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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Em nome de Deus

por josé simões, em 03.10.25

 

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Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso limite. Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais. Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares.

Josué 1:4

 

O Movimento de Resistência Islâmica sustenta que a Palestina é um território de Wakf, (legado hereditário) para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição. Ninguém pode negligenciar essa terra, nem mesmo uma parte dela, nem abandoná-la, ou parte dela. Nenhum Estado Árabe, ou mesmo todos os Estados Árabes (juntos) têm o direito de fazê-lo; nenhum Rei ou Presidente tem esse direito, nem tampouco todos os Reis ou Presidentes juntos, nenhuma organização, ou todas as organizações juntas – sejam elas palestinas ou árabes – têm o direito de fazê-lo, porque a Palestina é território Wakf, dado para todas as gerações de muçulmanos, até ao Dia da Ressurreição.

Artigo 11.º do Estatuto do Hamas

 

Quem se interesse por estas coisas da religião, do ponto de vista histórico, civilizacional, cultural, não do ponto de vista da fé e da crença; quem, como aqui o escriba, tenha lido a Bíblia e o Corão da primeira à última página, e o Livro de Mórmon até meio, não havia pachorra para mais, fica a saber duas coisas essenciais:

- Não dar para o peditório de guerras religiosas;

- Não discutir com quem tem um tratado com Deus.

Este último ano tivemos essa confirmação, se dúvidas houvesse.

 

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Se questo è un uomo *

por josé simões, em 28.05.25

 

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An open air prison within an open air prison. This is what aid distribution looks like in the joint Israeli / US food scam. This is day one and day 600 of Israel’s genocide

 

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O medo

por josé simões, em 27.03.25

 

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A primeira conclusão a tirar é que o Hamas atingiu um tal nível de debilidade, política e militar, que as pessoas perderam o medo e saem para a rua em protestos contra a organização, coisa até há pouco tempo inimaginável, tal era a violência e barbaridade com que os opositores eram punidos.

 

Entretanto a Al Jazeera, sempre mais rápida que a própria sombra a noticiar toda e qualquer incursão, ataque, bombardeamento israelita, e onde os óprgão de comunicação social europeus vão beber informação, sobre as manifs em Gaza entrou em modo Travis Bickle em Taxi Driver, "You talkin' to me? You talkin' to me? You talkin' to me?".

 

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O céu na terra

por josé simões, em 16.02.25

 

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Benjamin Netanyahu aparece ao lado de Marco Rubio a repetir a lengalenga de Donald Trump, se o Hamas não entregar os reféns Gaza vai ser o inferno na terra. Porque até agora tem sido o céu.

 

[Imagem "Palestinians gather near a fire surrounded by the rubble of destroyed buildings at Jabalia refugee camp, northern Gaza Strip". Mahmoud Issa/ Reuters.

 

 

 

 

A Riviera do Médio Oriente

por josé simões, em 13.02.25

 

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A verdade é que a ideia de Gaza, Riviera do Médio Oriente, lançada pelo "Agent Orange", é uma boa ideia. Para ser feita por palestinianos, com os palestinianos, com retorno para a Palestina. Com potencial enorme para criação de emprego, riqueza e bem-estar social. O problema é que a "open mind" que nasce do contacto com outros, com outras culturas, com outras mundo visões, aliada à necessidade de mão-de-obra qualificada e poliglota, é inimiga do fundamentalismo religioso e do obscurantismo. Daí a opção ter sido sempre investir em túneis, milícias, armamento, escolas de terrorismo a partir do berçário. Mal grado os milhões de dólares doados ao longo de décadas pela União Europeia, pelos Estados Unidos, pelas Nações Unidas. E agora, depois deste retrocesso civilizacional de décadas consumado em pouco mais de um ano?

 

[Link na imagem "Palestinians walk past the rubble of buildings destroyed during the Israeli offensive, on a rainy day, amid a ceasefire between Israel and Hamas, in Gaza City, February 6. Reuters/ Dawoud Abu Alkas]

 

 

 

 

It's A Man's Man's Man's World

por josé simões, em 31.01.25

 

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Palestinian militants surround hostage Arbel Yehoud, on the day they hand her to members of the International Committee of the Red Cross (ICRC) as part of a ceasefire and prisoners swap deal between Hamas and Israel, in Khan Younis in the southern Gaza Strip, January 30. Reuters/ Ramadan Abed

 

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De crianças mortas e idiotas úteis estão o inferno e o céu cheios

por josé simões, em 13.10.24

 

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Quando Edwin Starr gravou War, canção dos The Temptations, que havia de se tornar num hit contra a guerra do Vietname e um dos melhores temas anti-guerra da história da pop-rock, recuperada anos mais tarde pelos Frankie Goes to Hollywood em plena guerra fria e ameça nuclear, nunca antecipou que anos mais tarde, numa outra latitude, Gaza, uma guerra ia ter utilidade: o mundo saber que nas guerras morrem crianças.

 

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Os espiões de Israel dormem na forma?

por josé simões, em 18.09.24

 

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Com o historial hollywoodesco, e prontamente aproveitado por Hollywood, que Israel leva nos ecrãs, desde a primordial Operação Garibaldi que foi sacar Eichmann a Buenos Aires, passando pela Operação Cólera de Deus, durante anos atrás dos responsáveis pelo massacre dos atletas israelitas nos Olímpicos de Munique, à infiltração de um agente na estrutura político-militar síria,  onde chegou a conselheiro-chefe do Ministro da Defesa, à em tempo recorde planeada Operação Entebbe de resgate de reféns israelitas de um avião desviado para o Uganda, ao assassinato de um dirigente do Hamas em plena capital do Irão, até à mais recente, e não menos espectacular e sofisticada, que foi colocar explosivos em 5000 - cinco mil - pagers  para explodirem em simultâneo, é cada vez mais uma certeza que o ataque de 7 de Outubro de 2023 ao kibutz Be'eri e ao festival de música de Re'im podiam ter sido evitados, se é que não foram propositadamente ignorados por alguém na cúpula político-militar israelita como pretexto para o que se seguiu e segue.

 

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Ninguém quer saber

por josé simões, em 06.09.24

 

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Corria o ano de 135 e Adriano, para pôr fim às revoltas e constante instabilidade na região, depois de ter perdido uma legião, desloca para a Judeia a VI legião, a de Ferro, a XII legião, a Fulminante, e o general Lucio Severo, com um grupo de especialistas em guerrilha urbana vindos da Bretanha. Foram massacrados 580 mil judeus, cidades e templos arrasados, milhares de judeus escravizados, a cabeça de bar Kosba cortada e exibida como troféu, e a região rebaptizada de Síria Palestina. "Oitenta mil romanos invadiram Betar, e assassinaram os homens, mulheres e crianças, até correr sangue das soleiras e valetas". Nascia o judaísmo como condição religiosa e cultura, acabava a condição política.

 

Na apresentação do plano para controlar militarmente o "corredor de Filadélfia" Netanyahu recorre a um mapa onde a Cisjordânia já não aparece assinalada, é tudo Israel, só já ali resta Gaza a incomodar e atrapalhar. Netanyahu e os fundamentalistas religiosos e de extrema-direita com quem está coligado no governo vão "corrigir" a história e repetir na "terra prometida" com os palestinianos o que Adriano lhes fez há quase 1900 anos. E ninguém quer saber.

 

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O ódio alimenta o ódio

por josé simões, em 04.09.24

 

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"O Hamas ameaçou hoje que enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estiver no poder, mais reféns israelitas poderão morrer em Gaza", nada se importando que mais, e mais, e mais palestinianos, inocentes, possam morrer enquanto o poder em Gaza for detido pelo Hamas. O ódio alimenta o ódio.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Breakfast in Israel

por josé simões, em 09.06.24

 

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A woman with a rifle shops in a bakery, amid the ongoing conflict between Israel and Hamas, in Tel Aviv, Israel, June 4, 2024. Reuters/ Marko Djurica

 

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Agora pençem

por josé simões, em 30.05.24

 

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Um dos maiores financiadores do terrorismo mundial. Os homossexuais enforcados em gruas nas praças públicas. As mulheres perseguidas por serem mulheres. As ordens dadas à polícia para disparar à cara dos manifestantes por formar a cegarem uma vista. As penas de morte por simples artigos de opinião ou posts nas redes sociais. As penas de prisão acompanhadas por centenas de chicotadas. Os crimes de honra com absolvição do marido. Agora pençem.

 

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Não há solição política para guerras religiosas

por josé simões, em 25.03.24

 

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Gajos que escolhem o Natal e a Páscoa para cometerem atentados terroristas querem uma pausa na guerra durante o Ramadão. Não há solução política para guerras religiosas com mais de 2000 anos.

 

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Sniper

por josé simões, em 01.01.24

 

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A boy looks out through a hole in a damaged wall in the aftermath of an Israeli raid, in Far'a refugee camp near Tubas, in the Israeli-occupied West Bank, December 29, 2023. Reuters/ Raneen Sawafta

 

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Ritt der Walküren

por josé simões, em 20.12.23

 

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Israel-Gaza Border - A picture taken in southern Israel near the border with the Gaza Strip shows an Israeli soldier playing violin on a tank, amid continuing battles between Israel and the militant group Hamas. AFP/ Menahem Kahana

 

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