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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

Relatório e Contas. Resumo da Semana

por josé simões, em 31.10.20

 

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Um aplauso para Abdouallakh Anzorov

por josé simões, em 20.10.20

 

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O resultado imediato, no médio/ longo prazo, da decapitação do professor Samuel Paty, em Paris às mãos do tchetcheno Abdouallakh Anzorov por causa de uma aula sobre liberdade de expressão com as caricaturas de Maomé, é o silêncio da Europa numa próxima acção do czar Putin na Tchetchénia com atropelos aos direitos humanos a roçar o genocídio. Como diria o palerma que apresenta o Joker na RTP 1, "um aplauso para Abdouallakh Anzorov".

 

[Na imagem "Russian soldier in Chechnya"]

 

 

 

 

“Uma terra que emana leite e mel”, Êxodo, 3:8

por josé simões, em 18.09.20

 

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'Just God, the water and us': risking the Channel 'death route' to Britain

 

Sameer Al-Doumy, AFP freelance photographer based in Normandy, formerly Paris and Syria | Winner of 2016 World Press Photo Award

 

 

 

 

Ceci est une pipe

por josé simões, em 04.07.20

 

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A man smokes a pipe while wearing a face mask during a demonstration in Nantes, western France, on June 30, 2020

 

 

 

 

Dia da Mulher

por josé simões, em 08.03.20

 

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A hundred members of the conservative activist group called Manif pour Tous ("Protest for Everyone") dressed as Marianne, French Republic's allegory, stage a protest against assisted reproductive technology (ART) and surrogacy in front of the National Assembly, French Parliament lower house, in Paris on March 8, 2020, on the International Women's Day

 

 

 

 

Quando não percebes nada de história

por josé simões, em 22.12.19

 

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Quando não percebes nada de História e resolves dizer qualquer coisa para ficar bem na fotografia, e com essa coisa que dizes ainda consegues ofender mais o receptor com a carga histórica de séculos que carregas nos ombros e que tentas por todos os meios corrigir, sendo que a tua sorte é o outro ainda perceber menos de História que tu. Como gostam os francius de dizer, "les beaux esprits se rencontrent".

 

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse, sábado, na visita oficial à Costa do Marfim, que "o colonialismo foi um erro profundo"

 

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...

por josé simões, em 15.04.19

 

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La Convention Nationale

por josé simões, em 19.02.19

 

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Quando a excepção define a regra:

 

Escolas francesas vão acabar com a utilização das palavras "pai" e "mãe". Objectivo é impedir que os casais do mesmo sexo se sintam ofendidos. Legislação já foi aprovada.

 

A seguir mudam o nome dos meses para Brumário, Germinal, Termidor, etc. Oh, attendez...

 

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Afixe-se!

por josé simões, em 18.12.18

 

 

 

O comissário europeu para os Assuntos Económicos disse hoje que a França não será sancionada se o défice público ultrapassar os 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019

 

[Tod Browning na imagem]

 

 

 

 

Ao menino e ao borracho

por josé simões, em 28.05.18

 

 

 

Do Mali para o Burquina Faso, do Burquina Faso para o Níger, do Níger para a Líbia, da Líbia para Itália, de Itália para um 4.º andar em Paris, França.

 

Ao menino e ao borracho mete Deus a mão de um sem-papéis por baixo.

 

 

 

 

"França, Espanha e Portugal"

por josé simões, em 26.10.17

 

 

Se fosse "Itália, Espanha e Portugal", ou até mesmo incluir a Alemanha no rol, podíamos sempre argumentar que são os resquícios dos fascismos e a tradicional aversão à liberdade de expressão, no caso português, bastas vezes sancionada em última instância pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Com Vichy no molho a sobrepor-se à "Liberdade" caso ganha outros contornos, outra dimensão e outro perigo de contágio. Isto é grave e para levar a sério e merecedor de manif na Praça do Comércio.

 

The Internet is our greatest and most egalitarian public sphere: Never before was it possible for everyone to publish their creative works worldwide, at no cost, without seeking anyone’s approval. But some want to change that.

 

The open and participatory internet was made possible by laws that protect internet providers and online platforms from liability: It’s not the duty of platforms to monitor everything users do. It’s not their fault if users commit copyright infringement – as long as they promptly react when informed of any such occurrence.

 

Without these laws, there would be no YouTube and no SoundCloud today. For most of us, the internet would be more like cable TV: We could consume, but we couldn’t take part.

 

Documents leaked today by Statewatch expose: The governments of France, Spain and Portugal are pushing to redesign the web away from openness and towards the tight control of cable TV, where a few big companies get to say what goes on the air.

 

Um resumo em português:

 

A proposta de um filtro obrigatório "iria criar um sistema onde os cidadãos serão sujeitos a plataformas que bloqueiam o upload de conteúdo, mesmo quando é perfeitamente legal a utilização de conteúdos com direitos de autor", acusam 27 organizações numa carta conjunta.

 

Outro resumo em português:

 

Três associações portuguesas de defesa dos direitos digitais acusam governo português de querer restringir o acesso à Internet com a proposta de alteração da reforma Europeia de Direitos de Autor

 

 

 

 

Se dúvidas houvesse

por josé simões, em 09.05.17

 

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Não perceberam nada de nada...

 

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Evolução na continuidade

por josé simões, em 08.05.17

 

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A 'primavera Macronista' que vai adiar por mais 5 anos uma vitória da candidata da Frente Nacional, por 'culpa de Mélenchon', dele e de todos aqueles que nos últimos 30 anos, sem nunca terem ocupado cargos de poder ou lugares na governação, andam a avisar do caminho que vai inevitavelmente levar ao descalabro do sistema político-partidário, tal e qual o conhecemos, da França e da Europa.

 

[Imagem de autor desconhecido]

 

 

 

 

 

Perder uma boa oportunidade de ficar calado

por josé simões, em 02.05.17

 

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A direita radical lusitana, militante e engagé em campanhas eleitorais em solo pátrio por Sarkozy, Rajoy, Berlusconi, sim Berlusconi, e Orbán como se de candidatos a Belém ou S. Bento se tratassem e que, desde o primeiro minuto do fecho das urnas na primeira volta das presidenciais francesas, andou num frenesim pela net a colar Mélenchon a Marine Le Pen para desviar as atenções do fiasco que foi a candidatura de Fillon, em que se empenharam a fundo como se de um candidato a Belém se tratasse, ao mesmo tempo que colocavam a esquerda mais à esquerda no mesmo saco do "totalitarismo mau" [já que o "totalitarismo bom" é sempre mesmo bom] acaba a ver a candidata com a "visão errada da economia", e só da economia, plagiar o discurso de François Fillon, uma espécie de Margaret Hilda Thatcher franciu de calças e fora de tempo, que ia pôr a França nos eixos, e por quem fizeram campanha eleitoral activa como se de um candidato a Belém se tratasse. Vamos todos repetir que Marine Le Pen plagiou um discurso de François Fillon até a direita radical perceber a oportunidade que perdeu em ficar calada e que se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo e que um gato escondido com o rabo de fora e outras coisas assim em que a sabedoria popular é fértil.

 

 

 

 

 

E é por isso que o Pinochet foi um gajo porreiro

por josé simões, em 28.04.17

 

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Quem, nestes últimos dias de ressaca europeia às eleições francesas, passe pelo Twitter, pelo Facebook, pelos ainda blogues tradicionais e pelo blogue de tiragem nacional que dá pelo nome de Observador e ler cronistas, comentadores, opinion makers, apoiantes e militantes, dissimulados, envergonhados, descarados, anónimos ou figuras públicas da direita - do 'sentido de Estado' e da marcha do 'arco da governação', mais do que constatar aprende que o problema, o grande problema de uma vitória de Marine Le Pen é a economia, o regresso do proteccionismo, a reposição das barreiras alfandegárias, o encerramento das fronteiras e o travão à globalização. Fora isso tudo bem. E é por isso que Pinochet foi um gajo porreiro.

 

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