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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Coisas do Liberalismo

por josé simões, em 08.05.07

Nem sempre os bons exemplos vêm do estrangeiro.

Uma pergunta simples e de resposta aparentemente fácil, foi por mim colocada a amigos ingleses e portugueses durante a minha última estadia na capital britânica.

Se o objectivo, declarado pelas autoridades, é fazer com que as pessoas usem cada vez mais os transportes públicos em detrimento do transporte privado, para evitar congestionamentos na cidade, poluição atmosférica e sonora, emissão de gases, etc., etc., etc. qual a razão para o preço dos bilhetes nos transportes públicos em Londres, ser mais caro na chamada “hora de ponta”, que nas outras horas?

Ninguém soube responder. Ninguém conseguiu encontrar uma justificação plausível para esta aparente contradição.

Eu tenho uma explicação. Talvez uma explicação vista através dos olhos de um português, mas ainda assim uma explicação.

Primeiro criam-se portagens, elevadíssimas, a taxar as viaturas que entrem no centro da cidade – Westminster – usando um argumento aparentemente consensual; o ambiente e a qualidade de vida. E as pessoas começam a deixar o carro em casa. Depois aumentam-se os preços dos transportes públicos nas horas de ponta. Ganham todos. Ganha o Council com as portagens. Ganha a empresa, que vê os lucros disparar com as tarifas adaptadas. Perde o suspeito do costume…

Longe de mim suspeitar de um conluio entre o Mayor de Londres, Ken Livingston, e a empresa de transportes Arriva para meter a mão ao bolso dos londrinos… Mas que ele há coincidências do Arco-da-Velha, lá isso há!

Começo a concordar com alguns blogues cá do sítio. Leiam Hayek!

Só um aviso para quem meter mãos à obra: Mind The Gap!