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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Mobilização geral

por josé simões, em 08.04.08

 

Depois de Londres e Paris, dei comigo a pensar para com os meus botões, como será a recepção à Olympic Flame em Lisboa. Agora que por estas bandas os azimutes andam todos trocados, haverá mobilização geral para uma apoteótica recepção ao símbolo do ideal olímpico?
 
Não é por nada. Assim de repente veio-me à memória a visita em 1975 de Valentina Tereshkova a Portugal, e as ruas cheias de povo anónimo, de bandeirinha na mão, a acenar à primeira mulher no espaço.
 
"No final, pouco depois de os bigodes negros do homem do MFA se terem encontrado com o rosto sereno da cosmonauta, aliás como aconteceu com outros bigodes mais ténues de um bombeiro voluntário e de membros de outras organizações presentes, que ofereceram presentes à única cosmonauta da terra, foi cantada em coro a Gaivota voava, voava, canção que fez entreabrir os lábios vermelhos da mulher do espaço."
 
in Jornal O SÉCULO Visita da cosmonauta Valentina Tereshkova a Portugal (Pavilhão dos Desportos, 1975 Lisboa)
 
Por mim já está decidido; vou até lá tentar “soprar a vela” envergando orgulhosamente a minha t-shirt. Assim, como assim, para os chineses é tudo sorrisos, beijinhos e abraços. E no final podemos todos cantar a “Gaivota voava, voava”.