Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

OMO lava mais branco

por josé simões, em 11.05.18

 

OMO.jpeg

 

 

Agora que o malandro está no chão vale tudo, até vale branquear que Luciano Alvarez, jornalista do Público, deu conhecimento a Tolentino Nobrega, correspondente do jornal na Madeira, de que se tinha reunido com Fernando Lima, a pedido deste, e que a conversa começou com o assessor de Cavaco Silva a dizer que estava ali a pedido do chefe de Estado para falar de um assunto grave, que o Presidente da Republica achava que o gabinete do primeiro-ministro o andava a espiar e que, a pedido de Cavaco Silva, a história deve começar no arquipélago, para não levantar suspeitas e para parecer que o furo teve origem em alguém ligado a Alberto João Jardim, naquilo que ficou conhecido como a "inventona das escutas a Belém", a conspiração de um Presidente contra um Governo legítimo e democraticamente eleito, enquanto mantinha assessores seus, pagos com o dinheiro dos contribuintes, a trabalhar na elaboração do programa político do seu partido - o PSD, e de Pedro Passos Coelho.

 

Nada disto aconteceu, não disto interessa, nada disto importa, o que importa é que Henrique Monteiro, antigo director do jornal do militante n.º 1, passados nove - 9 - nove anos sobre o acontecimento, lembrou-se de vir dizer que o gabinete do malandro entregou cópias de correspondência interna do Público a uma jornalista daquele semanário, com o intuito de "se vingar" do diário por este ter investigado a sua licenciatura.

 

Nesta lavagem da história vale tudo, só já falta Cavaco Silva, himself, interromper a reforma e aparecer por aí numa televisão qualquer com o tradicional "eu avisei" enquanto mastiga cuspo.

 

 

 

 

||| Televisão Independente

por josé simões, em 30.12.15

 

t-shirt.png

 

O candidato independente das perguntas combinadas e os paineleiros independentes escolhidos para desempenharem o papel de comentadeiros independentes à entrevista isenta.


[Imagem]


"Os comentadores da @tvi24pt estão tão apaixonados por Marcelo Rebelo de Sousa, que se calhar pensam que amanhã é dia de S. Valentim"

 

 

 

 

||| Não lhe chamo nada porque ainda tenho cabeça entre as orelhas e porque escrevo de borla e sem agenda

por josé simões, em 22.11.13

 

 

 

No dia 11 escreveu sobre rankings de escolas, no dia 12 sobre maternidades, no dia 13 sobre chineses, e depois sobre Louçã e sobre Machete e sobre Portas e sobre funcionários públicos e sobre falta de vergonha e era mesmo aqui que a gente queria chegar, falta de vergonha. A falta de vergonha de Henrique Monteiro em querer ser como Luís Filipe Vieira, presidente do SL Benfica, e não em querer ser como Cardoso e Cunha, uma das tralhas cavaquistas que continua a andar por aí, apesar das orelhas que o incomodam, apesar da notícia ter vindo a público no dia 11, o dia em que começou a escrever sobre tudo o que respira, à face da terra e debaixo de água, até chegar à falta de vergonha de escrever sobre as orelhas Luís Filipe Vieira querendo enfiar orelhas de burro aos leitores.

 

O nome do coise é "Chamem-me o que quiserem", Parvalorem, o nome da coisa, proporciona-se a bons trocadilhos.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Momento contorcionista do dia

por josé simões, em 29.01.13

 

 

 

Juntar Fernando Nogueira e Ferro Rodrigues no mesmo copo, shake it, baby shake, "Expresso, há 100 anos a fazer opinião".

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

|| USA, São Francisco, 26 de Junho de 1945; Portugal, Lisboa, 21 de Fevereiro de 1956

por josé simões, em 25.11.12

 

 

 

CAPÍTULO I


Objectivos e princípios


Artigo 1.º


«o respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos»

 

Desculpem a minha ignorância mas não consigo perceber o que é que a Esquerda e a Direita têm a ver com isto [há povos de Esquerda e povos de Direita?]; o que é que a República e a Monarquia têm a ver com isto [uma pessoa é primeiro republicana ou monárquica antes de ser português, chinês, inglês, ou catalão?]; o que é que ser bom ou mau para Portugal e/ ou para a Europa tem a ver com isto [o bem estar de Portugal e/ ou da Europa é um valor mais alto que os anseios de um povo/ região?]; não percebo o argumento da junção das coroas de Aragão e Castela 500 anos antes de Madrid existir, como se a História dos povos e das nações fosse algo imutável, ao mesmo tempo que se passa ao lado da independência de Portugal em relação a Castela ter sido sempre impulsionada de baixo, pelo povo e pela burguesia, contra o desejo e a ambição das elites, da nobreza e algum clero, consumada em casamentos de conveniência, laços sanguíneos e alianças políticas diversas.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| Posso?

por josé simões, em 17.11.12

 

 

 

Não uso gravata mas também vou fazer uma análise bonita e cheia de "sentido de Estado", posso?

 

Uma "sondagem" publicada ao final da tarde do dia 21 de Junho de 2011, a mais fiável que tivemos no último ano e meio, porque foi de eleições para a Assembleia da República que se tratou, disse-nos, textualmente e sem margem para pitonisas, que o povo queria que o PSD e o PS se entendessem, e não Pedro Passos Coelho e José Sócrates porque em Portugal não se vota em pessoas mas em partidos políticos, e porque foram, respectivamente, o primeiro e o segundo classificados na pole position para o Governo da Nação, e ainda porque nenhum dos partidos obteve a maioria absoluta. No entanto o PSD, vencedor das eleições, e o CDS, terceiro classificado, apressaram-se a apresentar uma proposta de Governo, legitima também no quadro constitucional, mas pervertendo o resultado da "sondagem", perante o beneplácito de um Presidente da República ressabiado e o aplauso e o amém dos comentadeiros e paineleiros de serviço, que só se 'alembram' de São Povo quando faz trovoada. E agora chamem-me o que quiserem.

 

[Imagem]

 

 

 

 

 

 

|| O maoísmo tinha, ainda tem, mel

por josé simões, em 02.07.11

 

 

 

Publicar páginas e páginas de escritos sobre o maoísmo e entrevistas a (ex)maoístas sem nunca abordar, sequer ao de leve, o maior genocída da história da humanidade, Mao Zedong himself, é obra.

 

E o que é que, ou porque é que, um (ex)maoísta, no ponto mais ocidental da Europa, tem a ver, ou tem de carregar, com os milhões de perseguidos e outros tantos milhões de mortos às mãos de Mao e do Partido Comunista Chinês? O mesmo que um (ex)comunista, no mesmo ponto mais ocidental da Europa, tem a ver com os crimes de Estaline, o que não é impeditivo para que o tema esteja sempre em cima da mesa de trabalho, não é?

 

Revisionistas eram, são, os outros.

 

 

 

 

 

 

|| Era tão previsível que até Marcelo Rebelo de Sousa acertava

por josé simões, em 30.10.10

 

 

 

 

 

«Recordo que pelo meio do psicodrama, há mais de um mês que o Expresso disse e manteve que o PSD se absteria.»

 

Só faltou foi aparecer gente a prever o voto do PS a favor do Orçamento do Estado. Nem sei como é que ninguém se lembrou dessa.

 

(Imagem do filme Blithe Spirit,1945 com Rex Harrison e Constance Cummings)

 

 

 

 

 

 

 

|| A justificaçãozinha. Respeitinho e palmadinhas nas costas (nunca se sabe…)

por josé simões, em 17.07.10

 

 

 

Na melhor linha da família Soares e ilhas adjacentes (Jorge Coelho, por exemplo) “fulano de tal, que tenho o prazer de conhecer e de quem sou amigo, e que aproveito para enviar daqui um grande abraço” (foda-se que não há pachorra), Henrique Monteiro começa hoje a sua coluna no Expresso (sem link) dedicada aos boys with jobs e ao “affair” José Apolinário - ao qual oportunamente já dediquei umas quantas linhas - com “nada me move contra ele”, segue-se a retórica da ordem, e termina com “é muito significativa [a nomeação de Apolinário] do estado da nossa nação”. Está lá tudo, basta ler o início e o fim. O estado da nossa Nação: políticos profissionais/ corporação do papel impresso; corporação do papel impresso/políticos profissionais, tu és um grande filho da puta mas nada me move contra ti e desculpa lá mas tenho de escrever isto que é para isto que me pagam.

 

(Imagem fanada no La Repubblica)

 

 

 

|| Jornalismo isento e responsável, dizem eles

por josé simões, em 14.11.09

 

 

 

«Face Oculta: Santos Silva fala em 52 cassetes de quatro meses de escutas»

 

Meanwhile no Twitter…

 

Confirma-se: Santos Silva disse mesmo coisas sobre o processo "Face Oculta" que até agora ninguém sabia. Violação do segredo de justiça?

 

RT @HenriquMonteiro: Santos Silva disse mesmo coisas sobre o "Face Oculta" que até agora ninguém sabia. Violação do segredo de justiça?

 

@HenriquMonteiro foi a sic que falou nas 50 cassestes no dia 11 http://is.gd/4ULXa

 

Espero ter contribuido com a minha pesquisa no google para a serenidade neste caso tão interessante. O misterio das escutas!

 

Só é pena João Carlos Espada não estar também no Twitter para ficarmos com a Redacção completa…

 

 

 

5 000 e tal militantes (II)

por josé simões, em 16.12.07
Ainda sobre este tema, escreve Henrique Monteiro no Expresso de sábado:
 
“(…) A lei diz que um partido que não prove ter, pelo menos, 5 000 militantes, é extinto.
Em princípio, daqui não viria grande mal ao mundo. Ainda restarão partidos para quase todas as tendências políticas. O problema, na verdade, é o do costume: a tendência irreprimível do Governo se meter em coisas que não lhe dizem respeito. Os ingredientes estão cá todos e note-se que o Governo era do PSD e do PP, o que prova que este não é um mal próprio da esquerda.” (O negrito é meu).
 
Registe-se para memória futura. A esquerda é castradora das liberdades individuais e controleira dos movimentos dos cidadãos. Mas o Governo era de direita. Traduzindo, para os mais esquecidos; Durão Barroso / Paulo Portas.
 
(Tão certo como “dois e dois serem quatro” que esta foi uma lei direccionada. E não para a esquerda... Com um temor que depois se veio a verificar ser infundado.)