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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Reservoir Dogs, V

por josé simões, em 21.07.20

 

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Reservoir Dogs, Capítulo IV

 

 

 

 

Portugal dos pequenitos

por josé simões, em 18.06.20

 

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O nacional-parolismo de um Presidente da República que convoca um Conselho de Ministros extraordinário para o palácio presidencial, com a presença dos representantes do pontapé-na-bola nacional, para celebrar a conquista de uma final da Champions na capital, e com a exaltação de um dos instrumentos da meritocracia nacional de uso corrente - a cunha, o presidente da Federação é vice na UEFA e o organizador da prova um tuga de gema, Marcelo dixit, o edil Medina aplaude, a companhia aérea de bandeira já está a bombar às portas de Portugal enquanto sobrevoa a paisagem.

O nacional-parolismo do primeiro-ministro que a dedica aos profissionais de saúde, "um prémio merecido" por se terem sacrificado, a vida, a família, as férias, as folgas e os tempos livres, na luta contra a pandemia em defesa da saúde pública, amanhã as pitonisas do Costa explicam a relação entre uma coisa e outra, entre o dever do distanciamento social e manadas de hooligans a consumir álcool e a cuspirem-se uns aos outros;

A nacional-irresponsabilidade da Direcção-Geral de Saúde, convertida em Direcção-Geral do Poder Político, "quantos mais visitantes, melhor será para o país", que venham muitos, os civilizados da bola, que já fechámos os bares do Jamaica e andamos em cima de festas privadas e ajuntamentos nas ruas com pessoas que não sejam da mesma família.

 

Do que é que nos queixamos concretamente?

 

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Os cabeçudos do catechumbe *

por josé simões, em 04.06.20

 

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Dizem que ninguém beneficiou com a paragem do campeonato. Nada mais falso. Beneficiámos todos. Três meses sem aquela conversa de merda dos treinadores e jogadores nas televisões, às vezes a interromper noticiários ou programas de serviço público, e que dá pelo nome de "antevisão da jornada"; três meses sem aqueles programas de trogloditas acéfalos para acéfalos trogloditas,  vulgo comentário desportivo e análise da jornada, tudo aos berros e no insulto por causa do fora-de-jogo por um pintelhésimo de segundo e as linhas curvas ou rectas do VAR, consoante os estádios.

 

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* Catechumbe era o nome da bola em cautchu com o que os putos jogavam descalços nas ruas do Bairro Santos Nicolau em Setúbal, cada um a vestir a pele de um cabeçudo dos bonecos da bola, onde era possível ganhar a tal da bola em catechumbe. Chutar catechumbe descalço não era fácil.

 

 

 

 

Quando metes o gajo mais jeitoso da claque a tratar da comunicação do clube

por josé simões, em 18.05.20

 

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Os acéfalos deste lado da estrada emitam o barulho de um very ligth a rasgar os ares enquanto cantam "foi no Jamor que o lagarto ardeu", os acéfalos do outro lado da estrada fazem ponto de honra em mostrar e relembrar como é que "o lagarto ardeu", deitado na bancada de pedra com uma coluna de fumo a sair-lhe do peito. Estão bem uns para os outros na etapa Cro-Magnon da evolução. No meio fica a família e a memória de Rui Mendes.

 

Quando metes o gajo mais jeitoso da claque a tratar da comunicação do clube o resultado é deveras surpreendente, ou não.

 

[Sporting Clube de Portugal no Twitter, se entretanto não for apagado]

 

 

 

Não ter a puta da vergonha na cara é isto

por josé simões, em 06.05.20

 

 

 

"É lamentável que um jogador da selecção nacional se envolva em política. Espero que as autoridades do futebol não deixem que isto se torne o novo normal", diz o inominável que fez do futebol trampolim para a política.

 

 

 

 

Os intocáveis

por josé simões, em 30.04.20

 

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Terminaram os campeonatos de andebol, basquete, vólei, hóquei e futsal. O rally de Portugal não se realiza. O pontapé na bola vai continuar a partir do sítio onde tinha ficado parado. A seguir o  The New York Times vai fazer uma correcção ao artigo e pedir desculpas aos leitores porque afinal não é o Benfica, o futebol em Portugal é que é um Estado dentro do Estado com o[s] Governo[s] refém[éns].

 

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Adenda: Parece que tradicional cumprimento entre capitães de equipa e equipa de arbitragem antes do jogo não vai ser permitido por causa das boas regras de higiene preventiva e do distanciamento social. E as tradicionais molhadas nos livres e nos cantos e a carga de ombro e entrada de carrinho e o beber da mesma garrafa e despejar a água que sobra cabeça abaixo nas interrupções do jogo também? Alguém ainda leva a sério a palhaçada em que se transformou o futebol português

 

 

 

 

Reservoir Dogs, IV

por josé simões, em 29.04.20

 

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Reservoir Dogs, Capítulo III

 

 

 

 

Golo de bandeira

por josé simões, em 23.04.20

 

Blackpool goalkeeper Gordon West is rendered agog by his own miraculous save during a match against Arsenal at Highbury 1961.jpg

 

 

Diz o Correio da Manha, sem til, que a lotação dos estádios de futebol vai ser reduzida para 16,7% da capacidade total como forma de meter novamente o circo a "indústria" no activo em tempos de Covid-19. Ou seja, vai passar a letra de lei o que na realidade já acontece em todos os estádios, de norte a sul do país mais ilhas adjacentes, onde não joga o Benfica: o deserto do Saara em betão e a pasmaceira só interrompida pela meia-dúzia de fanáticos indefectíveis que insistem em martelar nas peles de bombos desafinados.

 

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A "terceira ameaça vermelha"

por josé simões, em 10.04.20

 

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"Brasil asiste en las últimas horas a la más insólita polémica relacionada con una protesta en una grada de un estadio de fútbol, después de que un aficionado del Palmeiras fuese expulsado de un partido por leer en su asiento 'Ciencia y Revolución', de Karl Marx"

 

Expulsado del estadio por leer a Marx en vez de seguir el partido

 

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Hasta la victoria siempre

por josé simões, em 31.03.20

 

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               A primeira página do L' Équipe

 

 

 

 

Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo IV

por josé simões, em 20.02.20

 

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               Em Portugal recebeu o nome de "O Sargento Negro".

 

Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo III

 

 

 

 

Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo III

por josé simões, em 18.02.20

 

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No dia seguinte nenhuma televisão se lembrou de convidar o Marega para dizer o que lhe ia na alma. Nem uma. A TVI, que se prepara para ser comprada pela Cofina, a do Correio da Manha [sem til], jornal e televisão, que promovem o Ventura e o Chaga [não é gralha] nas primeiras páginas, nos telejornais e nos programas do pontapé-na-bola, convidou o Ventas para uma peixarada de gritaria onde, em contínuo e em crescendo, gritou mais alto que Miguel Sousa Tavares, a quem coube o papel de idiota útil para o aprendiz de feiticeiro passar a sua mensagem racista e xenófoba. "Não sou racista, tanto aperto a mão a um branco como o pescoço a um preto, ou a um cigano".

 

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Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo II

 

 

 

 

Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo II

por josé simões, em 17.02.20

 

 

 

Uma vez num Vitória de Setúbal vs. FC Porto tive como companhia de bancada um grupo de trogloditas que passou o jogo todo para o Quaresma "Só cheiras a fumo!", "Vai vender cuecas para a feira!" e "Está aqui um sapo! está aqui um sapo!". Se o Quaresma tem saído a meio da partida se calhar já se tinha falado há mais tempo em "racismo no futebol". Ou o Nelson Semedo, tinha ganho a Medalha de Ouro que o Record atribuiu ao Marega "Um dia, por cá, alguém teria de dizer basta. Calhou ao avançado do FC Porto que, depois de marcar o golo que valeu importante vitória em Guimarães, foi à sua vida por estar farto de ouvir parvos", assim só ganhou a Medalha de Prata "O cliente tem sempre razão. Se ainda não conhecia este clássico, o lateral do Benfica ficou ontem a saber que a única interação possível com o público é o agradecimento de aplausos. Haja respeito". Há pretos e pretos e há pretos mais pretos que os pretos. Ou o Renato Sanches, o desgraçado mais massacrado dos relvados portugueses nas últimas épocas, com impropérios e urros vindos das bancadas "uh! uh! uh!", "macaco! macaco!", complementado com a maior campanha orquestrada de linchamento no Twitter e Facebook, a cargo daqueles que agora terminam a indignação com #JeSuisMarega. Antes tínhamos tido, e bem, a polémica com a simbologia usada pelos No Name Boys, a typho e o logo NN, agora temos uns White Angels, depois do Anjo Branco na história recente da Europa, enfeitados nas bancadas com cruzes celtas e a bandeira confederada, e toda a gente acha isso normal. Depois aparece o inefável Marcelo, comentador bué preocupado com o racismo no futebol, depois do Marcelo, Presidente, não ter visto necessidade de tomar posição no "vai mas é para a tua terra!" do Ventura à Joacine. O Marcelo, que não consegue, ou não quer, dar a volta ao livro de História do salazarismo e vai de fazer discursos de envergonha a Pátria em  2017 em Gorée e em 2020 em Goa. E não é só o racismo, é o ódio generalizado e institucionalizado. Os acéfalos trogloditas transportados pela polícia nas caixas de segurança, pagas com o dinheiro do contribuinte, a insultarem tudo e todos a caminho do estádio, o "SLB, filhos da puta, SLB" entoado no estádio perante o silêncio cúmplice do presidente e demais entidades oficiais nos camarotes, o silvo do very ligth a ser disparado no estádio à cara dos adeptos adversários em dia de derby. Está tudo bem, a polícia anda à cata dos atrasados mentais que massacraram o Marega, o Ministério Público vai abrir um inquérito - ler "Arquive-se!", o pagode indigna-se muito nas "redes sociais", vamos andar uma semana nisto, vá duas. Com quem a que a gente joga no próximo domingo? 

 

Racismo no cu dos outros para mim é refresco, Capítulo I

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 08.02.20

 

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Em dia de clássico FC Porto - SL Benfica o A Bola puxa uma bd para a primeira página.

 

 

 

 

Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 29.01.20

 

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               A primeira página do A Bola.