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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

||| Nos intervalos de pregar moral e bons costumes

por josé simões, em 20.01.14

 

 

 

A amnésia accionista aguda começa a ser uma doença característica dos militantes do PSD, particularmente da tralha cavaquista. Diz que não se lembra de nada...

 

«O Fisco detectou vendas ilegais de acções da Isohidra feitas por Marques Mendes e Joaquim Coimbra, em 2010 e 2011, e que terão lesado o Estado em 773 mil euros. As acções foram vendidas por 51 mil euros, mas valiam 60 vezes mais: 3,09 milhões.»

 

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||| Descubra as diferenças

por josé simões, em 14.12.13

 

 

|| Tenham medo, muito medo

por josé simões, em 04.02.13

 

 

 

«Banco de Portugal pediu explicações a Ricardo Salgado sobre "omissão" fiscal»

 

[E se for, como diz o professor nas suas marcelices semanais na televisão, o Quinquinhas da Fonseca Benevides, o Ministério Público também passa um papel de 25 linhas, assinado e carimbado, a atestar a idoneidade do "suspeito"?]

 

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|| Desconfiados, dizem eles

por josé simões, em 29.01.13

 

 

 

Seria interessante saber a que é que se deve essa suspeita, se ao FMI não saber a ponta de um chavelho daquilo que anda a fazer e se limitar a assinar de cruz tudo o que o Governo lhe dá para assinar, se ao FMI ter os ricos em tal grau de consideração e os achar, moral e eticamente, incapazes de tal coisa. Em qualquer das hipóteses o factor Governo não é despiciendo.

 

«FMI suspeita que ricos estão a fugir ao fisco»

 

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|| A diferença que umas aspas fazem

por josé simões, em 17.01.13

 

 

 

Um dos homens mais ricos e mais poderosos do país, um banqueiro, que lida com o dinheiro dos outros e que entra pelo conselho de ministros adentro sem se fazer rogado, faz uma declaração de rendimentos de 183 mil euros.

 

Entretanto, e pelas voltas que a justiça às vezes dá, vê-se envolvido, ainda que por interpostas pessoas, numa investigação de crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, tráfico de influências, corrupção e abuso de informação privilegiada em processos de privatização.

 

Há medida que o dead end para ser ouvido pelo juiz se aproxima, vai fazendo sucessivas rectificações à declaração inicial, até atingir um rendimento superior a 4,5 milhões de um valor que começou nos 183 mil euros. Não fosse alguém pensar que anda a fugir ao fisco, ou assim.

 

Esqueceu-se. Tipo andar com os óculos na testa à procura deles. Tipo querer sair de casa e andar com a chave na mão à procura dela. Tipo guardar o sobretudo no roupeiro no final do Inverno e, quando chega o frio no ano seguinte, descobrir que estavam €5 e um lenço de papel esquecidos num bolso, ou um maço com os cigarros já amarelados. Acontece a qualquer um.

 

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|| Falando de coisas sérias

por josé simões, em 09.12.12

 

 

 

[Via]

 

 

 

 

 

 

|| People are awesome

por josé simões, em 01.12.11

 

 

 

O homem mais rico de Portugal, com lugar do Top of the Pops da Forbes dos 200 mais ricos do mundo, e que despediu 195 trabalhadores a ganhar o salário mínimo para fazer face ao impacto negativo da crise global, afinal é um coração de manteiga e preocupa-se com a higiene intima das suas trabalhadoras.

 

Também as massagens foram usufruídas pelas trabalhadoras, para aliviar o stress provocado pela crise global, assim como a festa de aniversário foi para os filhos que as trabalhadoras pariram no intervalo de usarem os tampões.

 

Como se usa na net, people are awesome.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

 

 

Fazer pela vidinha

por josé simões, em 05.05.08

 

Só 6 – seis – 6 mil?! Sinceramente que não vejo motivo para tão grande espanto; até parece que acabaram de inventar a roda ou de descobrir a pólvora!
 
Tomemos um flagrante exemplo de “muitas vezes seis mil”: as IPSS. Nomeadamente no que concerne aos infantários, creches e jardins-de-infância.
 
As mensalidades são pagas consoante os rendimentos da família, cuja prova é feita através do documento comprovativo da entrega do IRS. Até aqui tudo normal.
 
A anormalidade começa quando, numa mesma sala, classe ou turma, encontramos no escalão mínimo de mensalidades, crianças cujos pais são, por exemplo, um casal de advogados. Ou filho de pai arquitecto e mãe médica. Ou de outra qualquer denominada profissão liberal por conta própria. E, nos escalões seguintes, acima da mensalidade mínima, filhos de casais que trabalham, por exemplo, nos serviços; ou em que o pai é empregado da construção civil e a mãe empregada de comércio. Ou simplesmente empregados por conta de outrem.
 
É uma multiplicação de muitas vezes mil, onde os que deveriam ser os principais beneficiados são os mais prejudicados. Duas vezes. Pela mensalidade que pagam; por pagarem para aqueles que auferem rendimentos superiores aos seus. Prevertendo-se assim o próprio conceito de IPSS.
 
Adenda: esta não deixa de ser uma boa pergunta. Apesar de, pessoalmente, preferir os métodos indiciários, ou sinais exteriores de riqueza, à imagem do que acontece, por exemplo, na Grã-Bretanha.
 
(Foto de Richard Alois)
 
 

Pagas tu? Ou… pagas tu?

por josé simões, em 22.11.07

 

Segundo o Público, (sem link) o relatório da Provedoria da Justiça resultado de uma acção de inspecção a 11 serviços de finanças entre Junho e Agosto de 2006, revela-se arrasador do “estado da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) sob a direcção do seu anterior responsável máximo, Paulo Moita Macedo”.
 
“Contas bancárias totalmente congeladas em resultado de penhoras fiscais independentemente do valor da dívida; penhoras de vencimentos e de ordenados que ultrapassam os limites estabelecidos na lei; liquidação de juros de mora, umas vezes por excesso, outras por defeito; cativação de reembolsos de IRS sem que estejam esgotados os meios de defesa dos contribuintes; situações em que são os contribuintes a avisarem os serviços de finanças de que impugnaram as liquidações que lhes foram efectuadas; e penhoras efectuadas depois de ultrapassado o prazo de prescrição das eventuais dívidas ficais.”

Paulo Macedo, que para alguns opinion-makers e para a classe política que se senta nas bancadas à direita no Parlamento era o insubstituível, o paradigma da virtude e da eficiência do sector privado quando chamado a tomar conta da cousa pública, desde que, obviamente, devidamente remunerado, veio afinal a revelar-se que padecia de um mal; aquilo que algum sector privado tem de pior: o autoritarismo, a arrogância e o poder discricionário do patrão da revolução industrial portuguesa e que teimosamente teima em persistir no Portugal do sec. XXI. Vale tudo quando o objectivo é criar riqueza; este princípio quando aplicado ao Estado dá os resultados que o relatório aponta.
 
No mesmo dia em que o relatório é apresentado, ouvimos todos o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais dizer na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, com todas as letras e alto e bom som que, “alguns empresários deviam ter vergonha da sua actuação" porque fogem ao fisco, cometem fraudes fiscais e, de caminho, ainda lavam uns dinheirinhos.
 
Expliquem-me como se eu fosse muito burro: e ao Estado, via secretário de Estado, só lhe resta vir para a praça pública lamuriar-se? O que andou mais a fazer Paulo – o incorruptível – Macedo pelo fisco, além de continuar a receber o salário que recebia no privado e a chatear quem não tinha fuga possível? Há lobies nas Finanças? Ou tudo isto não passa de flexigurançafiscal?
 
(Foto via Ad Lib Studios)