A dor leva à raiva, a raiva leva ao ódio".

 

 

 

 

||| Entretanto em Dover, UK

por josé simões, em 04.04.16

 

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[Aqui]

 

 

 

 

||| Foi Nigel Farage quem ganhou as eleições na bifelândia?

por josé simões, em 04.08.15

 

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Como «é preciso diferenciar os imigrantes por motivos económicos dos que são perseguidos por motivos políticos» mesmo que os imigrantes por motivos económicos sejam consequência dos motivos políticos, com o alto patrocínio do Reino Unido, quer por cúmplicidade, quer por omissão – a que se deu o pomposo nome de realpolitik, quer por acção directa, é não perceber que é melhor, infinitamente melhor, ser homeless nas ruas de Londres do que viver debaixo de tecto na Somália, na Etiópia, na Eritreia ou no Sudão, e empurrar o "lixo" para debaixo do tapete mesmo que o debaixo do tapete seja o tapete da porta da rua de quem passa e já nem vê. Pela ausência de massa cinzenta foi Nigel Farage quem ganhou as eleições na bifelândia?


[Imagem de Jenny Holzer]

 

 

 

 

||| Açular os cães

por josé simões, em 08.06.15

 

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Os trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca não são trabalhadores que fazem as sandes com as mãos, são migrantes que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca. Só os ingleses. E mais de metade dos trabalhadores que fazem as sandes com as mãos que os ingleses vão depois comer com a boca são do leste da Europa, polacos. E as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão comer com a boca depois de feitas por migrantes com as mãos numa fábrica inglesa, são assim feitas com as mãos, pelos migrantes, porque em Inglaterra ninguém quer ir trabalhar para um fábrica a fazer sandes. Nem com as mãos nem com luvas a calçar as mãos. Se calhar porque o salário é baixo para aumentar a mais-valia ao dono da fábrica e/ ou aos accionistas e nem um penny sobra para comprar luvas para calçar as mãos dos migrantes que fazem as sandes que os ingleses, só os ingleses, vão depois comer com a boca.


Açular os cães é isto.


[Imagem Yvonne Hemsey/Getty Images]

 

 

 

 

||| Onde é que anda John Carpenter quando mais precisamos dele?

por josé simões, em 10.05.15

 

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«EU draws up plans for military attacks on Libya targets to stop migrant boats»

 

 

 

 

||| O Alto Chanceler Adam Sutler volta à carga

por josé simões, em 07.12.14

 

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«That has nothing to do with professionalism. What is does have to do with is a country in which the population is going through the roof, chiefly because of open door immigration and the fact the M4 is not as navigable as it used to be.»


[Imagem]


E ainda há o garrafão da Ponte 25 de Abril, consequência dos empregos para ucranianos, moldavos e brasileiros, só não há Nigel Farage que Paulo Portas agora vende vistos e a nova vocação do CDS ainda não passa por aí.

 

 

 

 

||| Nós e eles

por josé simões, em 01.11.14

 

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E não é nenhum filme pós-apocalipse ou zombie survival ou sequer um 4.º Mad Max. Aqui.

 

 

 

 

||| É só mudar o "e" pelo "i"

por josé simões, em 28.08.14

 

 

 

O Governo que aconselhou os portugueses a emigrar é o mesmo Governo que vai agora lançar um programa com «o objectivo de apoiar a integração de estrangeiros» imigrantes, a começar já pelos «quadros de empresas que põem as suas competências ao serviço de quem precisa delas» [e não de quem lhes paga bem e lhes dá qualidade de vida]. E o alvo primeiro são os filhos e os netos dos que partiram e que se espera que regressem agora pela yellow brick road de um país com a economia aberta, como diz o mentor do secretário de Estado que é adjunto de um ministro que é adjunto [nem na emigração há tanta adjunção]. A gente faz que acredita e a gente dá um desconto. Ao fim e ao cabo estamos em Agosto, o calor na moleirinha, a silly season como sói dizer-se, o deslumbramento de um cargo governativo e o homenzinho grande a brincar ao "sentido de Estado". O melhor mesmo é encolher os ombros.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

||| O observador somos nós

por josé simões, em 21.05.14

 

 

 

Europa, século XXI: «O 'senhor' ébola pode ajudar a resolver isso em três meses»

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

||| Com bonecos da bola é mais fácil perceber

por josé simões, em 10.02.14

 

 

 

Não é só de limpeza de casas de banho, de varrer as ruas e recolher o lixo, de lavar escadas e tratar de jardins, de lavar pratos e descascar batatas em hotéis e restaurantes que se trata. A selecção suíça de futebol sem imigrantes.

 

 

 

 

 

 

||| Somos governados por perfeitos idiotas

por josé simões, em 06.01.14

 

 

 

Não explicou como é que as causas que potenciam a saída da geração de elevado potencial ou de grande valor acrescentado de Portugal para o estrangeiro vão ser ignoradas pelos imigrantes, "de elevado potencial ou de grande valor acrescentado", que se pretende captar ou, na mesma linha de raciocínio, vão esses potenciais imigrantes optar por Portugal e não por outro qualquer país, da opção dos portugueses de elevado potencial ou de grande valor acrescentado. Se calhar recorrendo à "fórmula fisico-química", na moda, da "mobilidade social", explicada a anjinhos...

 

«Lomba quer ACIDI a aliciar imigrantes "de elevado potencial"»

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

 

||| Estão no seu direito

por josé simões, em 27.12.13

 

 

 

Entre o humanismo e a lucidez de António Guterres e o populismo demagogo de Nigel Farage, os tories optaram por Nigel Farage, numa fuga para a frente e numa tentativa de minimizar os danos da anunciada vassourada nas próximas eleições. [O passo seguinte, e depois do descalabro, é encostar à agenda xenófoba e racista de Nick Griffin...].

 

É já um clássico na Europa do séc. XXI, "casa onde não há pão e todos ralham e ninguém tem razão", e com a respectiva correspondência no lado de cá do canal, com o "socialista" Manuel Valls a trabalhar pelos enfants de la Patrie em modo Marine Le Pen.

 

Estão no seu direito, mesmo o direito de não perceber nada de nada. Um "white christmas" também para António Guterres.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Vem nos livros de História

por josé simões, em 07.08.12

 

 

 

O elo mais fraco.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Sinais

por josé simões, em 10.01.12

 

 

 

O dia em que no Reino Unido um relatório do National Institute of Economic and Social Research diz não haver qualquer tipo de relação entre a imigração e o aumento do desemprego, mesmo em tempo de recessão e/ ou de baixo crescimento económico, antes pelo contrário, é o mesmo dia em que é posto à venda o livro `Els secrets dels noms catalans´, do especialista catalão em onomástica Josep Maria Albaigès, que nos dá conta que o nome Mohamed foi o mais escolhido na região catalã de Baix Empordà, e o dia em que o Ministério Público egipcío decide processar, por insulto ao Islão, o magnata das telecomunicações Naguib Sawiris, para o caso um cristão copta, por ter publicado via Twitter uma caricatura de Mickey e Minnie como fundamentalistas islâmicos.

 

Pontos de equilíbrio são necessários. Há muito trabalhinho a fazer. E o pior é que a altura, instabilidade económica numa frente, instabilidade política na outra, não parece ser é propícia.