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DER TERRORIST

"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.

A quem é que defende o que o FMI defende?

por josé simões, em 24.01.18

 

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O FMI não defende que os patrões e accionistas abdiquem de uma pequena parte das mais-valias, da distribuição de lucros e dividendos, não.

O FMI não defende um aumento das contribuições das empresas para a segurança social/ fundos sociais por forma a que os Estados melhor combatam as desigualdades sociais e a manter os níveis de estabilidade de quem está na reforma e de quem se encontra no desemprego, não.

O FMI tira da cartola o argumento da direita radical dos velhos reformados com a vida regalada por oposição aos novos miseráveis e desempregados e, para que não o acusem de apelar ao conflito geracional, defende a redução das contribuições sociais para os salários mais baixos, assim, só.

O FMI não defende que os patrões e accionistas abdiquem de uma pequena parte das mais-valias, da distribuição de lucros e dividendos, e as canalizem para as seguranças sociais/ fundos sociais, não.

O FMI defende mais uma etapa na descapitalização das seguranças sociais e dos fundos sociais dos Estados para depois o FMI vir defender que as pessoas não podem estar à espera do Estado na velhice, que o dinheiro não chega, que o melhor é os mais novos, os miseráveis que não vão ter uma reforma regalada como os mais velhos, com o dinheiro que poupam pela redução das contribuições sociais que invistam em seguros privados e em planos poupança reforma.

A quem é que defende o que o FMI defende?

 

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Infelizmente não é só no FMI

por josé simões, em 05.08.16

 

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Mas em todos os aspectos e em todas áreas da vida dos portugueses, para o caso.
De um burro carregado de livros ser um doutor, passando pelo "foge cão" do tratamento por doutor a todo e qualquer burro, até a todo o doutor, senhor ou não, carregado de gravatas e a debitar o que a opinião privada gosta de ouvir, brincar impunemente com o dinheiro dos outros, dos que não são doutores nem têm para onde fugir, nem sequer supervisão prudencial ou interesseira ou comprometida que zele pelos seus interesses.


Quedas do BES e do Banif podiam ter sido evitadas


"pruridos ideológicos" e "elevado status social de alguns banqueiros”


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Portugal não é um país pequeno

por josé simões, em 19.07.16

 

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E do Deutsche Bank nunca mais ninguém ouviu falar depois de se saber que há problemas nos bancos portugueses que são um risco global, mais o crédito na China, a seca em África e o vírus Zika na América Latina e nas Caraíbas.

 

 

 

 

Os sabujos

por josé simões, em 28.06.16

 

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O Administrador Plenipotenciário do capitalismo financeiro para o sul da Europa mandou em seu nome dois sabujos a uma reunião que ele próprio marcou com os indígenas do país tutelado que, tendo alguns entrado como servos da gleba e outros como vassalos, saíram todos sabujos, como os sabujos enviados com procuração, por terem aceite participar na reunião. Lá diz o povo que quem não se dá ao respeito...


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Cada um que tire as suas conclusões

por josé simões, em 21.06.16

 

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É um Governo democraticamente eleito, apesar de tudo. Representa toda a gente.


Que representa toda a gente já a toda gente sabia. E que "apesar de tudo" também. Agora tem o mérito de ter sido dito e escrito.


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||| Como diria o outro, é fazer as contas

por josé simões, em 15.04.16

 

Paulo Portas - Maria Luís Albuquqerque - Passos C

 

 

"O número um do departamento europeu do FMI acusa o país de ter negligenciado a política orçamental nos últimos dois anos."

 

 

 

 

||| Do descaramento

por josé simões, em 06.04.16

 

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O timing é perfeito para a novilíngua vir com "a fadiga das reformas" que é o eufemismo escolhido para suavizar o enjoo, o desagrado e a revolta que as pessoas começam a mostrar com o esbulho fiscal, o saque à classe média, o "elevador social" a funcionar sempre em sentido descendente com a diminuição de salários e pensões, com a fragilização e a precarização das relações laborais, por via do incentivo à rigidez patronal, em nome dos amanhãs que cantam e na melhoria das condições de vida de 1% da população mundial em offshores.


Greetings from Panama City.

 

 

 

 

||| "Cachucho não é coisa que me traga a mim mais novidade do que lagostim"

por josé simões, em 03.04.16

 

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Só por si o jornalismo engagé e a imprensa do pensamento único dominante explicam que o relatório do éfe éme i "mau" tenha tido honras de primeiras páginas e de aberturas de telejornais e o outro, o do éfe éme i "bom", tenha passado pelos intervalos da chuva?


"O Orçamento do Estado para 2016 traz uma política orçamental destinada a continuar o processo de ajustamento orçamental, ao mesmo tempo que estimula a recuperação do rendimento disponível das famílias, maior coesão social e crescimento económico sustentável".


"[...] deve ser sublinhado o sucesso da execução rigorosa do orçamento em Janeiro e Fevereiro de 2016".


"Vai mais longe ao assumir o falhanço das reformas estruturais do governo de direita, assentes em baixos salários, ao afirmar que “as autoridades estão totalmente comprometidas em ultrapassar obstáculos estruturais que reduzem a produtividade e a competitividade da economia""


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"FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ..."

 

 

 

 

||| O resto é conversa

por josé simões, em 01.04.16

 

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"[...] de acordo com os cálculos do FMI, o défice público português em 2016 irá ser, não de 2,2% como previsto pelo Governo, mas de 2,9%, no limite da regra dos 3% imposta pela União Europeia para um país sair do procedimento por défice excessivo"


Não só a estapafúrdia regra dos 3% é cumprida como até fica abaixo da linha de água e o resto é conversa. A conversa dos dois éfe éme is que ciclicamente aparecem para nos atormentar, o éfe éme i bom, com o relatório a apontar o erro de reduzir salários e pensões, o éfe éme mi mau, a avisar que não só é preciso conter salários e pensões como é urgente cortar ainda mais. Siga.


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||| Nada de novo, portanto

por josé simões, em 20.12.15

 

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Nada de novo em o FMI vir, mais uma vez, assumir falhas no programa da troika e não se fala mais nisso o que lá vai lá vai, FMI, subtítulo "Chover no Molhado".. Nada de novo nos partidos do "não podemos diabolizar o FMI", "não precisamos de programa de Governo para nada porque o nosso programa é o programa da troika", "o Governo pode surpreender e ir mais além que as metas acordadas com a troika", "é impensável sequer pensar em colocar em cima da mesa a hipótese de uma reestruturação da dívida pública sem primeiro dar um sinal de boa-fé e empenho aos nossos credores" continuarem a papaguear que foi feito o que devia ser feito e que muito ficou por fazer mas que, apesar de tudo, correu tudo bem, que foi um sucesso e não se fala mais nisso o que lá vai lá vai. Nada de novo, portanto.


"Expectativas demasiado elevadas em relação ao efeito imediato das reformas estruturais, consolidações orçamentais feitas de forma excessivamente rápida, expectativas irrealistas em relação a uma estratégia de curto prazo de desvalorização interna e cedências no princípio de reestruturar logo à cabeça dívidas públicas pouco sustentáveis."


"As falhas dos programas da troika assumidas pelo próprio FMI"


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||| Agora com um desenho

por josé simões, em 07.08.15

 

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Agora com um desenho, para quem ainda não percebeu ou que, fingindo não perceber, pensa que não acontece:


"as autoridades [portuguesas] reiteraram o seu compromisso com as metas de redução da dívida expressos no Programa de Estabilidade e indicaram que propostas mais concretas ao nível da despesa seguir-se-ão às eleições para o Parlamento, à medida que forem necessárias".


Sendo que a seguir às eleições significa isso mesmo, a seguir às eleições.


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||| Com a ajuda da Nossa Senhora de Fátima

por josé simões, em 06.08.15

 

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Como diria a primeira-dama, pela boca do marido, já de abalada, Deus os proteja e quando lá chegarem mandem saudades que é coisa que cá não deixam, "com a ajuda da Nossa Senhora de Fátima":


«Fundo junta-se aos que duvidam que a receita líquida do IVA possa continuar a crescer ao mesmo ritmo nos próximos meses, uma condição essencial para que ocorra uma devolução da sobretaxa de IRS.»


«FMI contradiz Governo e diz que reembolsos do IVA vão acelerar no final do ano»


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||| "Gralha", dizem eles

por josé simões, em 24.07.15

 

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Descontando aquela parte do estudo do FMI abranger o período compreendido entre 2008 e 2012 e o acção de propaganda do Governo reportar a 2011/ 2015, a gente faz de conta que acredita, que é "gralha".


«O Governo redigiu um documento de quase 90 páginas em que faz o balanço dos quatro anos de legislatura com as medidas tomadas em várias áreas. Na área social, admite que os mais pobres foram mais afectados pela crise. É uma gralha, admite o Governo. E vai corrigir.»

 

 

 

 

||| A origem das espécies

por josé simões, em 21.07.15

 

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«O enfraquecimento dos sindicatos também alimenta o problema, pois leva ao aumento do rendimento dos 10% mais ricos.»

 

 

 

 

||| #MitoUrbano

por josé simões, em 15.07.15

 

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"FMI existe para ajudar os países a superar crises de pagamentos". [...] "não vale a pena estamos a diabolizar o FMI".


[Na imagem Jack Nicholson em The Shining]