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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Das vantagens da poligamia

por josé simões, em 19.02.09

 

 

«Aliás, se quiséssemos discutir a sério o casamento, ou seja, as uniões às quais o Estado dá o estatuto de matrimónio, teríamos muito para discutir. Por que razão não discutimos a legalização da poligamia? Quantos polígamos existem na Europa? Estamos perante famílias estáveis, que tal como as monogâmicas constituem células que transmitem a propriedade e cuidam dos seus. Contudo vamos entregar-lhes crianças para adopção?»

 

Helena Ramos no Público (link só para assinantes)

 

Jogava Rashid Yekini - ponta de lança nigeriano - no Vitória Futebol Clube de Setúbal e pediu à direcção do clube para ser dispensado por uma semana a fim de resolver uns problemas familiares na sua terra natal. A semana passou, e passou mais uma e outra e já ia num mês sem que “O Deus Negro” desse à costa. É que Yekini era polígamo; tinha 8 mulheres na Nigéria e quase um autocarro cheio de filhos. Resolvidos os “problemas familiares”, aterra em Lisboa a uma sexta-feira e no domingo entra em campo e marca 3 golos de rajada a uma equipa de que não me recordo o nome, porque, como diz o outro, “dos fracos não reza a história”,

 

Oct-trick na Nigéria e hat-trick no Estádio do Bonfim.

 

 

 

Bolacha Maria, aborto e eutanásia

por josé simões, em 09.09.08

 

A propósito da chamada “fúria legislativa” tendo em vista a "correcção das injustiças", e partindo do célebre episódio da Bolacha Maria em 30 de Setembro de 74, quando um membro do então Governo resolveu tabelar por decreto o preço da bolacha, escreve hoje no Público Helena Ramos:

 

“Infelizmente, esta esquizofrenia está longe de se restringir às dinâmicas revolucionárias (…) sendo mesmo estrutural na elaboração das estratégias políticas dos partidos que fazem as democracias. O exemplo mais próximo desta linha de actuação é o actual Governo espanhol que, perante a ameaça duma grave crise económica, se entretém a anunciar como medidas fundamentais para os próximos meses a alteração à legislação sobre o aborto e o suicídio assistido, vulgo eutanásia. Um guião de humor negro não faria melhor, mas até agora esta agenda de fatalismo progressista tem conseguido preencher o vazio ideológico e proporcionar bons resultados eleitorais.”

(Na integra aqui)

 

Talvez extenuada e deslumbrada com o brilhante trabalho de artista exercício de raciocínio que é saltar da Bolacha Maria no Portugal 1974 para o aborto e a eutanásia na Espanha de 2008, Helena Ramos não se apercebe da argolada que comete: a “agenda de fatalismo progressista (…) tem conseguido (…) proporcionar bons resultados eleitorais”.

 

Porque será que o povo ignaro vota em quem lhes propõe alterações à legislação sobre o aborto e a eutanásia? Talvez por gostar de comprar a bolacha barata; o que é uma chatice…

 

Aguardemos outro brilhante raciocínio, desta vez em sentido contrário. Da bolacha Cuétara na Espanha de 1975, para o Portugal, talvez no próximo ano de 2009.

 

(Imagem de Sean Limbert via Guardian)