"Podem ainda não estar a ver as coisas à superficie, mas por baixo já está tudo a arder" - Y. B. Mangunwijaya, escritor indonésio, 16 de Julho de 1998.
"quantos estrangeiros residentes em Portugal estariam dispostos a pegar em armas para defender o nosso país, se necessário?", pergunta candidamente Filipe Alves, Editor in Chief of Diário de Notícias, assim, em 'amaricano', segundo o LinkedIn. É a chamada "pergunta do caralho", precisamente aquela que os dirigentes e minions do partido da taberna, que nunca meteram os chispes na tropa, estão sempre a atirar à cara de toda a gente, dos que vieram de fora para trabalhar, particularmente. "Quantos portugueses estariam dispostos a pegar em armas para defender o seu país, se necessário? Esta é que é a questão. Podem começar por responder os valentões anónimos que passam os dias nas redes a difundir propaganda do partido da taberna, escondidos atrás de burcas com o Viriato, o Henriques franciu, cruzes templárias, vikings, e outras merdas que tais como foto de perfil. A seguir perguntem aos estrangeiros residentes, não aos pretos, aos "zucas", aos "monhés", os dos trabalhos rascas, mas aos dos vistos gold, máfia russa, inner circle de Putin, camaradas do comité central do partido comunista chinês, ricalhaços do estados islâmicos .
Isto é o que dá escolher equipas para jornais por "um-dó-li-tá".
Há quatro dias o director do Expresso, João Vieira Pereira, escrevia "A dificuldade em lidar com o Chega é sentida dentro da redacção do Expresso. Estamos longe de ter certezas de como lidar com uma organização para a qual a verdade não é linear ou onde os factos podem ser adulterados à medida de um qualquer objectivo".
O Expresso, no dia em que viu um jornalista agredido num evento do partido da taberna na Universidade Católica viu o taberneiro convidado pela televisão do militante n.º 1 - SIC Notícias, do mesmo grupo do Expresso, para debitar alarvidades no jornal da noite. A SIC Notícias que andou com o taberneiro ao colo desde o dia em foi eleito deputado único, directos, entrevistas, interrupções de programação para o directo, às vezes mais que uma vez no mesmo telejornal, a televisão do militante n.º 1 que mandou uma comitiva à porta do estúdio para trazer o líder do partido da taberna pela mão até à mesa do debate para as legislativas, por oposição a Rui Tavares que fez todo o caminho sozinho, sem comissão de recepção, nem sorrisos manhosos de Bernardo Ferrão e Ricardo Costa.
Estes são os tretas que andam com a extrema-direita ao colo mas que no fim acabam em modo Travis Bickle, "you talk' in to me?" mesmo depois de quem pariram e engordaram acabar a apoda-los "inimigos do povo".
Coisa verdadeiramente surpreendente é a condenação do marido de miss Swaps pelo Tribunal da Secção Criminal da Comarca de Lisboa com uma multa 15 euros diários durante oitenta dias [num total de 1 200 euros] e ainda a assumir as custas do processo, por coacção sobre o jornalista e actual director de O Jornal Económico, Filipe Alves, não ter sido notícia de primeira página nem abertura de telejornal, só merecendo uma nota de rodapé, ao pé de As Previsões da Maya, no online do campeão da transparência e da independência do jornalismo face aos poderes instalados, em geral, e ao político, em particular, desde que o particular envolva nomes ligados ao Partido Socialista.
Já se fazia um Congresso dos Jornaleiros para debater estas questões.
Ainda sou do tempo em que o Vasco Campilho, de megafone nas unhas, organizava manifs contra a asfixia democrática frente à Assembleia da República, com direito a manifesto e blog e tudo, Agora, asfixiadoassoberbado em trabalho, não há tempo para nada e a reacção aproveita para atacar as conquistas de Abril por todos os flancos.
“Tu não sabes quem eu sou. Metes a minha mulher ao barulho e podes ter a certeza que vais parar ao hospital.”
“Agora fiquei preocupado… estás avisado se metes a minha mulher ao barulho nesta história… vais parar a um hospital.”