"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
Acordámos todos hoje com o Novembro de 2019 e as previsões falhadas e acertadas do Blade Runner de Ridley Scott quando já devíamos estar acordados há muito para as previsões [interactivo] que apontam um futuro, mais próximo do que poderíamos supor, tal e qual um dos maiores fiascos de bilheteira de Hollywood, prestes a ser elevado à categoria "Jules Verne".
Nesta história do assédio, a todos os níveis condenável, que rapidamente se vai transformar, à imagem do que aconteceu com a pedofilia e o abuso de menores, numa enxurrada de falsas acusações motivadas por vinganças varias, descredibilizando as verdadeiras vítimas de abuso, inocentando os verdadeiros abusadores, arrastando para a lama o nome e a vida de inocentes e banalizando o tema que, a páginas tantas, passou a entrar por um ouvido da opinião pública a 100 e a sair pelo outro a 200, há um pormenor a reter: aquilo que era um negócio de compra e venda, "o mercado a funcionar" em Hollywood, com contratos implícitos e explícitos, já que, pelo que nos é dado a ver, toda a gente à boca pequena saber o que tinha de vender para comprar o que pretendia, passou, num click, a ser um rebanho de virgens nas mãos de predadores sexuais, que é como quem diz, uma "lavagem da alma", com as virgens putas convertidas em putas virgens, ou vice-versa.