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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A realidade paralela dos sindicatos da Função Pública

por josé simões, em 03.11.19

 

 

 

Cidadãos que trabalham menos cinco horas semanais que outros cidadãos, sem contar com pontes e tolerâncias de ponto concedidas por tudo e por dá cá aquela palha, e que desde o primeiro dia até ao último se queixam de  ganhar mal, por causa da carga horária faltam ao trabalho para ganhar ainda menos. "Os dois sindicalistas avisam que é preciso olhar a "montante" para perceber o que causa as faltas dos funcionários públicos, alertando para as horas de trabalho já acumuladas ou para os baixos rendimentos". Dou de barato a minha estupidez, alguém que me faça um desenho, sff.

 

 

 

 

O Pai de Todos

por josé simões, em 14.06.19

 

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Os "funcionários públicos vão poder faltar para acompanhar [os] filhos no primeiro dia de escola":

 

     - Para que os infantes e as infantas aprendam o que é ser funcionário público;

     - Para que os infantes e as infantas saibam que os outros meninos e meninas não têm pai nem mãe.

 

 

 

 

"És liberal e não sabias"

por josé simões, em 12.06.19

 

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Government employment (as % of total employment) in the EU

 

[Título]

 

 

 

 

Novimatemática

por josé simões, em 23.04.19

 

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Depois da "Novilíngua", e já na era do economês, as secções partidárias dos departamentos de agit-prop instalados nos jornais ditos "de referência" criaram agora a "Novimatemática", expandindo o universo orwelliano para o infinito e mais além.

 

Como é que [menos] -1462 + [menos] -1334 é = a [mais] +128?

 

 

 

 

Populismo

por josé simões, em 07.12.18

 

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Os funcionários do Estado vão ter um salário mínimo de 635 euros mensais pago com o dinheiro dos impostos daqueles que no privado recebem como remuneração mínima oficial 600 euros por mês. Confusos? Depois "ai que vem aí o populismo".

 

[Imagem]

 

 

 

 

Haja alguém que trabalhe neste país

por josé simões, em 05.12.18

 

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Uma das frentes de batalha do Governo da direita radical PSD/ CDS - Passos/ Portas nos anos da Troika, aberta e perdida, portugueses contra portugueses, o privado contra o público, dividir para reinar, arrisca agora triunfar nos anos da esquerda geringonça. Ele é as 35 horas de trabalho, ele é a recuperação das carreiras profissionais, ele é a progressões na carreira só porque sim, ele é a recuperação do tempo perdido por quem não viu a fábrica ou a empresa abrir falência, por quem não conheceu o desemprego e a emigração, por quem não teve salários em atraso, ele é merdices que não lembram nem ao diabo, como seja os funcionários públicos terem três horas livres no primeiro dia de aulas dos filhos, ele é o cuzinho lavado com água das malvas, é só já o que falta. Ele é o Governo da maioria parlamentar para a minoria do funcionalismo público, na sua realidade paralela. Entretanto vamos falando de populismos e esperando a inevitabilidade do regresso da direita ao poder e da vassourada definitiva na função pública e do desmantelamento da administração do Estado em favor de interesses privados mais ou menos obscuros. Life goes on.

 

[Imagem de David Lyle]

 

 

 

 

Mudança de paradigma

por josé simões, em 01.11.18

 

 

 

Nos idos da direita radical PSD/ CDS aparecia sempre um porta-voz do ministério da tutela ou da empresa pública em questão a contrapor os números de adesão à greve fornecidos pelos sindicatos. Agora isso deixou de acontecer. Foi 80, 100, 120%? Pois que seja.

 

 

 

 

Cheque aos 'geringonços'

por josé simões, em 14.05.18

 

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Há que tirar o chapéu a António Costa quando saca da cartola o argumento de que "é mais importante contratar mais funcionários públicos do que aumentar os salários". O Bloco de Esquerda, com reduzida implantação na Função Pública e percebendo a armadilha, embatucou e fingiu que não tinha ouvido nada. O PCP, Jerónimo de Sousa, que ainda a semana passada disse no Parlamento que "há já muitos anos que por aqui ando", engoliu o isco e quando se deu conta da esparrela desviou a conversa para "a dívida pública impagável e o dinheiro que não há para nada mas há para os bancos", argumento justo e bonito, de resto, mas que não tem nada a ver para o caso porque, como disse e bem, a opção é política e o dinheiro vai ser sempre gasto, seja em aumentos seja em contratações, deixando o secretário-geral dos comunistas de fora os que já estão de fora, os desempregados, e encostando-se onde António Costa o queria encostado, ao partido da Função Pública, com toda a carga que isso tem no resto do país, nos outros, nos que não trabalham para o Estado.

Vem então os 'pontas-de-lança' dos partidos nos sindicatos, um para fazer prova de vida e outro para interpretar o papel que lhe foi destinado representar, invocar "os baixos salários" e "o congelamento de carreiras e de aumentos salariais". Mais dois encostados nas cordas ao lado de Jerónimo de Sousa, com as progressões nas carreiras e aumentos salariais no sector privado que não há só porque sim e porque a velhice é um posto como na tropa macaca, e com a falência do Estado, a manter o emprego a todos os seus funcionários, paga com a falência, o desemprego, a emigração, a miséria de milhares no sector privado e com o congelamento salarial e precariedade para os que ficaram.

Chapéu a António Costa, portanto.

 

[Imagem]

 

 

 

 

Dão-se explicações

por josé simões, em 12.04.18

 

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Depois, se houver uma crise como a do subprime, ou outra, uma guerra, com o imbecil que está instalado na Casa Branca nunca se sabe, se o preço do petróleo vier por aí acima, se o próximo ocupante do Banco Central Europeu for um alemão fundamentalista, e isto der para o torto, dá de certeza, e apanharmos com o terceiro resgate numa década, o ministro das Finanças vai explicar aos portugueses, aqueles que não trabalhadores da Administração Pública, do sector privado, que não são aumentados há quase uma década, nalguns casos até há mais tempo, porque é que não havendo dinheiro para nada, nem para a saúde, nem para a educação, nem para as polícias e os militares, nem para a justiça, andou a distribuir dinheiro a rodos ao invés de manter o défice perto do zero por forma a reduzir os juros da dívida e permitir o investimento público.

 

Sucesso, diz o Ministro das Finanças [Mário Centeno], mas vai ter de explicar aos trabalhadores da administração pública por que afirma que não há dinheiro para aumentos salariais para trabalhadoras que estão há oito/nove anos sem qualquer aumento, afirmou o líder do PCP.

 

[Imagem]

 

 

 

 

O Verdadeiro Artista

por josé simões, em 26.10.17

 

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A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública considera que não houve progressos para os funcionários púbicos na proposta de Orçamento do Estado para 2018 porque as medidas anunciadas ficam aquém das expectativas dos trabalhadores.

 

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Twilight zone spiral tunnel

por josé simões, em 09.10.17

 

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"Progressões na carreira congeladas". É-se promovido não por mérito, não por uma avaliação de desempenho, é-se promovido porque sim, porque se está há xis tempo naquele posto e há que passar ao superior, já é tempo de ganhar mais ordenado, seja o melhor do mundo ou o maior calaceiro da repartição, câmara, ministério, junta de freguesia ou hospital.

 

 

 

 

Verdade alternativa

por josé simões, em 27.04.17

 

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O aspecto mais curioso, chamemos-lhe assim, do argumentário justificativo da tolerância de ponto dada aos funcionários públicos aquando da visita de Francisco, Papa, a Fátima, ou à cova Deiria, como dizem as televisões, argumentário comum ao Governo, aos partidos da 'Geringonça' e à direita radical beata, uma verdadeira 'união nacional', prende-se com o facto de "muitos portugueses manifestarem interesse em se deslocarem ao santuário", por coincidência, e só por coincidência, todos funcionários públicos, que no Estado laico o sector privado não tem tempo para terços nem se governa com Pais-Nossos e Avé-Marias.

 

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Caladinhos

por josé simões, em 27.04.17

 

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Em nome da Função Pública e com a benção dos partidos da 'Geringonça', ateus-agnósticos-jacobinos-laicos e religiosamente multi coloridos mas com a base eleitoral de apoio à sombra do Estado.

 

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Nicho de mercado

por josé simões, em 18.11.16

 

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Diz que os funcionários públicos têm a progressão na carreira e os salários congelados desde 2009.


[O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em trabalho voluntário na Festa do Avante! na imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

||| Da série "Grandes Primeiras Páginas"

por josé simões, em 17.05.16

 

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A primeira página do jornal i