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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Bué* casamentos e um funeral

por josé simões, em 17.03.19

 

Simone Pellerey - 10 settembre 1961 - Matrimonio di Diana e Antonio.jpg

 

 

Se por um azar morrer algum familiar de um governante [toc-toc-toc três vezes na madeira; lagarto, lagarto; salvo seja e todas aquelas coisas que é normal dizer] o Governo pára, por via dos dias de nojo consignados em lei. Pai/ mãe/ sogro/ sogra/ conjugue: 5 dias; irmão/ irmã: 3 dias; primos: dia do funeral, etc. , etc. . E não é difícil imaginar todos os constrangimentos que isso traz ao governo, com letra pequena, da Nação.

 

*Bué

 

[Na imagem 10 settembre 1961 - Matrimonio di Diana e Antonio, Simone Pellerey]

 

 

 

 

"Um Governo preocupado só com a sua imagem"

por josé simões, em 26.11.17

 

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Dois anos depois e das trapalhadas com os bancos, herdadas do anterior Governo, resolvidas e com o sistema financeiro estabilizado; com todas as metas estabelecidas cumpridas, sem recurso a extraordinários; com a economia a crescer e as exportações no mesmo sentido; com o défice mais baixo da democracia; com o PIB a aumentar e o desemprego a regredir até aos números de 2008; com o país fora do procedimento por défice excessivo, contrariando as ameaças de Bruxelas ao anterior Governo; com a Standard & Poor’s a reavaliar positivamente a notação do país; com as taxas e sobretaxas anuladas e o rendimento restituído às pessoas e às famílias; com a oposição a brandir os incêndios de Verão, o paiol de Tancos, o jantar no Panteão, a legionella na chaminé do hospital, o Infarmed no Porto e a comemoração paga à Universidade de Aveiro para assinalar o 2.º aniversário do Governo. Como diria Assunção Cristas, "um Governo preocupado só com a sua imagem".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Allo allo

por josé simões, em 20.06.17

 

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Última hora: Governo e jornalistas cercados por incêndio em Góis

 

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [VII]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministério da Igualdade e Cidadania


Teresa Morais, a secretária de Estado da Igualdade contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a lei de identidade de género.

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [VI]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministro da Modernização Administrativa


Rui Medeiros, o constitucionalista que atestava a constitucionalidade dos diplomas do Governo PSD/ CDS declarados inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional.

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [V]

por josé simões, em 27.10.15

 

 

 

Ministério dos Negócios Estrangeiros


Rui Machete. o ministro dos pedidos de desculpas a Angola por Portugal ser um estado de Direito com separação de poderes.

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [IV]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministro da Saúde


Fernando Leal da Costa, o secretário de Estado do humor negro sobre as urgências hospitalares.

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [III]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministro da Justiça


Fernando Negrão, da demissão do cargo de director da Polícia Judiciária no quadro do processo Moderna [que chegou a envolver Paulo Portas] por suspeitas de violação do segredo de justiça. De Setúbal para Lisboa, de Lisboa para o Parlamento, onde ainda ontem não foi eleito presidente porque os socialistas-comunistas-esquerdistas-anarquistas não respeitam a tradição. Contra a democracia marchar, marchar.

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [II]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministério da Administração Interna


João Calvão da Silva, "jurista de Coimbra" [meu Deus!] do "bom princípio geral de uma sociedade que quer ser uma comunidade – comum unidade –, com espírito de entreajuda e solidariedade".

 

 

 

 

||| Ainda gozam com os cidadãos [I]

por josé simões, em 27.10.15

 

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Ministério das Finanças


Maria Luís Albuquerque, «não vamos falar em cortes de 600 milhões, nunca ninguém falou em cortes».

 

 

 

 

||| Alemanha declara guerra à Rússia

por josé simões, em 14.10.15

 

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É a primeira página dos jornais económicos [e adjacentes] de amanhã, depois de terem gastos os trunfos todos logo no primeiro dia.


«Portugal emite 1.300 milhões de euros em dívida com juros inferiores aos do mercado»


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||| Mito urbano

por josé simões, em 13.10.15

 

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Mito urbano. A direita que sabe fazer contas:


«[...] ausência de fornecimento por parte do governo e da coligação de informação indispensável ao suporte financeiro das medidas que apresentaram e que é indispensável para podermos avaliar da consistência e da credibilidade do exercício que nos é apresentado.» [A partirt do minuto 02:49]


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||| Da tradição

por josé simões, em 12.10.15

 

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E depois havia a tradição. O filho do pedreiro era pedreiro, o filho do pescador era pescador, o filho do sapateiro era sapateiro, o filho do trabalhador rural era trabalhador rural, que por acaso era camponês, e por aí, e andavam na escola até à quarta classe a aprender que D. Afonso Henriques tinha sido o primeiro rei de Portugal e que em 1385 tinha havido uma batalha em Aljubarrota onde tínhamos dado nos cornos dos espanhóis, os rios do Continente, as plantações das Ilhas Adjacentes e os caminhos-de-ferro do Ultramar, a escrever o nome para quando fossem tirar o bilhete de identidade ao registo civil e a tabuada de cor e salteado para contar os trocos e o rol a pagar na mercearia no final do mês. O filho do rico era o filho do rico e o filho do doutor era o filho do doutor, categoria que abrangia todos os doutores de todas as categorias à face da terra, à excepção do engenheiro que era senhor engenheiro e era filho do senhor engenheiro. As mulheres eram as mulheres com a nuance de poderem ser mulheres ricas ou mulheres pobres, mulheres dos ricos ou mulheres dos pobres, quietas lá no seu sítio de donas de casa e parideiras. Na Santa Paz do Senhor, Amém.


Depois vieram os comunistas e os anarquistas e os socialistas e os esquerdistas e os do reviralho e ficou tudo de pernas para o ar e já não se percebe quem é quem. E é preciso um electricista e já não há electricista, só se for um brasileiro, que o filho do electricista agora é engenheiro. E é preciso um estucador e já não há estucador, só se for um preto qualquer das ex-colónias, que o filho do estucador agora é advogado e preto estucador é o pai que os filhos dos pretos estucadores andam no gamanço e a vender droga. E depois é preciso um canalizador e já não há canalizador, só se for um ex-comunista qualquer do leste da Europa, que o filho do canalizador agora é médico. Onde é que já se viu?!


E há que corrigir estas distorções à tradição e ao normal funcionamento da sociedade e isso consegue-se dando às famílias a possibilidade de escolher a melhor escola que dê o melhor ensino e a melhor educação aos seus rebentos, coisa até agora impossível de conseguir por causa do interregno que foi o fim da tradição imposto de fora pelos outros, sem respeito, comunistas e anarquistas e socialistas e esquerdistas e do reviralho.


E o senhor Presidente do Conselho preocupava-se com as coisas que eram de preocupação e os trabalhadores preocupavam-se com as coisas que eram de trabalhar e os colaboradores preocupavam-se com as coisas que eram do colaboracionismo e os engenheiros com as coisas que eram da engenharia e os doutores com as coisas que eram dos doutores, em geral, e da medicina, em particular, e não haviam cá estas democracias da democracia e de haver eleições onde ninguém elege um primeiro-ministro, quanto mais um Presidente do Conselho, mas onde são eleitos deputados que formam maiorias.


E pode o partido que não ficou em primeiros no final da contagem formar Governo, com o suporte da maioria dos deputados que foram eleitos para formar maiorias e não para eleger primeiros-ministros, e governar? Não pode, por causa da tradição.


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||| Um pantomineiro explica a outro pantomineiro como se formam as maiorias no sistema político-constitucional português

por josé simões, em 10.10.15

 

 

 

 

 

 

||| De má-fé

por josé simões, em 09.10.15

 

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Não bastava Pedro Passos Coelho, depois de ter estado sentado à mesa com Marco António Costa ao seu lado, vir atirar a contenção do défice e o travão ao endividamento à cara do Partido Socialista, à saída de uma reunião pedida por Cavaco Silva – vai aos mandados e não percas o troco pelo caminho – a fim de achar soluções de governabilidade – porque a maioria ganhou e a maioria que ganhou é que forma Governo e porque a maioria que ganhou e que forma Governo precisa do aval da maioria que não ganhou – enquanto enrolava conversa durante 15 infindáveis minutos sobre a ausência de propostas do Partido Socialista, sem possibilidade de contraditório para António Costa que havia sido bastante comedido nas declarações, truncando o recado de Cavaco Silva – quem está em apuros é que propõe – a mesma táctica usada durante a campanha eleitoral – enquanto falamos do programa do Partido Socialista ninguém fala do nosso, que não existe porque é mais do mesmo – para, no final, depois de 15 minutos de conversa enrolada, em vacuidades sempre iguais com roupagens diferentes, o mentiroso ser rasteirado pela própria mentira, com que queria rasteirar a opinião pública, ao deixar cair para os jornalistas que "a reunião foi a nosso [deles] pedido" – ora se a reunião foi a pedido deles por que cargas de água é que António Costa havia de aparecer cheio de propostas na manga? – enquanto os jornalistas já papagueavam a bom papaguear para todas as rádios e televisões  que a reunião tinha dado em nada por ausência de propostas do Partido Socialista.


Esta gente não é de confiança. Esta gente está de má-fé em tudo o que se mete e com tudo o que se mete no seu caminho. E é bom que o Partido Socialista tenha aprendido a lição da campanha eleitoral porque a campanha eleitoral ainda não acabou, como se viu pelo chorrilho de mentiras cheias de "sentido de Estado" saídas da boca de Pedro Passos Coelho à porta da reunião com António Costa.


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