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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

|| Uma dúvida

por josé simões, em 27.01.11

 

 

 

 

 

Se o CDS denuncia salários dos gestores públicos quer dizer que a Celeste Cardona foi nomeada para a Caixa Geral de Depósitos por competências profissionais?

 

(Imagem, fotograma do filme Band à Part, Jean-Luc Godard, 1964)

 

 

 

 

 

 

 

A gestão pública sai caro

por josé simões, em 19.01.07
Segundo uma auditoria do Tribunal de Contas, entre Setembro de 2004 e Agosto de 2005, o Estado português – via Governos PSD-PP e PS, pagou a módica quantia de 5, 137 milhões de euros em indemnizações a gestores e administradores de empresas públicas.
No primeiro lugar do ranking surge a Caixa Geral de Depósitos com 4, 202 milhões de euros, sendo que só António de Sousa e Mira Amaral embolsaram 1, 619 milhões; respectivamente 856 mil o primeiro e, 763 mil o segundo.
 
Se recorresse ao discurso político de Jerónimo de Sousa diria que há aqui um objectivo implícito de desacreditar as empresas públicas perante essa entidade abstracta que dá pelo nome de opinião pública, para ser mais fácil aceitar um processo de futura privatização.
 
O argumento cai por terra quando se constata a coincidência de demissões com direito a indemnização e as mudanças governamentais.
Sublinho, mudanças governamentais, porque até o argumento de que “ganhou um partido, perdeu outro; confiança politica”, deixa de o ser quando atendemos ao singular de António de Sousa e Mira Amaral terem sido demitidos por Bagão Félix, enquanto Ministro das Finanças de um Governo diferente, mas da mesma área politica que o antecedente.
 
Continuando na linha de raciocínio de Jerónimo de Sousa; privatizando deixa de haver este problema, porque na gestão privada não há lugar para “confianças politicas” e respectivas mordomias; nada de mais errado porque o que se assiste (e a tendência e para aumentar) é a proliferação de empresas do Estado em sectores como a saúde e em stand by, a sua criação para o sector da educação.
O Bolo no futuro vai ser ainda maior.
 
Uma vez que o principio da “causa pública” será sempre preterido em função da confiança politica, e que a confiança politica terá sempre ascendente sobre a competência técnica e a qualificação profissional, porque cargas de água um gestor publico deve ter direito a uma indemnização milionária se todos sabemos de antemão que o cargo que ocupa é a prazo; até novas eleições? – Possivelmente a resposta está implícita na pergunta; por essa mesma razão!
 
Será pedir muito que seja criada uma norma em que, explicitamente, preto no branco, conste que o cargo de administrador público fica automaticamente disponível com mudanças de Governo, cabendo ao novo executivo a iniciativa de o renovar ou não, sem lugar a jackpots milionários?
 
O que pensariam os cidadãos se, de cada vez que há eleições e entra um novo Governo, o anterior ou o Governo cessante recebesse uma indemnização?