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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Populismo

por josé simões, em 07.12.18

 

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Os funcionários do Estado vão ter um salário mínimo de 635 euros mensais pago com o dinheiro dos impostos daqueles que no privado recebem como remuneração mínima oficial 600 euros por mês. Confusos? Depois "ai que vem aí o populismo".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Haja alguém que trabalhe neste país

por josé simões, em 05.12.18

 

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Uma das frentes de batalha do Governo da direita radical PSD/ CDS - Passos/ Portas nos anos da Troika, aberta e perdida, portugueses contra portugueses, o privado contra o público, dividir para reinar, arrisca agora triunfar nos anos da esquerda geringonça. Ele é as 35 horas de trabalho, ele é a recuperação das carreiras profissionais, ele é a progressões na carreira só porque sim, ele é a recuperação do tempo perdido por quem não viu a fábrica ou a empresa abrir falência, por quem não conheceu o desemprego e a emigração, por quem não teve salários em atraso, ele é merdices que não lembram nem ao diabo, como seja os funcionários públicos terem três horas livres no primeiro dia de aulas dos filhos, ele é o cuzinho lavado com água das malvas, é só já o que falta. Ele é o Governo da maioria parlamentar para a minoria do funcionalismo público, na sua realidade paralela. Entretanto vamos falando de populismos e esperando a inevitabilidade do regresso da direita ao poder e da vassourada definitiva na função pública e do desmantelamento da administração do Estado em favor de interesses privados mais ou menos obscuros. Life goes on.

 

[Imagem de David Lyle]

 

 

 

 

Mudança de paradigma

por josé simões, em 01.11.18

 

 

 

Nos idos da direita radical PSD/ CDS aparecia sempre um porta-voz do ministério da tutela ou da empresa pública em questão a contrapor os números de adesão à greve fornecidos pelos sindicatos. Agora isso deixou de acontecer. Foi 80, 100, 120%? Pois que seja.

 

 

 

 

Dão-se explicações

por josé simões, em 12.04.18

 

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Depois, se houver uma crise como a do subprime, ou outra, uma guerra, com o imbecil que está instalado na Casa Branca nunca se sabe, se o preço do petróleo vier por aí acima, se o próximo ocupante do Banco Central Europeu for um alemão fundamentalista, e isto der para o torto, dá de certeza, e apanharmos com o terceiro resgate numa década, o ministro das Finanças vai explicar aos portugueses, aqueles que não trabalhadores da Administração Pública, do sector privado, que não são aumentados há quase uma década, nalguns casos até há mais tempo, porque é que não havendo dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para as polícias e os militares, nem para a justiça, andou a distribuir dinheiro a rodos ao invés de manter o défice perto do zero por forma a reduzir os juros da dívida e permitir o investimento público.

 

Sucesso, diz o Ministro das Finanças [Mário Centeno], mas vai ter de explicar aos trabalhadores da administração pública por que afirma que não há dinheiro para aumentos salariais para trabalhadoras que estão há oito/nove anos sem qualquer aumento, afirmou o líder do PCP.

 

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O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.10.17

 

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A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública considera que não houve progressos para os funcionários púbicos na proposta de Orçamento do Estado para 2018 porque as medidas anunciadas ficam aquém das expectativas dos trabalhadores.

 

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Twilight zone spiral tunnel

por josé simões, em 09.10.17

 

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"Progressões na carreira congeladas". É-se promovido não por mérito, não por uma avaliação de desempenho, é-se promovido porque sim, porque se está há xis tempo naquele posto e há que passar ao superior, já é tempo de ganhar mais ordenado, seja o melhor do mundo ou o maior calaceiro da repartição, câmara, ministério, junta de freguesia ou hospital.

 

 

 

 

Verdade alternativa

por josé simões, em 27.04.17

 

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O aspecto mais curioso, chamemos-lhe assim, do argumentário justificativo da tolerância de ponto dada aos funcionários públicos aquando da visita de Francisco, Papa, a Fátima, ou à cova Deiria, como dizem as televisões, argumentário comum ao Governo, aos partidos da 'Geringonça' e à direita radical beata, uma verdadeira 'união nacional', prende-se com o facto de "muitos portugueses manifestarem interesse em se deslocarem ao santuário", por coincidência, e só por coincidência, todos funcionários públicos, que no Estado laico o sector privado não tem tempo para terços nem se governa com Pais-Nossos e Avé-Marias.

 

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Caladinhos

por josé simões, em 27.04.17

 

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Em nome da Função Pública e com a benção dos partidos da 'Geringonça', ateus-agnósticos-jacobinos-laicos e religiosamente multi coloridos mas com a base eleitoral de apoio à sombra do Estado.

 

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Nicho de mercado

por josé simões, em 18.11.16

 

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Diz que os funcionários públicos têm a progressão na carreira e os salários congelados desde 2009.


[O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em trabalho voluntário na Festa do Avante! na imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 17.05.16

 

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A primeira página do jornal i

 

 

 

||| Ainda que mal pergunte

por josé simões, em 09.02.16

 

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Se em 2013 o horário de trabalho dos trabalhadores do Estado passou de sete para oito horas por dia e de 35 para 40 horas por semana sem que os abrangidos pela medida tivessem visto o seu salário aumentado na respectiva proporção, logo não havendo aumneto da despesa para o Estado, porque é que em 2016 o regresso a sete horas diárias/ 35 semanais vai implicar custos para o erário público?


[Imagem "An English Summers Day Southend on Sea, Essex, Saturday 17 August 1974", Homer Sykes]

 

 

 

 

||| "Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar durante estes quatro anos”

por josé simões, em 04.01.16

 

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«Quase metade dos funcionários públicos portugueses considera que o salário auferido "não é suficiente para viver com dignidade


"Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar durante estes quatro anos", baixar os custos do trabalho.


[Imagem]

 

 

 

 

||| Mais "reformas estruturais"

por josé simões, em 28.08.15

 

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«A selecção dos novos 2882 funcionários das escolas já está a decorrer, e entre os candidatos, "estão a aparecer licenciados e até doutorados"»


«Alguns dos novos funcionários das escolas podem ser tratados por doutor»


[Imagem de Vincent Bousserez]

 

 

 

 

||| Em bancos e universidades

por josé simões, em 30.07.15

 

 

 

Em bancos, privados e em universidades, também privadas, por exemplo.


"Promover estágios para funcionários públicos em empresas privadas, sobretudo em áreas de forte desenvolvimento técnico e tecnológico, por forma a transpor conhecimento do setor privado para o setor público nos domínios da gestão, da inovação e das práticas de gestão em ambiente de mercado/concorrencial"


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||| A fórmula mágica

por josé simões, em 29.07.15

 

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A fórmula mágica para o crescimento supersónico de dois dígitos ao ano, para o infinito e mais além: baixos salários, ausência de direitos e garantias, reivindicações laborais e contestação social inexistentes, sectores chave da economia nas mãos do Estado [chinês], ginástica laboral e, tal como nas escolas, bicicletas para o povo.


«Os portugueses não comem estudos de 3 milhões de euros sobre a caracterização das deslocações dos funcionários públicos», podia ter dito Pedro Passos Coelho, mas não disse.


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