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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A Venezuela dos Pequenitos

por josé simões, em 17.04.19

 

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Segundo a direita radical, para Portugal não ter a gasolina racionada como na Venezuela, o Estado deve intervir numa empresa privada... como na Venezuela.

 

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O circo nunca acaba

por josé simões, em 17.04.19

 

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Os mesmos da direita radical que privatizaram sectores estratégicos da economia na base do "aliviar o peso do Estado na economia" querem agora que o Governo intervenha num conflito laboral numa empresa privada. Como ainda lhes resta alguma vergonha, mais medo que vergonha, em exigir publicamente a suspensão do direito à greve, que advogam em privado, ainda os vamos ver clamar pelo sindicalismo responsável da CGTP na mesa das negociações e da concertação, contra o sindicalismo selvagem dos sindicatos não-alinhados.

 

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3 em 1

por josé simões, em 17.04.19

 

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Enquanto as televisões, todas, em modo papagaio repetem o spin do sindicato dos patrões que os motoristas dos transportes de materiais perigosos auferem um salário líquido mensal de 1 500 € sem especificarem que é sobre uma amplitude horária [oficial] de 12 horas de trabalho, com subsídios de refeição, subsídios de risco, 1.ª e 2.ª refeições penalizadas, refeições fora da base, horas extra a 50 e 75%, extra diurno e extra nocturno, a fazerem por 650 € mensais de salário base o trabalho de dois motoristas, o terceiro elemento da equação, PSD e o CDS, mais rápidos que a própria sombra, saem a terreno a exigir que o Governo encontre uma solução para um conflito laboral entre os trabalhadores e os patrões de uma empresa privada. Nacionalize-se, portanto. É sempre o mercado a funcionar.

 

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A greve do PSD

por josé simões, em 08.02.19

 

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Carlos Abreu Amorim, o residente no Porto eleito deputado do PSD pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, no Twitter a atirar areia para os olhos de quem quer levar com ela, misturando campanha eleitoral com greve, fazendo de conta que o problema é a "vaquinha", nome do crowdfunding antes de haver crowdfunding, e omitindo que a "vaquinha" de António Costa teve a exigência de identificação e recibo passado a todos os doadores.

 

Se dúvidas houvesse de que esta é uma greve de guerrilha orquestrada e delineada pelo PSD é tomar atenção nas redes às contas de deputados, apóstolos, ideólogos, aios e escudeiros, e liberais de pacotilha diversos da ala Passos Coelho, que agora só encontram virtudes no Serviço Nacional de Saúde que antes era para desmantelar e distribuir, com o patrocínio do erário público, pela excelência da iniciativa privada.

 

 

 

 

Greves inseparáveis

por josé simões, em 07.02.19

 

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Depois de a TVI ter revelado uma gravação onde a senhora bastonária da Ordem dos Enfermeiros aparece a acertar estratégias com os sindicalistas, no telejornal da noite na SIC Notícias a senhora dirigente da Associação Sindical dos Enfermeiros utiliza uma expressão que diz tudo e que automaticamente posiciona o sindicato que dirige: "um Governo apoiado pela esquerda". Todas as greves convocadas pela CGTP são greves decididas na sede do PCP à Soeiro Pereira Gomes e que não levam em conta o país que quer trabalhar, nem têm respeito pelos outros cidadãos que, indirectamente e por tabela, se vêm envolvidos nestas manigâncias dos comunistas e dos funcionários públicos, calaceiros que não podem ser despedidos e que vivem bem a expensas do erário público e de todos os outros que se levantam cedo para ir trabalhar, isto só para utilizar alguns dos argumentos a que a direita radical recorre de cada vez que há uma greve que lhe escapa ao controlo. Os enfermeiros terem uma bastonária industriada em S. Caetano à Lapa, e sindicatos por "enfermeiro quadrado" a orquestrarem greves alimentadas por donativos "Jacinto Leite Capelo Rego" é "a justa luta dos enfermeiros" inserida no legítimo direito à greve, que não causa prejuízo a ninguém, nem aos próprios, sem a noção do ridículo, ou do insulto, ao tal do país que se levanta cedo para ir trabalhar, que são os 57 anos para a idade de reforma e um aumento de 400 € de salário. Vai-se ver e, tudo isto dito e reivindicado, a grande maioria até é contra a legalização das drogas...

 

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Grandes questões existenciais

por josé simões, em 17.12.18

 

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Como é que se requisita civilmente [de requisição civil] alguém que não tem nenhum vínculo contratual com nenhuma empresa ou entidade [no caso do Porto de Setúbal]?

 

"Eu requisitado? Porquê eu e não o senhor ministro requisitador? Ou o senhor doutor Marco António Costa do PSD, que não se calou com isso uma semana inteira?". [o requisitado a falar para com os seus botões].

 

E as televisões dias, semanas a fio, a todas as horas certas, em todos os noticiários a papaguear esta coisa da "requisição civil".

 

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Jacinto Leite Capelo Rego*

por josé simões, em 14.12.18

 

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"Campanha para financiar a greve dos enfermeiros angariou quase 14.500 donativos e 360 mil euros, tendo batido por uma larga margem todos os recordes da plataforma PPL, que ocupa 80% deste mercado."

Greve dos enfermeiros bate recorde de crowdfunding

 

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*Jacinto Leite Capelo Rego

 

 

 

 

Mudança de paradigma

por josé simões, em 01.11.18

 

 

 

Nos idos da direita radical PSD/ CDS aparecia sempre um porta-voz do ministério da tutela ou da empresa pública em questão a contrapor os números de adesão à greve fornecidos pelos sindicatos. Agora isso deixou de acontecer. Foi 80, 100, 120%? Pois que seja.

 

 

 

 

Curioso...

por josé simões, em 25.09.18

 

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Quando a Carris, o Metro, a CP, os TST, os STCP, a Barraqueiro, a Rodoviária de Lisboa, a Transtejo, or ever, fazem greve há sempre reportagens de rua com pessoas revoltadas com o contratempo e o transtorno e o prejuízo que é para o país e para a economia e mais o caos na cidade.

Com a greve dos taxistas nem a RTP, nem a SIC, nem a TVI, nem a televisão do Correio da Manha [sem til] se lembraram de fazer uma reportagem assim e foram fazer a reportagem que nunca fazem quando as empresas de transportes públicos entram em greve: o dinheiro que deixa de entrar em casa dos grevistas, com filhos e contas para pagar. Curioso...

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

Os ludistas da Avenida

por josé simões, em 23.09.18

 

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Ter boa imprensa é a cobertura que as televisões, todas, fazem a uma greve - a dos taxistas, pela qual ninguém dava se não fosse a cobertura televisiva, a todas as horas, em todos os noticiários, com directos e folclore diverso.

 

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O partido das bastonárias

por josé simões, em 22.02.18

 

Sotrondio, Asturias, 1948. By photographer Valentín Vega..jpg

 

 

"A Ordem dos Enfermeiros (OE) adiantou entretanto que apoia esta greve". Ou, como nos disseram durante 4 anos Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro, Teresa Leal Coelho, Duarte Marques, Hugo Soares, Duarte Pacheco e que me perdoem os que ficaram esquecidos, o PSD, o partido que sem respeito por ninguém se entretêm a convocar greves, por interpostas pessoas nos sindicatos [médicos] e nas ordens profissionais, alcandoradas em organizações sindicais, causando prejuízos imensos ao país e à economia e contratempos aos cidadãos cumpridores, que não vivem debaixo do guarda-chuva do Estado e que não se revêm nestas "malabarices" político-partidárias.

 

[Imagem "Sotrondio, Asturias, 1948", Valentín Vega]

 

 

 

 

Entregues à bicharada

por josé simões, em 11.09.17

 

 

 

No Prós e Contras, o programa mais imbecil da história da televisão portuguesa, na RTP, a televisão pública, apresentado por uma jornalista sem saber ler nem escrever, com apartes e comentários recusados pela produção dos Simpsons para a voz de Homer, esta semana sobre a Autoeuropa, a greve, e a "força sindical por trás" [sic] - trabalho interessante a fazer pela concorrência da televisão pública seria reportagem na Alemanha sobre o que um alemão anónimo pensa de uma televisão que gasta uma noite de segunda-feira a organizar debate sobre uma greve, um trabalhador colaborador da Autoeuropa apontou como "o inimigo" a administração da empresa que lhe dá o emprego e lhe paga o salário que lhe permite pagar as contas. A seguir veio outro senhor queixar-se dos horários e ritmos infernais de trabalho impostos pela administração. Estamos entregues à bicharada.

 

 

 

 

O vómito em forma de televisão

por josé simões, em 25.05.16

 

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Ver Assunção Cristas, a aprendiza-substituta de Paulo Portas à frente do CDS até o querido líder completar a travessia do deserto e haver uma vaga de fundo que clame pelo seu glorioso regresso à liderança, em todos os canais de televisão, a largar o veneno e a plantar a mentira, sem que nenhum dos jornalistas, câmaras de ressonância, lhe perguntasse como é que se faz a "requisição civil" a quem cumpre o seu horário de trabalho e só se recusa a fazer horas extraordinárias...


Numa sociedade justa o empregador criava mais um turno de trabalho e o problema ficava resolvido, mas criar mais um turno de trabalho implica criar mais umas dezenas de postos de trabalho, pagar mais umas dezenas de salários, pagar mais umas dezenas de subsídios de férias, pagar mais umas dezenas de subsídios de Natal, pagar mais umas dezenas de contribuições para a Segurança Social, e menos uns milhares de euros em mais-valia para o patrão e para aos accionistas. E isto não é um país comunista, nem tampouco uma sociedade capitalista redistributiva.


[Imagem de Jan van de Velde, Wellcome Library]

 

 

 

 

A diferença entre lucro e ganância

por josé simões, em 24.05.16

 

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Diz que os armadores perdem dinheiro, que os operadores portuários perdem dinheiro, que as exportações são afectadas, que as importações idem, que as empresas estão a perder milhões, que a economia do país está em risco. Por uma greve às horas extraordinárias. Não é uma greve total, é uma greve às horas extraordinárias. Às horas extraordinárias. Todo um sistema laboral que afecta este mundo e ainda uma parte do outro todo ele assente no pressuposto de que os trabalhadores vão fazer horas extraordinárias. As pessoas deviam pensar nisto. E deviam pensar porque é que a direita radical lamenta não ter conseguido baixar os custos do trabalho para as empresas e porque é que uma das primeiras medidas adoptadas pelo Governo da direita radical foi precisamente baixar o preço da hora e o preço da hora extraordinária. As tais horas extraordinárias que são atiradas à cara dos estivadores todos os dias e a todas as horas pelos comentadores da direita radical – os salários milionários que os madraços da estiva recebem, e no eco que faz na ignorância invejosa de outros trabalhadores, trabalhadores como os estivadores. E as pessoas também deviam pensar nisto.


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||| É uma questão de fezada

por josé simões, em 19.12.14

 

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O fulano que acreditava piamente na constitucionalidade de 4 – quatro – 4 Orçamentos do Estado é o fulano que tem a certeza de que a requisição civil para a greve na TAP é legal. Mete as mãos no fogo e jura pelas alminhas e pela rica saudinha dos entes mais queridos.


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