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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A minha casinha

por josé simões, em 24.05.24

 

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Da última vez que a direita esteve no poder e deu ajudas públicas a jovens para compra de casa dispararam as vendas de montes no Alentejo e de casas na falésia algarvia. Garantias públicas para jovens que ganhem até 5800 euros por mês e comprem casa por máximo de 450 mil euros com isenção de IMT e Imposto de Selo. As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha...

 

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Os amigos do povo

por josé simões, em 13.05.24

 

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Mais caos urbanístico, mais atentados ambientais, mais população para as periferias, cada vez mais periferias das cidades, mais perda de qualidade de vida no calvário das horas no trânsito casa-trabalho-casa ou escola, os centros das cidades para a especulação Disneyland, a satisfação da clientela político-partidária do pato-bravismo e do betão. É "a economia a funcionar", onde todos ganham menos o tanso do costume, o contribuinte. Quem é amigo do povo, quem é?
 
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O medíocre com tempo de antena

por josé simões, em 10.05.24

 

New Year in a psychiatric hospital. USSR, Moscow,

 

 

Se dúvidas houvesse sobre o triunfo da mediocridade e do grande falhanço em que se tornou este país 50 anos que são passados sobre o dia 25 de Abril de 1974 atente-se à next big thing da direita, Sebastião Superstar, e à fantabulástica ideia de que "a habitação seja universalizada na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia", o que diz a Constituição da República Portuguesa, a tal, a que respira socialismo por todos os poros, no seu Artigo 65.º - Habitação e Urbanismo, "1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar." [e pontos seguintes], e depois pergunte-se-lhe o que tem a dizer sobre alojamento local, airbnb, recuperação de centros históricos, bairrismo e tradição, guetos urbanos nas periferias e por aí.

 

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A direita e os guetos

por josé simões, em 02.05.24

 

Lisbon (Lissabon) by Georg Braun & Frans Hogenberg

 

 

Toda a gente com um mínimo de formação sabe que as cidades com história, em geral, e a cidade de Lisboa, em particular, cresceram a partir do centro, na base do turismo, dos alojamentos locais, e de lojas de artesanato diversas, que a partir de uma determinada hora as ruas ficam vazias de gente e não se vê vivalma, que os conceitos "lisboeta", em particular, e "bairrismo" e "tradição", no geral, são uma invenção ideológica, que os verdadeiros cidadãos, em geral, e os "alfacinhas", no particular, viviam fora das cidades, é por isso que em algumas cidades ainda é possível encontrar vestígios de muralhas e nalgumas até muralhas completas, desde esses tempos áureos, da divisão dos cidadãos genuínos,  nos guetos, e dos cidadãos fake, os que fazem a cidade renovar e prosperar, no centro, sendo que a questão da mobilidade nem se colocava, não havia o caos do trânsito como nos tempos que correm, o tempo tinha outra velocidade e outro ritmo, uma pessoa metia-se rapidamente em qualquer lado a cavalo num burro, numa carroça ou até mesmo a penantes.

 

Miguel Pinto Luz: "O problema da habitação não tem de se resolver no centro de Lisboa"

 

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O amigo do povo

por josé simões, em 18.08.23

 

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O Marcelo que avisa as televisões que vai fazer um périplo pelos sem-abrigo de Lisboa, imagens tocantes, escrevem os patetas úteis na construção da imagem presidencial, é o Marcelo que vetou a lei que dava preferência aos inquilinos na compra da casa e o Marcelo que avalia o veto político à lei da habitação. No intervalo umas centenas de inquilinos da Fidelidade levaram um pontapé no traseiro e foram despejados das casas onde sempre viveram. A exigência cidadã está ao nível da selfie.

 

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O preço dos elevadores

por josé simões, em 14.08.23

 

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Disse Marques Mendes na avença semanal que tem na televisão do militante n.º 1, sem contraditório, que o preço das casas em Lisboa e no Porto mata o elevador social e que, pasme-se, até conhece quem tenha ido morar para Setúbal por causa disso. Há em Setúbal quem tenha ido morar para o Pinhal Novo por causa do preço das casas, gente que Marques Mendes não conhece, e não são tão poucos quanto isso. Assim como Almada e toda a margem sul explodiu com a fuga de Lisboa pelos mesmos motivos, depois de já ser insuportável pagar um andar desde Benfica a Santo António dos Cavaleiros, era Marques Mendes pequenino e, como é por todos sabido, "em pequenino não conta". Podemos argumentar com o preço elevado da habitação em todo o lado, à sua proporção, agora meter o "elevador social" à mistura, tadinhos dos alfacinhas e dos tripeiros...

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Psittacidae, II

por josé simões, em 16.05.23

 

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"São palavras de uma pessoa que tem uma preocupação genuína com os portugueses e está preocupado com o aumento das taxas de juro e o [respectivo] impacto das famílias", disse o Maya, Miguel, depois de Marcelo ter dito aquilo que o PCP e o Bloco andam a dizer há mais de um ano e que tem sido apodado de irresponsabilidade, comunismo, venezuelização de Portugal e daí para cima.

 

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Psittacidae, Capítulo I

 

 

 

 

Palhaços e imprensa livre, Capítulo III

por josé simões, em 12.05.23

 

Escritos murais pós 25 de Abril, na parede da oficina de um velho fazedor de carroças. Parchal, 1978.png

 

 

O jornal do militante n.º 1 veio em grande alvoroço avisar que um quinto dos proprietário já venderam as casas que tinham no mercado de arrendamento com medo do Mais Habitação apresentado pelo Governo. O comunismo e a Venezuela, diz a direita que suspira pela Inglaterra e Países Baixos e países nórdicos, paraísos do livre mercado e do menos Estado, e onde há décadas onde funcionam programas semelhantes. E todo este pavor à conta de um questionário que a  Associação Lisbonense de Proprietários distribuiu entre os seus associados, respondido por 700, rapidamente transformados em um quinto dos senhorios a nível nacional. Que a associação dos proprietários lisboetas faça os inquéritos que muito bem entender é lá com ela, que faça disso alarde e toque a todas as campainhas, também é um direito que lhe assiste, que um jornal, dito de referência, faça disso uma amostragem fiável do mercado nacional só mesmo um trapo encharcado nas fuças, como diz o pagode. É que nem na "liberdade para pensar" isto tem encaixe possível.

 

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Palhaços e imprensa livre, Capítulo II

 

 

 

 

Bots, grunhos, e totós de bisnaga de vaselina na mão

por josé simões, em 19.03.23

 

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Cavácuo saiu do sarcófago na Coelha para apodar de "marxistas ignorantes das regras da economia de mercado que vigora na União Europeia" quem em 2023 quer aplicar legislação de 2014, era o PSD governo com Passos Coelho primeiro-ministro e Cavácuo Presidente da República, e logo apareceram milhares de bots nas redes, secundados por grunhos, mais ou menos anónimos, e totós de bisnaga de vaselina na mão em defesa da boa governação e honestidade do sonso que começou a vida com uma marquise clandestina em Lisboa e se retirou com uma vivenda trafulhada no Algarve, por causa de uma lei de 1993, imposta a Cavácuo numa Presidência Aberta de Mário Soares, e executada por Jorge Sampaio e João Soares. Não os deixemos ficar na sua chico-esperta e sonsa "ignorância".

 

 

 

 

Um cartaz com o Fernando Cunha dos Delfins na beira da estrada

por josé simões, em 20.02.23

 

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A arte da direita radical consiste em fazer o povo acreditar que até uma medida de nítido cariz neo-liberal, o Estado tomar um imóvel devoluto, substituir-se ao proprietário em obras de recuperação para o colocar no mercado com renda acessível, entregando o dinheiro de mão-beijada ao senhorio, é uma medida esquerdista, bolchevique, venezuelana, vem aí outra vez o PREC e o caralho. Só lucro com zero risco para o proprietário é "comunismo". Isto depois de décadas de sucesso da cartilha de que para o interesse público é melhor o que é privado, de alguém, que o que é público, de todos.

 

["Um cartaz com o Fernando Cunha dos Delfins na beira da estrada". Link na imagem]

 

 

 

 

"a habitação", sem a paz, o pão, a saúde e a educação

por josé simões, em 16.02.23

 

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Oito pessoas, na altura a coisa não funcionava como "família", funcionava como "chefe de família", juntavam-se, geralmente trabalhavam na mesma empresa, pediam um empréstimo à Caixa de Previdência e Abono de Família, compravam um terreno, pagavam o projecto a um arquitecto, a construção a um empreiteiro, três andares mais rés-do-chão, esquerdo, direito, e ficavam a pagar a mesma renda fixa, independentemente do rendimento familiar, durante 25 anos até à liquidação total da dívida, a prestação mensal não sofria com oscilações e humores do mercado. Foi nos idos do Estado Novo. E foi assim que milhares de ruas e bairros, como os das fotos que ilustram o post, Praceta das Janelas Verdes e Rua das Areias em Setúbal, nasceram de norte a sul de Portugal. Não resolveu o problema da habitação em Portugal, os bairros da lata eram mais que muitos e muitos anos depois do 25 de Abril continuavam a ser uma realidade, mas resolveu o problema de uma classe média/ média alta em ascensão. Está bem que não havia os "mercados", os "investidores" e os bancos não eram alimentados pelos contribuintes, na altura dos apertos, nem pelo cidadão, em tempos de bonança. Não havia eleições, mas agora que as há ninguém é chamado a eleger mercados e é suposto que os eleitos governem em favor dos eleitores e não de poderes obscuros, e que um partido socialista seja efectivamente socialista e não uma cona aberta aos interesses privados e à especulação. Depois quando um qualquer Ventas, que quer inaugurar uma nova República, vier argumentar que o fascismo fez mais pela habitação para a classe média que 50 anos de democracia ficam todos mui admirados por pagode concordar, aplaudir, e reflectir o aplauso nas urnas.

 

[Imagens sacadas do Google Maps]

 

 

 

 

Somebody knows

por josé simões, em 30.12.22

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 17.07.20

 

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Pandemia pode ser oportunidade para resolver problemas no acesso à habitação em Lisboa.

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa

 

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O país onde toda a gente goza com o cidadão a torto e a direito

por josé simões, em 06.06.19

 

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O país dos 600 € de salário mínimo nacional e da média salarial a rondar os 900 €, descontos para a recapitalização dos bancos incluídos, é o país onde uma renda de casa "acessível" na capital é um T2 por 1 150 € mensais e é o país onde toda a gente, Governo incluído, goza a torto e a direito com o cidadão, o eleitor, o contribuinte, não necessariamente por esta ordem, cada um por si ou todos em conjunto.

 

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||| Com os votos contra dos partidos "da família"

por josé simões, em 08.01.16

 

House of Self-Indulgence Fright Night Tom Holland,

 

 

Passar a vida, anos, 42 mais precisamente, com a boca cheia de família e o dedo em riste apontado aos outros, aos que não respeitam o "núcleo central da sociedade", além de Deus e da autoridade.


Esquerda aprova fim de execuções fiscais de casas de família com os votos contra do PSD e do CDS.


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